A inteligência da direita também está em crise
Vasco M. Barreto
A direita está em crise e precisa de se definir, de se renovar e de construir um projecto comum de alternativa política. E, sim, um novo partido (com o perfil de um Ciudadanos, por exemplo) poderia ser uma peça importante nesse processo. Mas nada disso tem a ver com Santana Lopes, que só será (eventualmente) solução para o problema chamado Rui Rio – roubando-lhe uns poucos de votos e agravando a sua derrota nas legislativas até níveis insustentáveis que forcem a sua substituição na liderança do PSD. Não é que seja pouco ou que não tenha o seu mérito. Mas é táctico e efémero – e absolutamente incerto. E, portanto, não chega. Alexandre Homem Cristo, Observador
Li o Ramos, o Miguel Pinheiro e o Alexandre. Todos reconhecem a crise da direita (embora Ramos chute para cima e fale de crise de regime) e malham em Rio, como se espera de um colunista do Observador. Todos apontam o vazio de ideias, mas nenhum é capaz de dizer como se resolve a crise. Só o Alexandre confessa que sonha com um Ciudadanos português. Meus caros, já temos um catastrofista (VPV) e o que se espera da direita é alguma ideia nova. Se nem os colunistas, na sua sustentável leveza de inimputabilidade, ousam pensar, o que se pode esperar de um político?
