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OURIQ

Um diário trasladado

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22
Fev20

Vasco Pulido Valente (1941-2020)


Eremita

Screenshot 2020-02-22 at 08.43.26.png

fonte

Gosto que se diga que foi o melhor prosador da sua geração e sinto a ansiedade que sempre surge quando morre um escritor que admirávamos: se não pego no Glória nos próximos dias, creio que morrerei sem ter lido esse livro. 

Adenda 1: recomendo este completíssimo texto sobre VPV que foi publicado no Malomil em 2014 e dois textos de Diogo Ramada Curto, um de Junho de 2016 e outro de Fevereiro de 2018.

Adenda 2: artigos de VPV n'O Tempo e o Modo

 

8 comentários

  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    27.02.20

    Marina, por acaso desconfio que o homem não teria escrito isso hoje (enfim, há uma semana...). Acho que ganhou pudor no último momento. Mas é verdade que passou mesmo grande parte da vida com essas angústias típicas de estrelinha do youtube que todos os dias conta as suas angústias pessoais. O "sou um desadaptado", em muitas variantes, é um clássico. Porra, Marina, o homem teve uma rica vida. Obviamente, também sei que se estivesse ainda a coisa ativa, a caixa de comentários iria agora em 280 mil. A mim, dá-me vontade de rir.
  • Sem imagem de perfil

    marina

    27.02.20

    Teria até sublinhado , caramelo... de 2006 até hoje , a "tutoria" do Estado sobre os cidadãos agravou-se até dizer chega. e O VPV prezava a liberdade concreta , liberdade de acção não essa coisa da" Liberdade , Liberdade!!!!" abstracta que nunca ninguém viu , mas que os palerminhas repetem como se fosse um mantra.
  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    27.02.20

    Não sei, Marina, pode ser. Eu não me sinto particularmente sufocado, para te ser sincero. Mas eu referia-me às angústias existenciais do próprio Vasco. Achas que ele, que desprezava as massas, estava a escrever como porta voz do povo agora supostamente oprimido? Ora. Foi sempre mimado, nunca lhe faltou liberdade, nem antes, nem depois. "O homem é o homem e a sua circunstância", como disse um dos clássicos que ele (coitado) tanto prezava. Obviamente, sobre a liberdade que existiria ou não existiria antes do 25.A (é essa a diferença que ele estabelece no texto, lembra-te) o homem não percebeu nada. O Eça, por exemplo, também não percebeu muita coisa do país em que vivia. Quase no fim da vida veio dizer, a propósito das suas crónicas da Campanha Alegre, que tinha sido injusto. Mas isso aceita-se no Eça, porque o Eça era verdadeiramente um escritor, não se lhe pede rigor sociológico ou politico de coisa nenhuma.
    Mas, como diz o seu admirador Manuel da Fonseca (referido em baixo pelo Miguel), o Vasco, mesmo que não tivesse razão nenhuma, era cirúrgico. O que é engraçado, não achas?
  • Sem imagem de perfil

    marina

    27.02.20

    Penso que o VPV desprezava as massa no sentido de rebanho que necessita de pastor e não se interessa pelo que há para lá da cerca e come tudo o que lhe põem na manjedoura ( olha , nem percebe as grades da prisão -:) ) . de resto , diria que raramente se enganava. porque devia ter uma memória muito boa , ligava factos presentes e passados e chegava facilmente a um quadro geral , que escapa a quem não sabe história ou é desmemoriado , e explicava-o de forma clara e sucinta.
  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    27.02.20

    Porque tu achas que não fazias parte do "rebanho", os tais "indígenas" pouco educados e subservientes de que ele falava, não é? Sim, eu sei, há muita gente a pensar "ah, mas o Vasco não estava a falar de mim". Dentro da vascologia, tem sido um espectáculo à parte a interpretação criativa da obra do Vasco. Quanto ao acerto do que ele dizia, tens mais fé do que o Manuel S. Fonseca, o que inventou o cirurgião míope. Mas, nunca fiando, sempre vais dizendo "diria que..."
    P.S. Olha, eu acho que o Emerita já deve estar arrependido de ter aqui colocado um post sobre o homem. Ele só lhe queria fazer uma modesta homenagem e isto nunca mais acaba ;).
  • Sem imagem de perfil

    marina

    27.02.20

    Vamos parar -:) mas olha que fazendo parte do rebanho , sou aquilo que se chama de ovelha negra-:) e desde miúda Não suporto poder., porque ..."es la libertad y el uso de la misma para ser y hacer lo que el excéntrico quiera, a partir de su creatividad e inventiva, es lo que da una vida más plena " dum psicanalista mexicano qualquer.
  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    27.02.20

    Pronto, está lá em cima uma coisa qualquer sobre o coronavirus, vamos ver o que é aquilo. Parando, parando... parou.
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