Pilinhas e pipis
Eremita

A dois tempos (I e II), o Observador faz a gestão de danos provocados pela sempre-católica-mas-nem-sempre-cristã Laurinda Alves e o "democrata-cristão" Filipe Anacoreta Correia, expondo ainda as aldrabices que a jornalista Helena Matos, o excitável Vitor Cunha, "Chicão" (o líder dos jovens centristas) e Miguel Morgado and friends andam a promover a propósito de um despacho que estabelece o direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género nas escolas. O combate ideológico no plano dos costumes parece ser o que resta neste momento a uma direita sem rumo, mas creio que ou fizeram mal as contas (pois a sociedade está mesmo a mudar) ou estão preocupados com ganhos pessoais paroquiais e efémeros. Sobra ainda a hipótese da tara obsessiva, pois Helena Matos chega a falar em "KGB do género", uma coisa "tenebrosa" e "Estado totalitário". A senhora não terá amigos que a aconselhem a não fazer figuras ridiculas?
