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24
Mai17

O legado de Sokal


Eremita

"We conclude that penises are not best understood as the male sexual organ, or as a male reproductive organ, but instead as an enacted social construct that is both damaging and problematic for society and future generations. The conceptual penis presents significant problems for gender identity and reproductive identity within social and family dynamics, is exclusionary to disenfranchised communities based upon gender or reproductive identity, is an enduring source of abuse for women and other gender-marginalized groups and individuals, is the universal performative source of rape, and is the conceptual driver behind much of climate change." Dois brincalhões que não gostam da Judith Butler

 

Em 1996, o físico Alan Sokal submeteu um artigo para publicação na revista Social Text (da Duke University Press) intitulado "Transgressing the Boundaries: Towards a Transformative Hermeneutics of Quantum Gravity", que era absurdo mas escrito ao estilo de muita prosa académica pós-moderna complicada, incluindo o jargão da tribo e passagens sobre Física e Matemática embaraçosas para os académicos pós-modernos que as escreveram (um bom exemplo entre nós é o texto Um Discurso sobre as Ciências, de Boaventura de Sousa Santos). Segundo consta, o manuscrito enviado por Sokal não passou pelo crivo da revisão por pares e acabou mesmo por ser publicado. Este "escândalo" é muitas vezes referido como a demonstração de que as ciências sociais não têm o rigor das ciências duras, o que é obviamente uma análise primária e até contraproducente - também as revistas das ciências exactas não podem assegurar a sua invulnerabilidade a artigos fraudulentos calibrados para enganar os revisores. O novo escândalo, agora sobre o pénis como construção social que contribui para o Aquecimento Global, parece ser uma cópia da brincadeira de Sokal, que nada acrescenta. Não resisti a comentar o assunto, mas por fraqueza.

 

2 comentários

  • Sem imagem de perfil

    carlos gonçalves

    26.05.17

    Não, caramelo. Não é “fascismo” nem “recriação”. Bastante ao contrário, é uma coisa completamente inaudita e com “aroma” revolucionário. Consiste em dar a ver a “academia” a abraçar brincalhões travestidos de “nazis”.
    Mas tens razão nessa coisa dos coleópteros.
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