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Um diário trasladado

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11
Fev18

"Que aconteceu a D. Manuel Clemente?"


Eremita

Cardeal-Lusa-José-Coelho.jpg

Imagem da Lusa, que manipulei. 

Não deve haver neste país estatística mais sobrestimada do que a percentagem de "católicos praticantes", exceptuando a do tamanho médio do pénis a partir de estimativas pessoais. Ratzinger deixou menos viúvos do que Sócrates, o que não deixa de ser extraordinário. Se dúvidas houver quanto ao impacto nulo das mais recentes declarações de D. Manuel Clemente, leia-se a reacção inteligente e sensata de João Távora, o mais católico dos bloggers que acompanho. O que fica por responder é mesmo a transfiguração de D. Manuel Clemente:

Como é que alguém com estas qualidades se transfigura no defensor da "vida em continência", essa formulação sumamente hipócrita com que agora D. Clemente pretende obrigar os casais "irregularmente" recasados a abdicar de ter relações sexuais? Como é que um intelectual e homem de cultura de méritos reconhecidos pode sofrer uma regressão tão aparatosa de raciocínio e sentido do real, convidando implicitamente os recalcitrantes a abandonarem uma Igreja fechada sobre si própria e divorciada da sociedade? Como é que nestes tempos de tentações integristas e intolerância religiosa – de que o radicalismo islamista é a expressão mais extrema –, um homem como parecia ser D. Manuel Clemente se permite o pecado da inclemência e da falta de lucidez mais rudimentar? É verdadeiramente um mistério. Vicente Joge Silva

2 comentários

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    Eremita

    13.02.18

    Bem, D. Manuel Clemente ("a igreja") apenas demonstra que é muito mais difícil agradar a gregos e troianos quando se tem poder do que quando se é um afável académico especializado em teologia histórica. Quanto a João Távora, há duas interpretações possíveis: 1) como não aborda directamente a recomendação de continência e aproveita o momento para mostrar que, apesar de "recasado", é um bom católico, nomeadamente no estoicismo com que aceita a interdição do sacramento da comunhão, pareceu-me que defende uma espécie de "don't ask, don't tell" quanto ao que se passa na intimidade, o que, na prática, é uma crítica velada ao que D. Manuel Clemente defende; 2) a tua interpretação.
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