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OURIQ

Um diário trasladado

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17
Mar18

A discussão sobre a universidade como não deve ser


Eremita

Screen Shot 2018-03-17 at 13.18.03.png

fontes: 12

 A contratação de Passos Coelho para dar aulas em várias universidades e o mais recente caso de um político com um currículo alegadamente fraudulento espoletaram* um "debate" sobre a universidade de uma pobreza que envergonha. Não é fácil perceber se foram menos oportunos os que falam da arrogância dos académicos nas suas "torres de marfim" (que torre? Que marfim? Estarão a par da "proletarização" crescente dos académicos?), os que questionam a competência de Miguel Vale de Almeida para estar numa universidade (na versão idiota ou com graça) ou aqueles cujo impulso imediato foi proteger a reputação da Universidade onde também leccionam. Se quiserem discutir realmente a Universidade, talvez seja melhor mudar de pretexto, desenvolver motivação genuína e algum conhecimento do tema. Podem começar, por exemplo, por ler e comentar um ensaio publicado por António M. Feijó (de camisa branca) e Miguel Tamen (de camisa às riscas) intitulado A Universidade Como Deve Ser (Ensaios da FFMS) ou pelo menos ouvir os seus autores. Trata-se de um livrinho escrito por quem relalmente conhece e vive a universidade, passou pela experiência de a tentar inovar e não usa o tema como pretexto para brilhar ou acerto contas. Apesar de algumas passagens de provocação juvenil a piscar o olho ao populismo que se dispensariam (um dos cenários é a "implosão" do Ministério da Educação) e de os autores desvalorizarem o problema da endogamia, o livro vale por defender o curso universitário como uma busca de conhecimento e não um tirocínio para um emprego e ainda por avançar uma combinação e hierarquia de propostas absolutamente originais em Portugal.

* "Espoletaram" ou "despoletaram", Plúvio? Tem razão o Ciberdúvidas ou Vasco Graça Moura?

3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    20.03.18

    Jovem, a antropologia é um truque inventado pelo bloco de esquerda, às sete e trinta da tarde de antesdontem, para afastar os jovens da matemática. Não queiras ser antropólogo. Passa palavra.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    20.03.18

    Caramelo, tirando a parte do "jovem", uma vez já nem para me candidatar a subsídios como "jovem agricultor" sirvo (creio que é para sub-50), a resposta confirma aquilo que já suspeitava.

    Nos meus tempos de estudante, quando esses "saberes" começaram a aparecer nas universidades, a única razão para se prestar alguma atenção a esses cursos era o facto de Comunicação Social ter imensas miúdas giras. Antropologia, Sociologia e outras variações de senso comum a armar ao científico, nem isso.
    Certo: passa a palavra...
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