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20
Jan17

House of Cards


Eremita

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Creio que foi maradona (o blogger, não o futebolista) que disse gostar de futebol por causa dos pormenores. A série House of Cards tem um enredo assente em dois episódios demasiado absurdos para se poder levar a sério [spoiler já a seguir, escrito a tinta branca]: um político de topo que mata duas pessoas em momentos distintos. Eis uma hipótese inesperada que seria divertido desenvolver (mas não há tempo): quanto mais poderosa na sociedade é uma personagem, menos são os graus de liberdade de que dispõe o autor para a manipular com verosimilhança. Enfim, qualquer série vista com alguma disciplina acaba por viciar e esta tem preenchido os nossos serões. Um pormenor: num dos episódios da terceira série, o lobista Remy Danton desiste da carreira. Ora, House of Cards é uma série com um profundo desprezo pela vida familiar e centrada na ambição profissional. As duas personagens principais, formalmente marido e mulher, funcionam como uma corporação; mesmo nos seus melhores dias, a sua ligação era pós-romântica e assexuada. O único casamento que houve até agora foi para que uma congressista ganhasse instantaneamente uma família (um marido com filhos de outra relação) e se tornasse candidatável a qualquer coisa. Todos os envolvimentos passionais que a série mostra são entre colegas de trabalho, por interesse ou deformação profissional, e até um ménage à trois teve de envolver um subalterno. Não há fidelidade nas relações amorosas, mas a de um empregado do presidente é canina. São demasiados sinais para que Remy não recaia no workaholism num episódio futuro,  mas por agora a sua desistência foi o que de mais surpreende e radical aconteceu nesta série. Comentei com o Judeu, que se junta a nós ao serão, e ele olhou-me com o desprezo de quem sabe ter sido o único dos dois a desistir da carreira sem comprometer a vocação. 

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