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OURIQ

Um diário trasladado

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11
Abr18

Unicórnios e gambozinos


Eremita

lula-nordeste8.jpg

Foto de Ricardo Stuckert 

Indiquem-me alguém com provas dadas na luta contra a politização da justiça independentemente da orientação política do arguido. Por "provas dadas" entendo um idêntico esforço, real e continuado, não a mera e ocasional declaração grandiloquente que cai bem. Encontrem, por exemplo, quem hoje defenda com o mesmo afinco Nicolas Sarkozy e Lula ou Sarkozy e Sócrates. I rest my case.  

 

Adenda: como não houve sugestões, deixo-vos aqui as crónicas de Reinaldo Azevedo, um adversário do "lulopetismo" que critica Sérgio Moro e o STF quanto à prisão de Lula. 

4 comentários

  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    12.04.18

    O Eduardo Cunha e Sérgio Cabral Filho nunca foram figuras de topo e por figuras de topo digo dirigentes máximos, daqueles que suportam às costas um partido e que são bandeira de um movimento. Nenhum deles representa para a direita o mesmo que o Lula representa para a esquerda.
    Agora adaptando a famosa rábula do Marcelo. O Aécio? Podia ter um tratamento igual. Mas não. Não é que não pudesse. Mas não. Podiam o Aécio e o Alckmin ser sujeitos a uma investigação e julgamento a jato, como foi o Lula, já que sobre eles recaem suspeitas que fazem o caso do apartamento parecer uma bagatela? Podia. Mas não. Podia a justiça decapitar o PSDB e mesmo o PMDB como fez com o PT, ao mais alto nível (impeachment da Dilma (justiça e congresso), Dirceu, e Lula?) Podia, mas não. A dinâmica prejudica a direita? Podia. Mas não.
    Mas vamos considerar o argumento puramente lógico, para não sermos contaminados pela politica. Vamos imaginar que somos analistas. Se a politização da justiça significa, por definição, que a justiça tomou partido, não é lógico que tomemos nós partido pelos injustiçados? No caso, o que muitos dizem é que existe uma campanha judicial contra o Lula. Se tomamos isto como certo, é então o Lula que devemos defender e não os seus adversários favorecidos. Porque iria eu, que acho que de facto a justiça se politizou nesse sentido, fazer proclamações ecuménicas sobre a justiça, se considero que o outro lado não tem razões de queixa?
    E ainda temos o aspecto prático, que dificulta a vida a qualquer analista. Portanto, certo, vamos globalizar a coisa, saindo fora do Brasil. Não é difícil fazer uma crónica metendo o Lula e o Sarkozy. No caso de alguém na Nigéria se sentir injustiçado, editamos e adicionamos o da Nigéria, certo. Mas vamos chegar a um ponto em que teremos de fazer isto como modo de vida remunerado. Desculpa, mas esta é a única forma de se ter legitimidade “certa”, em vez de legitimidade “errada”, sujeita a tristes figuras, como dizes.
  • Sem imagem de perfil

    RFC

    12.04.18

    Passo por cima do teu cadastro, Caramelo, e não posso deixar de me interrogar por onde andas com a cabeça?

    Quero dizer: onde acumulas tanta informação porque não cairias certamente no ridículo de indicares a plenos pulmões qual o caminho quase evangélico do Bem (tomar partido pelos "injustiçados", safa!) se, por acaso, te escapasse um pequenino pormenor que fosse sobre essa realidade tropical de origem brasileira.

    Ora, o que sabes tu do panorama político brasileiro, do seu sistema judicial, da forma como as diferentes "dimensões" sociais/culturais/religiosas etc. se expressam através dos partidos existentes (presumo que não és portador de uma noção impressionista do assunto, ao contrário de mim e de outros terráqueos que habitamos o Velho Mundo)?

    Exemplo-maior, cito-te: «No caso, o que muitos dizem é que existe uma campanha judicial contra o Lula. Se tomamos isto como certo, é então o Lula que devemos defender e não os seus adversários favorecidos.», e quem diz isto? Tu, provavelmente uma voz que se oiça no Blitz online por alturas dos festivais de verão, akguém da Casa do Brasil e um ou outro (des)conhecido mais alucinado que anda pelo mais delirante blogue em favor de José Sócrates?

    E como consegues encontrar a luz para esse Brasil prometido através de uma vida futura de Lula da Silva, preso ou em liberdade, se objectivamente alguém que tem 72 anos (física, intelectual) faz parte por natureza do passado?

    Nota, que não sei se te elucida sobre o meu karma mas seguramente te auxiliará a fazer uma mudança de perspectiva. «Sobre o Lula da Silva tenho mixed feelings (não sobre o processo em questão ou a enxurrada mediática), mas estou do lado de quem não aceita que "o político" tenha uma estratégia para se eximir objectivamente aos tribunais. Sobre o PT acho que precisaria de alguém que estabelecesse um cordão sanitário como o António Costa fez desde o princípio porque é penoso ver o Lula da Silva a arrastar-se (nos Democráticos americanos parece que é o mesmo, Clinton...)», carimbado por mim a 28 de Janeiro de 2018.

    _____

    caramelo
    12 DE ABRIL DE 2018 ÀS 18:28
    Ó mãe, estou no Aspirina! Fora Temer!
  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    13.04.18

    RFC, tu falas de tanta coisa diferente ao mesmo tempo, é tal o assombro de palavras e coisas encavalitadas, que eu nem sei como responder. És tão, tão barroco, que fazes o Gôngora parecer um modesto contabilista. Vou tentar pegar por duas pontas. Primeiro, a propósito do "o que sabes tu", ao contrário do que pareces pensar, o Brasil não é um planeta de uma galáxia distante e não é preciso ser-se astrofísico para se saber algo do que se passa por lá. Acho até partilhamos algumas características morfológicas e funcionais. Segundo, onde é que eu disse que o Lula é a luz, ou lá o que é?
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