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OURIQ

Um diário trasladado

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09
Out18

O leme


Eremita

Quando se discute a política brasileira, Trump, a emigração ou o #MeToo, só os extremistas são ouvidos. A opinião moderada passa por pífia. Mas eu diria que o moderado é, cada vez mais, o homem do leme que tenta avançar com o navio pelo meio da tempestade, apanhando de ambos os lados. É preciso uma certa vocação, até algum solipsismo, porque os extremistas parecem-se todos uns com os outros mas os moderados são-no cada um à sua maneira. 

 

 

7 comentários

  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    09.10.18

    Eremita, nunca vi como posição extremista desculpar crimes de pessoas de quem se gosta. De qualquer forma, não vejo ninguém desculpar os casos de corrupção do PT. Não dessa maneira. O que se faz normalmente é colocar em dúvida o julgamento do Lula, as provas, etc, o que é uma coisa muito diferente. Repara que essa dúvida foi manifestada por pessoas bastante sisudas, académicos, etc, tipos moderados, daquele género tão moderado que se limita a invocar princípios de estado de direito. É um caso muito estranho. O caso das mulheres, de que falas, é um bocado diferente.
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    Eremita

    09.10.18

    Bolsonaro será presidente as pessoas continuarão a não querer aceitar que o PT precisava de se ter reinventado e cortado com Lula e os seus há muito tempo.
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    caramelo

    09.10.18

    Tens toda razão quando dizes que o PT precisava de se ter reinventado. Mas reinventar tanto, também não. Cortar com o Lula e os seus, já é pedir um outro partido. O que faltou foi auto-critica dos erros, isso sim, que os houve e muitos, e crimes, concerteza também. E o Haddad devia ter cortado a impressão de que recebe instruções do Lula na prisão. Mas no meio disto tudo, grave, mesmo grave, é o Bolsonaro ser presidente. Porque não chega aos pés do Lula em termos de estatuto moral. Nem do Haddad, obviamente, um caso ainda mais claro. Ou do Ciro. O Bolsonaro é fascista e não se elegem fascistas. Mas o Brasil é um caso anómalo. Repara que são os de maior escolaridade e rendimento os que votam mais no Bolsonaro. Nada é estanque, mas a tendência assinalada antes das eleições, é essa. Sabes aquela direita civilizada, muito dandy, tipo João Pereira Coutinho, que por lá há? Variam entre apoiar abertamente o Bolsonaro e o tom negligé do qualquer coisa é melhor que o PT. Isto é muito engraçado.
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    Eremita

    09.10.18

    Trump não ganhou, foi Hillary que perdeu. No Brasil acontecerá o mesmo: Bolsonaro não ganhará, será o PT a perder. Lembrar a falta de equivalência moral entre Haddad e Bolsonaro serve para quê? Como prémio de consolação? Para atacar quem nele votou? Ou para lembrar que a derrota da esquerda é particularmente embaraçosa, tendo em conta as opiniões horripilantes de quem a derrotou? No fundo, dá para tudo isso. Bem sei que agora é fácil dar a táctica, mas foi por ter ficado à sombra dessa falta de equivalência moral que a esquerda perdeu. Da próxima, talvez o melhor seja pensar em como ganhar eleições e não entrar em campeonatos de virtude moral com a certeza de que se leva um grande avanço.
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    caramelo

    09.10.18

    Tens razão.
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    caramelo

    09.10.18

    Ou melhor, deixa-me reformular. A esquerda teve falta de estratégia, sim. Se tivesse jogado de forma diferente, o resultado teria sido diferente. Mas há uma versão mais singela disto tudo, até mais do agrado da nossa direita, noutras circunstâncias, que tem a ver com a responsabilidade direta, o accountability, essas cenas, e que eu não acharia descabida neste caso: a culpa da eleição do Bolsonaro é de quem votou nele. Isto, porque já estou a imaginar perfeitamente certa direita, no futuro, menos eufórica com a eleição do bolsonaro (se acontecer) e a dizer que a eleição dele é culpa da esquerda, assim a seco.
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