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OURIQ

Um diário trasladado

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20
Abr18

Ciência e ética


Eremita

[com adenda no dia seguinte  e alteração do título original]

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Matrizes progressivas de Raven (comuns em testes de Q.I.)

1. A genética validou ou varreu para sempre a noção de raça (aplicada aos seres humanos)?

2. Devemos impor restrições à busca do conhecimento, nomeadamente se esse conhecimento tiver implicações políticas perigosas? 

Estou a preparar um texto sobre este assunto (para publicação nuna revista) e gostaria de conhecer a opinião dos leitores, pois sinto-me influenciado sobretudo pelas opiniões que chegam dos EUA. 

 

Adenda: agradeço já a quem aceitou este desafio e aproveito para me explicar melhor, pois as perguntas prestam-se a equívocos e podem até gerar alguma desconfiança, como se isto fosse uma armadilha montada para tramar alguém. Nada disso. Se alguém se tramar, serei eu, posso assegurar-vos. A ideia não é discutir a linguagem politicamente correcta, nomeadamente saber se devemos ou não continuar a usar - ou ressuscitar - o termo "raça". A discussão sobre a linguagem e a liberdade de expressão é hoje tão recorrente que se tornou aborrecida e caricatural, pouco dada a subtilezas; Ricardo Araújo Pereira e os discípulos de Boaventura Sousa Santos acantonados no CES de Coimbra (do outro) dão conta do assunto. O que me interessa mesmo é saber se a busca do conhecimento deve ser absolutamente livre, isto é, não condicionada pelas eventuais consequências negativas que resultem desse conhecimento, como se a ciência em si fosse sempre neutra (desde que o próprio acto de conhecer não faça vítimas, bem entendido), mesmo que depois apareça alguém que a instrumentalize para praticar o mal, e também se a latitude interpretativa, tendo em conta a natureza intrinsecamente provisória dos factos apurados pelas ciências empíricas, neutraliza as "verdades inconvenientes", criando um vale-tudo relativista que faz com que o posicionamento público do cientista sobre o assunto passe de obrigação moral a capricho. Tal como a discussão em torno do policiamento da linguagem, esta discussão não é nova (prova-o a carreira de um homem fascinante, J. Robert Openheimer, o pai da bomba atómica), mas ao contrário daquela não costuma "incendiar as redes sociais". Apesar de, nos meus anos de cientista, nunca ter trabalhado em temas polémicos (as imunoglobulinas não polarizam a sociedade), sigo este debate há décadas; se agora resolvi voltar a escrever sobre o assunto, foi para me obrigar a definir uma posição e fazer um teste de stress à minha posição prévia, pois concordar sempre com o último autor que leio é um sinal embaraçoso de que não tenho uma posição amadurecida. A discussão mais paradigmática é a da contribuição da genética para o Q.I. dos diferentes grupos humanos (as etnias ou o que lhes quiserem chamar), que sem periodicidade óbvia reemerge das profundezas do labor académico para agitar as águas durante uns dias e depois regressar ao seu estado de latente. Foi assim na reacção ao The Mismeasure of Man (1981), livro de Stephen Jay Gould contra a ciência do determinismo biológico, depois da publicação de The Bell Curve (1994), de Richard J. Hernstein e Charles* Murray, que aborda a correlação entre o Q.I e o estatuto socioeconómico, mas que criou polémica sobretudo por defender que o Q.I médio dos afro-americanos (dos EUA) fica cerca de um desvio padrão aquém do Q.I. médio dos brancos (norte-americanos) e a diferença tem uma forte componente hereditária, depois de afirmações do prémio Nobel James Watson sobre a inteligência dos negros (2007), que até mereceu uma resposta no Público de um grupo de cientistas portugueses, etc. O mais recente episódio tem origem no episódio intitulado "Forbidden Knowledge", do podcast de Sam Harris (22.4.2017), um intelectual público profissional muito estimável, que se lembrou de entrevistar o "the one and only" Charles Murray como forma de protestar contra o ostracismo de que um dos autores do The Bell Curve ainda será alvo, mais de 20 anos depois da publicação do livro. A escalada de reacções a esse podcast  deu origem a este artigo na Vox a criticar Murray e Harris, a que se seguiu um podcast entre Harris e Ezra Klein, o jornalista da Vox, protagonistas de uma conversa tão longa e desesperante, sem acorde final a resolver a desarmonia criada, que a recomendo apenas aos aficionados com muito tempo livre e capazes de multitasking. É sobre o "conhecimento proibido" que pretendo escrever, tendo por base a genética da inteligência. Tenho uma resposta convicta e até militante para a primeira pergunta que abre o texto, mas hesito e adio uma tomada de posição quanto à segunda. É esta tensão que gostaria de ser capaz de resolver, mesmo que implique, entre outros desconfortos antecipados, contestar em público o que antigos colegas e um grande amigo já escreveram sobre o tema.

6 comentários

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    Eremita

    22.04.18

    Sim, faltava o que incluí entretanto na adenda. Estamos a discutir ideologia e o "politicamente correcto", mas o policiamento da linguagem não esgota - nem de longe! - o problema. E como sobre o policiamento da linguagem toda a gente escreve e o texto mais comprido que publiquei no Ouriquense é precisamente sobre isso (https://ouriquense.blogs.sapo.pt/o-problema-de-ricardo-araujo-pereira-510000), para não correr o risco de estar sempre a escrever a mesma coisa e frisar também que neste tema os humoristas têm excesso de protagonismo, prefiro mesmo ignorar agora o policiamento da linguagem e centrar-me no policiamento do conhecimento. Foi por ideologia que se começou a condenar socialmente o uso do termo "mongolóide" para descrever um indivíduo com trissomia 21, um progresso, a meu ver, e é por ideologia que em França e noutros países foram proibidas as teses negacionistas (sobre o Holocausto), a meu ver um retrocesso. Poderás argumentar que o que me faz ter uma posição distinta sobre estes dois casos é a natureza do desincentivo (uma branda condenação social versus uma condenação judicial), mas os actos são distintos e a distinção não é apenas de grau. Se num caso discutimos que rótulos podemos usar ao descrever a realidade, no outro discutimos que realidade pode ser investigada.

    O argumento de que não se deve fazer porque não é uma prioridade dá algum conforto. É até um argumento muito eficaz e pertinente, nomeadamente em políticas públicas, porque o financiamento pressupõe uma hierarquização e haverá sempre uma doença terrível cuja investigação deverá consumir a parte de leão do financiamento. Mas o argumento da prioridade deixa também a impressão de que, no fundo, se defende a proibição com grande sabedoria e pragmatismo. E parece-me que não se aplica a muito do que está em discussão. Quando defendes que se "elimine uma teoria" se as suas consequências forem nefastas, qual é o protocolo a seguir? Proibir a divulgação da teoria, como se proíbe o negacionismo? Tens alguma indicação empírica de que o negacionismo esteja em perda de popularidade e que tal se deve às leis que o proíbem? Não tenho dados, mas diria que essas leis, além do problema de princípio que levantam, têm um efeito contraproducente, sobretudo em alturas em que crescem os nacionalismos e o populismo e existe um circuito de circulação de ideias (a internet) que escapa ao controlo estatal - creio que acabei de descrever o nosso tempo. Assim, se não for proibindo, será como? Em ciência, as teorias só são eliminadas (ou reformuladas) por novas teorias. Mas isto coloca um problema. Se a única forma de "eliminar" ("neutralizar" ou "esvaziar" são termos mais apropriados) uma teoria científica perniciosa é substituindo-a por uma teoria científica rival (eventualmente menos perniciosa - é uma esperança secreta que nos anima), então a ciência sobre esse assunto não pode ser proibida, antes pelo contrário.

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    Eremita

    22.04.18

    (Continuando)
    É claro que ainda se usa o Q.I. A psicometria não parou no princípio do século XX, quando se inventou o Q.I., e os testes têm vindo a ser refinados. Continua a haver alguma controvérsia em torno deste coeficiente; por exemplo, o intervalo de valores de Q.I. desapareceu na descrição de "deficiência intelectual" no DSM V (de 2013). Há também quem defenda uma ideia de inteligência que não estaria a ser captada por um único parâmetro, como o Q.I. (que pressupõe que uma capacidade cognitiva genérica para a resolução de problemas se manifesta de forma correlacionada em várias áreas, da numérica à linguística), sendo muito popular (mas talvez menos do que há
    a uns anos) a teoria das inteligências múltiplas (Howard Gardner, 1983). Alguns, como Stephen Jay Gould, vão até ao extremo de interpretar o Q.I. como uma bizarria estatística sem relevância concreta (este vídeo de 1995, por demonstrar como se engana o cidadão comum sem o menor pudor e ainda por provar que podemos ter uma carreira brilhante na ciência com uma secretária desarrumada, é muito curioso: https://www.youtube.com/watch?v=8wcSSLo9TIs ). Mas os testes continuam a ser feitos e há correlações fortíssimas entre o Q.I e o desempenho em testes escolares (o S.A.T, por exemplo) e até entre o Q.I e aspectos estruturais do cérebro, nos tais estudos que comparam gémeos verdadeiros e falsos e utilizando tecnologia sofisticada, como o "imaging" (por exemplo, este: https://www.technologyreview.com/s/412678/brain-images-reveal-the-secret-to-higher-iq/).
    Defender que o Q.I é um parâmetro informativo não implica definir a inteligência de uma forma particularmente complexa, obscura e distinta da definição popular. Aposto que Ângelo Correia, Paulo Portas, Francisco Louçã e Valupi têm um Q.I. muito acima da média e são quatro homens descritos por quem os ouve, vê ou lê como sendo muito inteligentes. Aposto também que têm um Q.I inferior ao de génios absolutos como John Von Neumann e Einstein. É claro que nunca conheceremos o Q.I. dos quatro, mas alinha na brincadeira: quanto dinheiro estás disposto a empatar nestas apostas?
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    caramelo

    23.04.18

    Eu vou dizendo umas coisas trapalhonas e tu dizes-me se estou ou não errado. Eu não duvido que haja pessoas mais inteligentes do que outras. O Louçã é um tipo muito inteligente. O que eu duvido é que a inteligência seja mensurável, apenas isso, e, por isso mesmo, apesar de intuir que ele e o Einstein são mais inteligentes do que a média dos mortais, porque ambos relacionam realidades e encontram soluções que outros não conseguirão, teria dificuldade em aceitar um ranking entre eles. Admito situações mais ou menos extremas, a olho, mas a partir daí não vejo qual o rigor possível. Para além de que, parece-me, há tantas formas de inteligência (a emocional também, não é assim?) que parece que estamos a relacionar realidades distintas. Por exemplo, a parte do cérebro mobilizável para criar arte não deve ser a mesma daquela que permite fazer equações.

    Acho que temos um fétiche pela métrica e isso é uma questão cultural. Assim como conheço pessoas mais inteligentes do que outras, também conheço pessoas mais felizes do que outras e apesar de acreditar que um scanner ao cérebro possa revelar isso mesmo e que tal coisa pode ser testável (acho que existem testes disso), ainda assim também não vejo que se possa fazer escalas e estabelecer hierarquias de felicidade.

    Houve uma vez um tipo, também supostamente muito inteligente, um Gore Vidal, que, embora não duvide que o seu teste de QI tenha dado resultados satisfatórios, disse uma coisa que eu acho de uma burrice enorme: comparou negativamente os bosquimanos com os ocidentais, dizendo que os primeiros não tinham um Proust (ou um Goethe, não me lembro, mas vai dar ao mesmo). Temos um paradigma cultural curioso, que valoriza a acumulação e a diversidade e, paradoxalmente, estabelece escalas, coisa que a cultura parece ter ido buscar à ciência. É por isso que se inventou o conceito novo de “relativismo cultural”, um negativo do padrão. Não ocorreu a ninguém perguntar ao Gore Vidal para que diabo precisariam os bosquimanos de um Proust. Mais ainda, já agora, para que precisariam eles de testes de QI? Precisam tanto de uma coisa e de outra como precisam de bússulas para se orientarem no deserto. Acho que a arrogância cultural apenas nos passará quando descobrimos vida em outros planetas e daí que, se se calhar, pensando bem, se calhar a NASA deva ter mesmo um rápido reforço de financiamento...

    É interessante que tenhas referido o “negacionismo” porque a própria palavra, criada pelos “vencedores” da História, faz resvalar os seus autores para a margem da historiografia, por isso a discussão está viciada à partida: Há uma realidade que outros insistem em negar. Isto também tem os efeitos perversos que referes e, mais do que isso, provoca uma desconfiança que se calhar é mais vasta e subterrânea do que se pensa.
  • Imagem de perfil

    Eremita

    26.04.18

    Estou sem o tempo que esta conversa merece, mas não queria que morresse. Telegraficamente:
    1. Exageras no teu anti-positivismo. A ciência não está na origem da nossa mania de avaliar, comparar, quantificar, hierarquizar. Há animais com uma hierarquia social complexa e que não sabem somar 1+1. Nas competições desportivas e artísticas da Grécia Antiga já encontras a mania de hierarquizar e medir, sem que haja relação com a ciência. A haver um culpado, não é a ciência, mas a nossa natureza competitiva.
    2. O Q.I. mede-se (por definição). É seguramente uma medida imperfeita da inteligência, mas como síntese provavelmente não temos nada melhor. O Q.I. parece medir o enigmático "factor g", uma inteligência geral, que se manifesta como uma correlação em testes cognitivos de natureza distinta e que essencialmente avaliam a capacidade para apreender informação e resolver problemas. O que não vale a pena é fazer da inteligência algo de intangível e que ao ser medido condenaria uns à desgraça do determinismo biológico e acabaria por injustiçar outros, que serão muito inteligentes mas de uma forma tão especial que nos escapa, porque estamos culturalmente formatados para apreciar um espectro restrito de qualidades (haveria muito mais a dizer sobre o Gore Vidal e os bosquímanos, mas daqui a pouco tenho de mudar fraldas). O Q.I mede um potencial, nada mais. Ninguém quer ficar para a História como o homem com o Q.I. mais elevado alguma vez registado, sobretudo se não tiver aplicado esse potencial a desenvolver algo que seja realmente digno de admiração - se não o fizer, será lembrado, sim, mas mais como uma aberração de feira de monstruosidades. Também não vale a pena exagerar a importância da inteligência no modo como avaliamos um indivíduo. A integridade, a coragem, o altruísmo, o sentido de justiça, enfim várias características que prezamos não têm - que eu saiba - qualquer correlação com a inteligência. Um tipo inteligente é, até prova em contrário, apenas alguém que absorve e relaciona bem a informação, nada mais. Do que não temos falta é de exemplos de crápulas geniais; aliás, a acreditar no Barão de Teive (heterónimo do Pessoa) a inteligência e o comportamento moral são incompatíveis, o que talvez bata certo com a imagem do Marcelo de acutilante inteligência maquiavélica antes da sua fase beijoqueira, embora me pareça uma grande treta que Pessoa inventou para explicar a sua inacção (o Barão de Teive é mais um semi-heterónimo); mas outra figura paralisada pela inteligência é Hamlet.
    3. No que dizes sobre a arte e a ciência pareces partir do princípio de que são actividades distintas. A visão de que os artistas têm pensamento de "tipo divergente" e os cientistas de "tipo convergente" (essencialmente dedutivo) está algo ultrapassada. Einstein tinha uma imaginação fabulosa; o instante em que um cientista coloca uma hipótese nova (porque o processo não é só dedutivo, mas hipotético-dedutivo) é de "pensamento divergente" e muitas vezes a solução - o "eureka" - também parece chegar por vias que não são exclusivamente dedutivas (mas aqui posso estar iludido, pois estou a pensar sobretudo no que me acontecia quando fazia ciência). Enfim, a relação entre a criatividade e a inteligência dá pano para mangas, mas volto a frisar que a elevada frequência de figuras que se destacaram nas artes e na ciência em simultâneo (Avicena, Leonardo, Copérnico, Benjamim Franklin, Goethe, etc.) sugere que estas actividades têm um fundo comum, que muito provavelmente é captado por um teste de Q.I., mesmo sendo verdade que estes testes estão desenhados sobretudo para avaliar o "pensamento convergente" - estas figuras vão escasseando, mas apenas porque aumentou o grau de especialização necessário para se ter um percurso excepcional nas artes e na ciência.
  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    27.04.18

    Acredita que não é tanto uma posição filosófica minha contra o positivismo, como uma dificuldade para entender certas coisas. Vou tentar explicar-me melhor. Como não sou cientista, é natural que diga disparates, que aplique mal os conceitos, etc.
    Sim, tens toda a razão quanto à competição, a medição, etc. Aliás, nem concebo como seria possível viver sem medições e hierarquias. Já era fácil para os gregos ver que um dardo ficava adiante de outro. E é até fácil, no campo da arte, para quem conhece os padrões de avaliação assentes e benzidos, saber se um quadro é melhor do que outro (já não é tão fácil como antigamente, mas isto é outra história). Uns são padrões físicos, outros são padrões de arte, convenções, uns e outros, e seria o caos se não os tivéssemos. Deve ser a mesma sensação que tem um astronauta quando fica à deriva no espaço, sem referencias de espaço e tempo (nem lhe serve de nada o relógio de pulso, que continua a funcionar por inércia, porque não tem compromissos a cumprir).
    Eu não tenho grande dificuldade em reconhecer a inteligência ou a genialidade. Sei reconhecê-los, embora não consiga transmitir o que sei de uma forma racional. Como quem reconhece a cor azul, mas tem dificuldade em descrevê-la a um cego. Ora, mal comparando, por isso mesmo um fazedor de testes de QI parece-me um cego a medir a cor azul.
    Não é verdade que eu distinga de forma tão estanque a criatividade da ciência; é o contrário. É por saber que um contamina o outro e por duvidar da capacidade de complexificação a esse nível do teste do QI, que o acho impreciso e, por isso mesmo inútil. O melhor que há, como dizes, parece-me pouco para medir o Leonardo da Vinci, que para mim foi um milagre. Quem nos diz que se o colocassem agora a fazer um teste de QI com um qualquer membro do Mensa, alguém que se dedica a fazer contabilidade das 9 às 5, o Da Vinci ganharia? Muito provavelmente, a percentagem de seres humanos capazes de atingir o highest score no teste do QI ao longo da história é maior do que a percentagem de Leonardo da Vincis no mesmo período.
    Mas isto é apenas uma dificuldade geral que tenho de reconhecer mérito aos testes das capacidades humanas, não especificamente aos do QI. É esse para mim o problema dos testes escolares, por exemplo.
    Já agora, as neurociências ainda não terão tornado obsoleto o teste de QI?
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