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OURIQ

Um diário trasladado

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25
Abr19

A arte da narração


Eremita

Para os puristas da leitura, o audiolivro é uma aberração. Para alguns, ter uma terceira voz plena de entoações e interpretação a mediar a transferência da voz do narrador para a nossa voz interior, em vez da neutra visão de uma página escrita, pode até chegar a ser um sacrilégio. Estes críticos esquecem que a literatura começou por ser uma tradição oral, mas jamais usaria tal argumento para defender o audiolivro. O audiolivro tem apenas dois méritos, que são suficientes: 1) escutar um livro bem lido é uma experiência com uma learning curve muito curta, que rapidamente se torna agradável; 2) o audiolivro aumenta o tempo disponível para os livros. Qualquer outro argumento seria decorativo. A verdade é que a escuta voltou a estar na moda e os críticos do audiolivro soam hoje a luditas elitistas. Este mundo novo não reproduz os serões em que  - dizem-me - a rádio se escutava em família, pois agora a escuta é individual e através de auriculares que nos isolam dos outros. O mercado destes produtos anda eufórico, sendo o lançamento em tempo recorde de uma (pub) versão audio do The Mueller Report o exemplo mais extravante e oportunista. Os verdadeiros entusiastas dos audiolivros talvez queiram antes (pub) saber como são feitos os bons audiolivros.

 

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