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21
Mar19

“Never tell a lie when you can bullshit your way through”


Eremita

Mesquita Nunes, defendendo a carreira profissional fora da política, diz que "tem de haver espaço nos partidos para quem tem vida profissional”, como se quem o escolheu para a Galp não tivesse tido em consideração o seu percurso políitico, incluindo o brilhante futuro político de que todos falam. A Pedro Nuno Santos coube dizer que a mulher "não merece ser menorizada no seu percurso profissional" por causa dele, pelo que ter ido para o Governo (como chefe de gabinte do amigo Duarte Cordeiro) é natural. Destas afirmações podemos concluir que a promiscuidade entre a política e os negócios, bem como o compadrio e nepotismo sob o manto da "confiança política", estão para durar pelo menos uns bons 30 anos, que é o período de vida activa que Mesquita Nunes e Nuno Santos têm pela frente. 

 

Sócrates, por ser um caso extremo, habituou-nos mal. Os políticos não tendem a ser tão mentirosos como o ex-PM, pois geralmente chega-lhes a arte da tanga. As duas recentes afirmações da nata política da minha geração são apenas isso, duas grandes tangas. Mas a tanga é muito mais difícil de combater do que a mentira. Deixo-vos com duas passagens de um livrinho que fez muito sucesso há uns anos e se lê em menos de uma hora: On Bullshit, de Harry Franfurt:

The liar is inescapably concerned with truth-values. In order to invent a lie at all, he must think he knows what is true. And in order to invent an effective lie, he must design his falsehood under the guidance of that truth. On the other hand, a person who undertakes to bullshit his way through has much more freedom. His focus is panoramic rather than particular. He does not limit himself to inserting a certain falsehood at a specific point, and thus he is not constrained by the truths surrounding that point or intersecting it. He is prepared to fake the context as well, so far as need requires. This freedom from the constraints to which the liar must submit does not necessarily mean, of course, that his task is easier than the task of the liar. But the mode of creativity upon which it relies is less analytical and less deliberative than that which is mobilized in lying. (...)

What bullshit essentially misrepresents is neither the state of affairs to which it refers nor the beliefs of the speaker concerning that state of affairs. Those are what lies misrepresent, by virtue of being false. Since bullshit need not be false, it differs from lies in its misrepresentational intent. The bullshitter may not deceive us, or even intend to do so, either about the facts or about what he takes the facts to be. What he does necessarily attempt to deceive us about is his enterprise. His only indispensably distinctive characteristic is that in a certain way he misrepresents what he is up to.

 

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