O círculo e a circunferência
Eremita
Soube da leucemia de um dos dois filhos pequenos de uma mulher com quem quase casei e de quem me fui afastando civilizadamente. Fiquei abalado, fiz o que se esperaria de uma pessoa com empatia e muito mais poderei fazer; esta não é uma notícia para se arquivar com um post.
Sabemos sempre o que fazer - fazer tudo - quando o problema surge no círculo restrito dos nossos; sabemos também o que fazer - não fazer coisa alguma - quando o problema está fora do círculo restrito. Até que um dia deparamos com um episódio sério e percebemos que está tudo errado. Não basta um círculo restrito, pois melhor seria um cilindro, um cilindro restrito em que a dimensão vertical descrevesse o tempo. E não basta conhecer o raio do círculo (duplo sentido) se não soubermos a grossura do risco com que se traçou a sua circunferência. É nesse risco que vamos equilibrando os nossos funâmbulos, sem saber que destino lhes dar. Por certo, temos apenas isto: que não podem regressar, nem os podemos abandonar.
