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OURIQ

Um diário trasladado

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25
Dez17

Próximas leituras


Eremita

Depois de ter anunciado que não celebrarei mais efemérides no Ouriquense, numa tentativa de quebrar a escravatura do calendário como a forma de aproximação à imortalidade que resta aos homens medianos, só agora me apercebo das inúmeras dificuldades deste projecto. Não posso, por exemplo, dizer que planeio ler determinados autores em 2018, o que seria uma fórmula sucinta e um compromisso real. Apenas me resta anunciar cobardemente que planeio dar prioridade à leitura (1) dos seguintes prosadores portugueses (quanto aos poetas, logo veremos): 

 

Agustina Bessa-Luís: o estado de saúde da escritora traz reverência acrescida - talvez mesmo misticismo, para honrar Quina - a qualquer leitura das suas obras. Conto aplicar uma estratégia que gostaria depois de alargar a outros autores: ler, em simultâneo, o primeiro e o último romance que escreveram. Estão pois na calha Mundo Fechado (1948)A Ronda da Noite (2006).

Alexandre Andrade: o mais francófono dos escritores portugueses com menos de 50 anos, eterno autor de culto, que não será propriamente um escritor de escritores, mas é seguramente um escritor dos escritores aspirantes (uma categoria superior à anterior, note-se), tem uma sensibilidade muito particular, de outro tempo ou de tempo nenhum, só dele, que sempre me fascinou, ao ponto de me inibir, pois há muitos anos até nos encontrámos em Nova Iorque e depois eu nada fiz para cultivar uma possível amizade, retraindo-me por ele me ter parecido muito melhor do que eu, a todos os níveis, exceptuando talvez o jeito para escolher pullovers (esta confissão foi a minha primeira tentativa de praticar a única categoria sensata do ridículo movimento de honestidade radical, que se designa por honestidade radical positiva). Comecei já a leitura de O Leão de Belfort, mas a ideia é consumir a obra publicada integral do Alexandre. 

 

Gonçalo M. Tavares: não vou para novo e chegou a hora de ter uma opinião formada sobre este fenómeno da escrita, da edição e dos prémios literários, um escritor obviamente muito acima da média, mas que - sem disso ele ter culpa - sempre me pareceu sobrevalorizado. Uma atenção especial será dada às teses de alf (1, 2, 3, 4, etc.), provavelmente o único ser senciente vivo crítico deste escritor, à tese abstrata e muito suspeita de que devemos evitar escrever sobre o Holocausto quando nada na nossa biografia nos liga a essa tragédia (afirmo e contesto esta ideia de forma cíclica) e à métrica instantes intencionais de humor ou ironia por página. Conto ler o romances que saíram agrupados numa espécie de cabaz natalício a que chamaram O Reino (Um Homem: Klaus Klump, A máquina de Joseph Walser, Jerusalém e Aprender a rezar na Era da Técnica) ainda o inclassificável Atlas do Corpo e da Imaginação

 

(1) Refiro-me à leitura de livros propriamente ditos, o que exclui o suporte em que actualmente mais leio: o pdf. 

 

 

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