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OURIQ

Um diário trasladado

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25
Jan18

Diz não à "superioridade moral da esquerda"


Eremita

Os processos actuais põem à vista uma rede que visava a eternização do PT e dos seus aliados no poder – bem como formas de corrupção que atingem todo o Estado. Durante as sessões de Porto Alegre, o PT ameaça radicalizar (vejam-se sobretudo as declarações de Gleisi Hoffmann, a presidente do partido, envolvida no escândalo Petrobras) e é possível que seja o único caminho. Seguir-se-ão as jornadas de luta e de desagravo por intelectuais, sindicalistas, cantores e “amigos do Brasil” (geralmente, pessoas que gostam de bossa nova e confundem Ipanema com a Rondónia) – mas a verdade é esta, dita hoje de manhã por Fernando Gabeira: “A tática da defesa do Lula e toda essa opção da esquerda nos colocou diante de um descaminho histórico. Porque ao invés de reconhecer todos os escândalos que aconteceram e buscar um caminho mais longo de recuperação através de uma crítica, de uma autocrítica, ela decidiu negar o conjunto dos fatos.” Um dos argumentos é o de que a justiça está a atacar a esquerda, o que é falso (veja aqui a lista de dirigentes de outros partidos, como o PMDB, PTB e PP já condenados no processo LavaJato); tem sido a esquerda brasileira a condenar-se a si mesma num país em que o PT chegou ao poder vestindo a roupagem da superioridade moral. Posso enganar-me, mas Lula – que sabia de tudo, que soube sempre de tudo, mas que se achava ungido com a estrela de guia e messias do proletariado brasileiro a quem tudo seria perdoado – será condenado, ou seja, será confirmada a condenação anteriorFJV

 

Com a legitimidade de quem andou muitos anos a escrever sobre a corrupção do PT, Francisco José Viegas escreve o essencial. Quanto à esquerda, o melhor é não escrever nada ou reconhecer que preservar o Estado de Direito vale mais do que salvar Lula. Há ainda uma terceira possibilidade: o embaixador Seixas da Costa, que escreve muito e sobre tudo, mostra como é possível escrever sobre este caso sem escrever coisa alguma. Chamemos-lhe deformação profissional. 

3 comentários

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    Eremita

    26.01.18

    Caramelo,

    Vamos por partes, pois foste valupiano no comentário. "Eu quase que te garantia que tanto no nosso sistema continental, como no anglo-saxónico, o Lula não seria condenado com as provas que existem", escreveste tu. Não tenho competência para concordar ou discordar da comparação com os diferentes sistemas, mas consegues resumir as provas contra Lula, para ver se andamos a ler a mesma imprensa?
  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    26.01.18

    Eremita, sou jurista, mas obviamente a minha apreciação do caso está limitada às informações que vão saindo nos jornais, sobretudo os considerados mais tradicionais, mais fiáveis, como este:
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/01/1953488-veja-as-provas-que-foram-consideradas-na-condenacao-de-lula.shtml.
    Do que já saiu, tenho mesmo quase a certeza de que não passaria cá ou em nenhum sistema em que a presunção de inocência é levada a sério (muitos justiceiros diriam mesmo que até ao exagero). Muito diz que disse, muito ouvi dizer, documentos manhosos, etc. As provas são indiciárias, circunstanciais. Não foi feita prova inequívoca da propriedade do apartamento.
    Diz o Azevedo: eu até acredito que ele seja dono do apartamento (e toda a gente sabe que ele acredita, porque foi o adversário mais feroz que o PT teve até aqui, e terá, nos media), mas isso não chega, não pode chegar.
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