Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

OURIQ

Um diário trasladado

OURIQ

Um diário trasladado

15
Mar18

Um vendaval de libertinagem


Eremita

Sobre as declarações em tribunal a respeito de Orlando Figueira, estamos face a um vendaval de libertinagem. Recordemos: este Figueira é o tal amigo que emprestou, em 2015, dinheiro ao tal juiz que, em 2016, declarava pimpão a um canal de TV não ter amigos que lhe emprestassem dinheiro. Registemos: a situação, por si admitida, é exactamente igual àquela que Sócrates descreve na sua relação com Santos Silva, ao ponto de nos relatos de ambos se apontar para a longevidade das amizades em causa e para o nível de vida desafogado de quem emprestou como razões para justificar os pedidos ou a aceitação dos empréstimos. Valupi

 

É óbvio que, a ser verdade o que consta na acusação a Sócrates, há diferenças de grau e natureza nas relações José Sócrates-Santos Silva e Carlos Alexandre-Orlando Figueira, mas Valupi tem toda a razão quanto ao "vendaval de libertinagem". Não me lembro de ver coisa semelhante na imprensa. Se antes apenas havia a desconversa dos advogados de Sócrates, desde que Rio chegou ao poder, em vez do banho de ética temos tido mais a shit hitting the fan (a ventoinha é o Observador), que conspurca a entourage do líder laranja; anteontem ouvimos Carlos Alexandre desculpar Orlando Figueira com argumentos dignos de uma personagem interpretada por Vasco Santana; ontem Paulo Futre, num crescendo de suor, defendeu em directo o "jogo da mala", que para o esquerdino é mau quando compram os jogadores para que percam, mas não quando são incentivos para que ganhem e empatem; e hoje, 6 milhões de incansáveis Benfiquistas, levando por arrasto também os portistas de rabo preso, continuam a transformar Portugal na pátria do relativismo moral. 

5 comentários

  • Imagem de perfil

    Eremita

    16.03.18

    Duvido que esta conversa tenha um destino diferente das que já tivemos, tendo em conta que tu és capaz de equiparar o que o juiz fez ao que Sócrates terá feito. Em relação aos advogados de Sócrates, houve dois momentos: antes da acusação, em que diziam que não havia nada, e depois da acusação, que viriam a descrever como uma "fuga para a frente" do Ministério Público. Obviamente, estão a trabalhar e são pagos por Sócrates para fazer tais figuras, mas o que vi publicado sobre a acusação, já depois de concretizada, deixa o ex-PM numa situação muito difícil. E nem ele, que tem uma grande lábia, conseguiu ser minimamente convincente nas explicações que deu na entrevista a um jornalista amedrontado. Tudo isto só não parecerá objectivo a quem já investiu muito tempo, emoções e a sua imagem pública na defesa de Sócrates/ defesa do Estado de Direito que leva à boleia a salvação de Sócrates / no ataque ao Ministério Público / em teorias conspirativas de motivação partidária / nenhumas das anteriores (riscar o que não interessa ou acrescentar).
  • Sem imagem de perfil

    Valupi

    16.03.18

    É de Aristóteles (portanto, já tem uns anitos) a sábia advertência para não se discutir com quem não obedece à lógica (em sentido grego, pleno). Adaptando à actualidade, é um conselho para não perdermos tempo no paleio com taxistas.

    Ora, tu, montado na extensa, abundante e sofisticada cultura que exibes nesta magnífica instituição chamada Ouriquense, não és diferente de um taxista quando o tema mete Sócrates. Nem tu nem muitos como tu, com vivência intelectual muito acima da média do Zé com quem nos cruzamos na rua. Também isso está vastamente estudado, as distorções cognitivas nascidas das motivações afectivas, embora seja sempre um espectáculo impressionante para os interessados na natureza humana.

    Então, temos que consideras como desconversa, hipocrisia mercenária, lábia, as declarações de advogados e arguidos antes sequer de saberes se há julgamento ou se, a ser feito, será exactamente sobre a acusação tal como ela foi elaborada. E ainda acrescentas, do alto da tua presciência, que o arguido Sócrates te parece "em muitos maus lençóis" por causa de não sei quê que te pareceu não sei quantos. Obviamente, este é paleio de taxista. Porque se coloca do lado da ignorância, a começar pelo que seja o papel universal dos advogados e o papel da defesa em qualquer processo judicial, e a terminar no ódio, o sentimento de querer não um julgamento e seu desfecho sempre imprevisto mas antes um linchamento e sua destruição garantida.

    Aposto que a distorção intelectual em ti é tanta que até algo instituído há séculos, e que enforma o tal Estado de direito que é matriz da civilização, como é o princípio de o arguido ter o direito a ficar calado num julgamento ou a não se acusar a si próprio perante terceiros, encontra em ti um desejo de abolição se te cheirar a Sócrates.

    E depois ainda tens o topete de falar em objectividade. A gargalhada, ó pá.

  • Sem imagem de perfil

    RFC

    16.03.18

    ... «como é o princípio de o arguido ter o direito a ficar calado num julgamento ou a não se acusar a si próprio perante terceiros», que grande piparote ó Valupi!

    Vai ser esta a estratégia de defesa dos advogados de José Sócrates, a de que o seu cliente esteve caladinho até agora para não se entalar? Pois, se sim, poderás juntar no mesmo embrulho as defesas do ex-PM, de Carlos Santos Silva e da Sofia, para não ir mais longe, que se percebe imediatamente que apenas sobre José Sócrates o que dizes é obviamente uma redonda mentira.

    Quanto ao resto, de novidade, dos diferentes aromas e essências que compõem a "argumentação oficial" e tão pueril que ela é (amigos, ainda?), nada se aproveita. Da tua mona e dos neurónios que nela provavelmente se banham, e que, agora, foram vertidos no teu enésimo exercício literário sobre José Sócrates se poderá dizer que, pensando que ainda estás no Ritz, te comportas hoje como o chef do botequim dos enfarta brutos que apenas serve para aquecer o estômago da clientela necessitada que frequenta o Aspirina B.

    Valupi, larga o vinho.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    16.03.18

    Infelizmente tenho um psicótico na família. A experiência dita que é completamente inútil discutir com um psicótico.
    Não percebo porque perdem tempo a discutir com um psicótico político.
  • Comentar:

    CorretorEmoji

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Pesquisar

    Comentários recentes

    Links

    WEEKLY DIGESTS

    BLOGS

    REVISTAS LITERÁRIAS [port]

    REVISTAS LITERÁRIAS [estrangeiras]

    GUITARRA

    CULTURA

    SERVIÇOS OURIQ

    SÉRIES 2019-

    IMPRENSA ALENTEJANA

    JUDIARIA

    Arquivo

      1. 2019
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2018
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2017
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2016
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2015
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2014
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2013
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2012
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2011
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2010
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2009
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2008
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D