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OURIQ

Um diário trasladado

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09
Mai19

Europeias


Eremita

Screen Shot 2019-05-09 at 08.41.06.png

Não é possível debater a mais de duas vozes. Os debates televisivos com muitos candidatos e tempo limitadíssimo não esclarecem nada, apenas nos dizem quem tem mais jeito para aquele tipo de desempenho. Querem ler um bom texto sobre a Europa e o que está em causa? Leiam o Timothy Garton Ash. Uma das suas teses é simples: tal como os movimentos antivacinação resultam da falta de memória sobre as consequências de uma poliomielite, também o encanto (pub) desta criatura com Viktor Orban é, em parte, explicado pela longa paz em que vivemos desde a Segunda Grande Guerra (excluindo os confrontos localizados na antiga Jugoslávia e na Ucrânia). Mas o artigo vale sobretudo pela paixão com que o projecto europeu é descrito, um registo hoje soterrado por camadas entremeadas cinismo, tecnocracia, ressentimento e desconfiança. 

In a long historical perspective, this is the best Europe we have ever had. I challenge you to point to a better one, for the majority of the continent’s countries and individual people. Most Europeans live in liberal democracies that are committed to resolving their differences by all-night meetings in Brussels, not unilateral action, let alone armed force. This European Union is not a country, and will not become one any time soon, but it is much more than just an international organisation. The former Italian prime minister Giuliano Amato describes it as an unidentified flying object. It may be short on mystique, on emotional appeal, but it is not lacking that entirely. The heart can lift to see European flags fluttering beside national ones, and certainly to the strains of the European anthem, Beethoven’s setting of the Ode to Joy. The Guardian

 

4 comentários

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    Eremita

    09.05.19

    Não sei se será, é difícil ter certezas na ausência de uma versão da história alternativa . É provável que a tensão da Guerra Fria tivesse sido mais importante do que a UE, mas esta não terá sido irrelevante.
  • Sem imagem de perfil

    Lowlander

    10.05.19

    Ah! Estou a ver, nao pode haver certezas! Curiosamente esta incerteza radical so foi descoberta DEPOIS de alguem denunciar a natureza treteira da treta de afirmar "apaixonadamente" que a UE e essencial para a paz na Europa usando o periodo pos-guerra como argumento... para alem do elefante na sala da Guerra Fria, outros pormenores como o papel desestabilizador da UE nas crises da ex-Jugoslavia/Balcas, Libia, Argelia, Egipto, Ucrania, Siria sao pormenores que nao interessavam nada... la atras ao principio... quando a cronica "apaixonante" pretendia ser uma narrativa consensual... Passo a palavra ao Noam Chomsky enquanto almoco que os argumentos dele nesta materia apesar de muito melhores que os meus costumam demorar horas a sempre em tom monocordico.

    No entanto, dando de barato essa tal incerteza radical que o Eremita subitamente descobriu nos ultimos 15 minutos... Na ausencia de certeza, os minimos olimpicos, chamemos-lhe assim, de honestidade intelectual e argumentacao de boa-fe, seria levantar a hipotese salientando uma looooonga serie de salvaguardas e precaucoes na analise.

    Timothy Garton Ash optou por nao enveredar por esse trilho neste texto.
    Talvez tenha optado exercer a sua liberdade radical de que Sartre nao se cansava de aludir... o Eremita entretanto le este lumpen-intelectual e recomenda. Euro-entusiaticamente.

    Existencialismo por existencialismo prefero o Camus, ao menos esse treteiro engatava umas gajas com as suas tretas.
  • Imagem de perfil

    Eremita

    10.05.19

    Limitei-me a ser cordial, nada mais, um conceito que pareces desconhecer.

    Quanto ao assunto em concreto, tal como não se pode concluir que na ausência de uma CEE/UE teria havido mais guerra na Europa, também não se pode concluir que as guerras que houve resultaram da existência da CEE/UE. É este o problema das interpretações da história. Obviamente, com a dose adequada de certeza e exaltação vindas não se sabe bem de onde, ou inspiradas no guru Chomsky, este problema desaparece. Mas creio que é factual que a grande motivação para a união dos países da Europa ocidental foi a segunda Grande Guerra, que a existência da CEE/UE coincidiu com um longo período de paz (tirando as excepções que referimos) e que se a estabilidade se devia sobretudo à Guerra Fira, talvez fosse de esperar que nos trinta anos que passaram desde a queda do muro de Berlim teríamos assistido a mais conflitos.

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