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OURIQ

Um diário trasladado

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07
Fev18

Saber sair


Eremita

Tudo tem um tempo e termina hoje esta minha crónica no PÚBLICO. Agradeço à então directora, Bárbara Reis, que me convidou, e ao actual director, David Dinis, o acolhimento amável para este blog que, com os meus parceiros, Ricardo Cabral e Bagão Félix, foi sendo um espaço de escrita polémica, espero que por vezes rebelde. Nunca me foram pedidos limites a essa liberdade de opinião e sempre me senti em casa neste jornal de referência. Foi um gosto. Até um dia. Francisco Louçã

 

Alberto Gonçalves não resistiu a dramatizar a sua saída do Diário de Notícias, como se houvesse lugares cativos e os colunistas entrassem nos jornais por concurso público. Francisco Louçã mostra como se faz. 

 

4 comentários

  • Sem imagem de perfil

    RFC

    08.02.18

    E mais, Eremita. Paulatinamente é bastante inócuo, tal como seria dizer metodicamente mesmo que, ambas, dêem um tom de que as coisas vão sendo feitas pela surra (o processo da ALC assim o sugeriu, limite de danos sobre quem venha a seguir).Paulatinamente, pois não, deveria ser obrigado a dizer melhor: programada e paulatinamente (o que sugere a existência de um óbvio caderno de encargos, por isso os tipos da Sonae escolheram o David Dinis).
  • Imagem de perfil

    Eremita

    08.02.18

    Não discordo. Precisamos de um artigo de fundo com impecável infografia e estatística para avaliarmos como tem evoluído o colunismo em termos de orientação política, mas no Público a tendência tem sido evidente. Em todo o caso, apenas pretendi frisar o estoicismo com que, aparentemente, Louçã aceitou o seu destino, contrastando-o com a vitimização do Gonçalves.
  • Sem imagem de perfil

    RFC

    08.02.18

    Eremita, apesar de ambos escreverem com as mãos, presume-se, não estão exactamente ao mesmo nível. Mesmo no tempo da agit-prop dos clássicos do marxismo, das sessões de esclarecimento (acabaram?) e das verdades absolutas com o peso ou o pó da História e da Ciência havia no Louçã uma certa abertura na forma, cosmopolita e intelectual. Ou seja, o tipo não era daqueles que trocaram um Deus para um outro mundo de abundância ao serviço de um Deus Maior ou de um Menor (e a formação em economia ajudou-o neste processo, heterodoxo). Quero com isto dizer que as leituras do Livro Sagrado que o Alberto Gonçalves, ou o tal Gabriel e a Helena fazem agora no Observador visam educar os jovens que frequentam aquelas madrassas contra a tentação do pecado e a caminho da virtude. Ora, o Francisco Louçã durante a sua passagem pelo P. online (ao lado do Bagão Felix, e agora devem cair todos os semáforos verdes, amarelos e vermelhos das avenidas novas para os senhores passarem!), pelo contrário, era um tipo e, depois, um conselheiro que se apresentava apaziguado com Deus e com o Diabo. Aliás, e assim se pode ler o seu vocábulo sobre uma etapa!, pelo tom cordato que ontem utilizou percebe-se que quase todas as suas metas foram alcançadas (e os passarinhos que aprendam um pouco mais).

    ____

    Anónimo 22.09.2017
    Algures pelo ano 2000, alguém, no Independente, conseguiu convencer Agustina a escrever uma coluna chamada "As sete chaves de Agustina Bessa-Luís" em que falava sobre política quotidiana. Olhar hoje para o que Agustina escreveu sobre Jorge Sampaio, ou Durão Barroso, ou Jaime Gama: "Acredito que Jaime Gama não é tímido mas reservado" não adiantou nem ao Independente, nem a Jorge Sampaio, nem a Durão Barroso, nem a Jaime Gama, nem, creio a Agustina. Comparado com as dezenas de anos anteriores de crónicas brilhantes, sobre... tudo menos atualidade política... estas são baças, tristes, perderam o viço com o tempo. São olvidáveis, em suma.

    Nota. Algures no Ouriquense vi este este comentário, e concordo bastante. Por ti sugeres um estudo «com impecável infografia e estatística para avaliarmos como tem evoluído o colunismo em termos de orientação política», mas não sei se é apenas isto que se pretende (Mexia, Vasco Pulido Valente, Dinis de Abreu, Agustina, o malogrado Vasco Graça Moura entrariam onde?).


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