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OURIQ

Um diário trasladado

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08
Fev18

Auto da Ajuda*


Eremita

Screen Shot 2018-02-08 at 09.53.48.png

Jordan Peterson

Tenho uma nova mania: ouvir, quando estou sozinho no Citroën, quem vive de dar conselhos de vida, considerando um espectro largo, que vai do tele-evangelista Joel Osteen ao psicólogo Jordan Peterson. Ainda não percebi se o faço por turismo intelectual, como investigação para um projecto literário (nunca te enamores de um título antes de teres o texto, devo acrescentar) ou oportunidade para absorver ensinamentos sem manchar a minha reputação de ateu racional e céptico. 

 

* "Auto da ajuda" pareceu-me demasiado óbvio para ainda não ter sido usado e fui ver. Surge quatro vezes no Google: como nome de uma performance de dança e poemas (direcção de B. de Paiva), nome de um livro no livro Puta Merda!, de Jerome Vonk, e como expressão em dois posts (1 e 2). Prova-se assim que não fui original, porém juro que fui autónomo, o que basta para que continue a usar este nome algo juvenil, mas que tanto me agrada. 

 

4 comentários

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    Eremita

    08.02.18

    É um tipo fascinante, inteligentíssimo e corajoso, que hoje soa muito original porque já não há muita gente por aí a apregoar o valor dos arquétipos junguianos. Aprecio menos a componente de psicologia evolutiva do seu pensamento (mas
    é um embirração minha, sem grande mérito), parece-me que diaboliza o pós-modernismo de um modo quase anacrónico e os seus conselhos de vida, bem vistas as coisas, nada têm de in0vador. Concordo com a crítica dele à política identitária, mas creio que esse debate está tão polarizado que se perdeu algum bom senso. O que mais me agrada no Peterson é a versão quase secular da ideia de pecado original, infinitamente mais apelativa do que os insípidos chamarizes com que os "novos ateístas" tentam alimentar a nossa necessidade de alguma espititualidade ou misticismo - por exemplo, o Dawkins pensa que se chega lá com hinos à beleza do Cosmos e à verdade científica, o que sempre me pareceu de uma ingenuidade a roçar a estupidez.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    08.02.18

    Não me lembro de ler esses conselhos do Dawkins. Creio mesmo que nunca fala em hinos mas apenas apreciar o jardim sem imaginar que por baixo ou por cima estão gnomos e fadas Há alguma diferença não?.O Sam Harris talvez esteja mais para aí virado mas sobre a meditação e não hinos . Posso estar enganado claro.
    Acho que o problema nunca vieram dos velhos ou novos ateístas mas dos crentes de sempre.

    Nelson.
  • Sem imagem de perfil

    FH

    08.02.18

    Um pouco diferente, mas o Alain de Botton acho que criou ou queria criar uma igreja ateísta para o pessoal poder estar junto e estar em comunhão na sua não fé. Muito interessante.
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