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09
Set17

Rui Diácono Ramos Remédios


Eremita

Talvez por isso, eis o governo, contra a Comissão Nacional para a Protecção de Dados, a exigir que os recenseamentos passem a incluir os “dados étnicos da população”. Para quê? Para identificar e proteger os “afrodescendentes e ciganos” contra a ideologia e a estrutura racista da sociedade portuguesa. Que se passa? (...)

O objectivo nunca é garantir direitos iguais para todos, mas criar grupos de identidade com rendimentos e estatutos dependentes do Estado, e portanto potencialmente fiéis àqueles que, na política, reclamam zelar pelos seus interesses particulares. No caso das “minorias étnicas”, este é o melhor caminho para dificultar a sua integração e inspirar preconceitos. Mas também para garantir a sua vulnerabilidade e, logo, a sua dependência, que é o que importa à oligarquia no poder. Rui Ramos

 Uma boa teoria da conspiração seduz pela lógica e também pelo processo de intenções; quanto mais verosímil e denunciadora da corrupção moral dos poderosos, mais irresistível será. Na sua crónica sobre a "racialização" de Portugal, Rui Ramos antecipa a chegada a Portugal de uma "positive action" à americana, só porque o Governo pondera incluir dados sobre a etnia nos censos populacionais, uma medida que a ONU e vários académicos recomendam há muitos anos. A crónica do ideólogo de Passos Coelho é uma daquelas intervenções à Diácono Remédios que apenas reforçam o problema que pretendem identificar (a fragmentação da sociedade) e que poderíamos definir como um acto falhado total. Mas não insisto muito nesta ideia, que também tem - reconheço - as características de uma teoria da conspiração. Relembro apenas que a lógica de Rui Ramos não convence, porque estando as etnias minoritárias largamente representadas entre as populações mais pobres, que recebem apoio estatal, serão já minorias fiéis a quem defende a atribuição de subsídios. E sugiro, como princípio, que são suspeitas todas as insinuações alarmistas perante propostas que visem aumentar a qualidade da informação que os decisores políticos terão nas mãos. De resto, os dados de um recenseamento com informação sobre as etnias podem servir à esquerda e à direita na defesa das suas políticas, como sucede há décadas nos EUA. A palavra a quem já escreveu sobre o assunto: "quem tem medo dos números?"

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