Christopher Hitchens morreu há 5 anos
Eremita
"Christopher Hitchens died five years ago this month. For many years, he was a contributor to the TLS, and between 1982 and 1987, while living in the United States and working at the Nation, he also wrote a column, “American Notes”. Below we republish a selection of his pieces, in which he recounts his surprise phone call with Thomas Pynchon, considers the death of Andy Warhol, and gives his thoughts on the literary efforts of Stephen King."
Entre outras delícias, Hitchens escreve sobre o escândalo quanto à autoria e credibilidade como autobiografia de The Painted Bird. O livro foi assinado por Jerzy Kosinski, um escritor hoje desconhecido deste lado do oceano, que nasceu na Polónia, sobreviveu à Segunda Grande Guerra e emigrou ainda novo para os EUA, tornando-se uma celebridade nova-iorquina nos anos 80. Suicidou-se em 1991, acto que descreveu assim: "I am going to put myself to sleep now for a bit longer than usual. Call it Eternity." Como se constata, o bilhete suicida é o mais ingrato dos géneros literários, pois os verdadeiros cultores do género só têm uma oportunidade e nunca há um editor por perto. Repare-se que teria bastado riscar a segunda frase para que o bilhete de Kosinski fosse da banalidade à perfeição.
