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OURIQ

Um diário trasladado

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27
Abr17

Elogio do "Tavarismo"


Eremita

Sabemos que João Miguel Tavares é um justiceiro que surfa com competência as ondas de indignação colectiva e que é o melhor no uso da técnica de interpelar directamente outros comentadores. Estas duas características explicam o seu enorme sucesso. Naturalmente, o seu estilo gerou anticorpos, especialmente entre os órfãos de Sócrates, sendo o exemplo mais extraordinário Valupi, o blogger que escreve no Aspirina B com conhecimento de causa e militância. É verdade que Tavares destoa diante dos seus colegas do Governo Sombra, mas insistir nesta tecla seria perpetuar uma irritante discriminação de classe que se pratica de modo quase inconsciente e já vai sendo tempo de notar que não estamos num concurso de regras de etiqueta para comer à mesa quando o rei é o convidado de honra.

 

A minha opinião sobre João Miguel Tavares mudou para melhor ao ler a crónica Dias Loureiro, a Justiça e o Jornalismo. Quando a crónica pretende ir além da inconsequência do mero exercício de estilo ou do picar o ponto na actualidade (que descreve o modo de fazer crónica em Portugal, dos humoristas do regime aos intelectuais públicos consagrados, passando pelos políticos, jornalistas e estetas que dominam o colunismo), deve incomodar. Foi o que aconteceu, como se percebe a partir destes dois textos (1 e 2). É para incomodar que um cronista serve; o resto é conversa para entreter tolos e burgueses. 

 

 

2 comentários

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    Eremita

    29.04.17

    Valupi,

    1. Um "órfão de Sócrates" (aka "viúva de Sócrates") é uma espécie em vias de extinção nos meios de comunicação social, que podemos definir como um antigo apoiante do ex-PM traumatizado pelo tratamento que este tem recebido da Justiça e da Imprensa, e para quem, neste momento, ao contrário de cidadãos mais imparciais, seria muito pior haver acusação a Sócrates do que não haver, pois prefere salvar o pouco que resta da reputação de ex-PM, mesmo que isso implique uma degradação ainda maior do Estado de Direito.

    2. Quanto à juvenil temática do incómodo, que para alguns é a própria essência do jornalismo ("Journalism is printing what someone else does not want printed: everything else is public relations"), só fiz links de textos com links para textos de reacção à crónica de JMT que referi, para ilustrar a onda de choque que provocou. Lamento o equívoco que gerou, pois não estava a comentar o que escreveste sobre os textos de Nuno Garoupa e de Paulo Baldaia. A propósito, também fiquei curioso: consegues identificar as "calúnias" neste artigo de JMT?
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