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Ouriquense

05
Jun18

Racismo na Feira do Livro

Vasco M. Barreto

Racismo na FL.jpg

 Foto da página de Facebook de Bárbara Bulhosa, via Da Literatura

Não assisti, mas confio no relato de Bárbara Bulhosa. Sábado, um debate sobre racismo, organizado pela editora Tinta da China a pretexto do livro Racismo no País dos Brancos Costumes, da jornalista Joana Gorjão Henriques, foi sabotado por uma assalariada da APEL, de seu nome Beatriz Reis. Fardada com uma camisola da associação, a mulher referiu-se aos membros da mesa (Ana Tica, Beatriz Dias, Mamadou Ba, Raquel Rodrigues e a autora do livro) como «esta gente», várias vezes os interrompeu com comentários de mau gosto e, a dez minutos do final da sessão, interpelou Mamadou Ba, dirigente do SOS Racismo, com um intempestivo «Vê lá se te despachas!» A sessão terminou ali. A mulher continuou: «Com a Tinta da China é sempre isto, quem julgam que são?» Isto no meio de um «chorrilho de insultos». Abominável. Eduardo Pitta, Da Literatura
Só mesmo a extraordinária Helena Matos se lembraria de, a propósito do episódio relatado por Eduardo Pitta, nos recordar que também há por aí gente que anda a calar outros cantando "grandoladas". Helena Matos está tão embriagada em ideologia que é incapaz de usar o seu relativo mediatismo para criticar o que se passou, preferindo explorar o episódio a partir do ângulo da dualidade de critérios, que é a única chave que a ensaísta usa para entender o mundo. Esta visão sectária, além de poluir o espaço público, é extremamente empobrecedora. Porque o que aconteceu na Feira do Livro, ainda que um mero e inconsequente incidente provocado por uma funcionária, tem uma carga simbólica óbvia, tendo em conta os protagonistas e o livro que estava a ser apresentado. Isto é tão evidente que já devem circular por aí as teses de que foi tudo montado e de que se estão agora a vitimizar. Mas o episódio é também - e sobretudo - um sinal de um tempo novo, em que o colonialismo e o racismo começam finalmente a ser discutidos entre nós, com a particularidade de a discussão se fazer agora com a participação recorrente e em pé de igualdade dos intelectuais negros. É essa a grande novidade. Habituem-se. 
 
 

 

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