Nuno Brederode Santos
Eremita
Morreu ontem. ecrevia com gozo, ironia e erudição. Tinha também a leveza rara que só se encontra nas pessoas com um talento que supera largamente a ambição literária. Li-o muitas vezes, naquela altura da vida em que somos muito permeáveis a influências. Não acompanhei até ao fim o seu percurso de cronista, essencialmente porque até os melhores cronistas se esgotam - defendo que continuem a escrever apenas para que outras gerações os conheçam. Mas é muito provável que o incluísse nos 10 cronistas portugueses que mais me marcaram e amanhã irei procurar o livro Rumor Civil, que reúne algumas das suas crónicas. Sugiro que façam o mesmo, pois não há muita prosa de Brederode Santos online.
