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02
Nov18

Rui Ramos e a propaganda

Eremita

Será que Rui Ramos acredita no que escreve? Não sobram dúvidas de que é um dos ideólogos da direita e que esse é o seu campo político e cultural. E já se percebeu que, com a emergência dos populistas autoritários, a direita nacional anda e continuará a explorar as acusações de "fascismo" para se vitimizar até à exaustão. Mas há sempre um toque de propaganda nos textos de Ramos que chocam com a sua formação e inteligência. Diz-nos Ramos que "A Geringonça há-de inventar um Bolsonaro em Portugal". Como explicar tamanho absurdo sem invocar um desejo de polarização ao estilo de uma Fox News

4 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    05.11.18

    "Sobretudo para esta direita que se diz liberal e conservadora ao mesmo tempo"

    A maioria responderá que a maioria da nova Direita é liberal na área económica e conservadora quanto aos comportamentos sociais.

    Eu diria que em relação aos comportamentos sociais, alguma Direita poderá considerar-se liberal, no sentido de desejar interferência mínima do Estado ou qualquer outra entidade organizada nesse campo (aqui distinguem-se da antiga Direita religiosa). Os costumes para eles, devem ser regulados pela opinião média dos indivíduos que compõem a Sociedade, por mecanismos que não impliquem alguém de cima a ditar, a ordenar, o que mais se aproxima do que é correto.

    A confusão e a aparente contradição que você e muitos outros detetam, é que muitas vezes estes mecanismos de regulação da grande multidão, acabam por apresentar resultados que não representam o que hoje se associa a maior liberdade social onde o conceito de Tolerância se impõe agressivamente. São por exemplo grande fonte de criação de estereótipos...que, na sua grande maioria, são probabilisticamente acertados.

    Tudo isto não equivale a uma visão onde prevaleça um baixo grau de hierarquização ou de aceitação sem constrangimentos sociais de comportamentos desviados da norma, mesmo que não obviamente e diretamente prejudiciais a outro indivíduo.

    João
  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    06.11.18

    Sim, é essa a fórmula usual: liberal no mercado e conservador nos costumes. Tem expressão máxima na Opus Dei e teve o seu auge no Chile do Pinochet, onde essa casta era, e continua a ser, em grande medida, predominante na politica, como se viu nas dificuldades que aí teve a aprovação e implementação de uma lei de despenalização (restrita) do aborto. Trabalhar e enriquecer conduz à santidade. É a parte calvinista do liberalismo. Até aqui, não me parece haver contradição alguma. Acontece apenas que os novos, querendo ser modernos, distinguir-se da tradicional direita religiosa, têm dificuldade em expressar o que sentem. E daí o uso intensivo da ironia e cinismo e demais figuras de estilo que lhes permitem pegar nos assuntos de cernelha. O Observador é um laboratório fantástico.
    É curioso que fale na Sociedade, como instância de regulação de costumes, tendo em conta que uma das heroínas do liberalismo de mercado, a Thatcher, decretou que a sociedade não existe. Pois, essa é uma contradição que eles terão de resolver. É que cada medida fraturante que é apresentada é precisamente recusada com o argumento de que a sociedade não está preparada.
    Não vale a pena falar do libertarianismo, nas suas diferentes facetas, porque de facto é uma simples fantasia para adultos, que não suscita qualquer preocupação.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    06.11.18

    O que é comum é que a direita seja muito liberal em períodos de crescimento mas sempre recorrendo com as duas mãos ao estado quando há crise(s)
    nelson
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    • Eremita

      Infelizmente, a este ritmo continuarei a ser chato...

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      letra b -boring boring boring

    • A rapariga do autocarro

      Acho que por cá também há belos espécimes masculin...

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