There will be punches
Eremita
Não sei se repararam, mas Diogo Vaz Pinto continua a socar a atmosfera e a prometer porrada. É como se a testosterona ganhasse consciência e procurasse um sentido para a existência. O Diogo queixa-se dos poetas para quem o verso é uma excrescência do ego, sem chegar a denunciar qualquer perplexidade quanto à hipótese remota de a sua crítica feroz e gongórica poder ser também a manifestação de um ego gigantesco. David Foster Wallace tinha uma noção de si mesmo mais aguda, o que nem sempre é bom para a saúde mas garante alguma paz social.
