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OURIQ

Um diário trasladado

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22
Jan18

A Academia das Ciências de Lisboa


Eremita

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A pedido da Academia Sueca, a classe de letras da Academia de Ciências de Lisboa propôs Agustina Bessa-Luís e Manuel Alegre para o Nobel da Literatura de 2018. Quem são os membros deste clube? Teresa Rita Lopes, Eugénio Lisboa, Hélder Macedo, Aires Nascimento, José Adriano de Freitas Carvalho, Telmo Verdelho, Sebastião Tavares de Pinho, Michel Renaud, Manuel Ferreira Patrício, Manuel Viegas Abreu, Leonel Ribeiro dos Santos, Jorge Barbosa Gaspar, Luís de Oliveira Ramos, Vítor Serrão, Teresa Barata Salgueiro, Pedro Soares Martínez, Mário Júlio de Almeida Costa, Martim de Albuquerque, Adriano Moreira, António Menezes Cordeiro, Paulo Pitta e Cunha, José Luís Cardoso, Jorge Braga de Macedo, Manuel Porto, Jaime Reis, António Valdemar, José Loureiro dos Santos, Nuno Vieira Matias, José Barata-Moura, Bernardo J. Herold e... Manuel Alegre.

8 comentários

  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    24.01.18

    Alberto, tem a certeza de que esses nomes que cita foram os mais influentes escritores do século XX? Como isso não me parece ser mensurável, essa percepção da influência literária não é mais nem menos artificial do que a escolha dos nóbeis. De qualquer forma, se vir a lista dos nóbeis, irá encontrar imensos escritores que fazem parte do cânone literário, uma distinção tão académica como qualquer outra.
    O que é irónico é que o putativo valor como faróis da literatura de alguns escritores não nobelizados sempre teve o nobel como padrão, numa lógica inversa. O curriculum do Borges inclui a sua oposição ao nobelizado Neruda e os seus adeptos fazem por que não se esqueça isso.
    Isso de que os da academia sueca são fanáticos pelas grandes causas parece-me mito urbano. Não me parece que o último, o Ishiguro (só para falar deste), seja um campeão de grandes causas humanitárias. De qualquer forma, as grandes causas sempre fizeram grande literatura.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    24.01.18

    Em todas as artes as certezas não existem. Mas que existem cânones literários não duvido. Também nunca sei se os nomes que disse influenciaram decisivamente ou o ar dos tempos produziu-os como produziu os seus seguidores. Mas, inclino-me mais para uma influência directa. Para não tornar isto numa pastosidade literária, que aqui não é o melhor local, faço uma única nota para o Juan Rulfo. Pode ler-se na Wiki o depoimento do Garcia Marquez:
    .. Álvaro Mutis subió a grandes zancadas los siete pisos de mi casa con un paquete de libros, separó del montón el más pequeño y corto, y me dijo muerto de risa: ¡Lea esa vaina, carajo, para que aprenda! Era Pedro Páramo. Aquella noche no pude dormir mientras no terminé la segunda lectura. Nunca, desde la noche tremenda en que leí la Metamorfosis de Kafka en una lúgubre pensión de estudiantes de Bogotá —casi diez años atrás— había sufrido una conmoción semejante.
    A influência foi evidente e, por sua vez, o Marquez foi muito influente. Para os outros que referi as histórias são do mesmo tipo.
    A ideia de que na arte nada é mensurável e tudo é relativo não tem consistência. Não é o seu caso, mas costuma ser o argumento dos medíocres.
    Alberto Costa
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    Anónimo

    24.01.18

    Sem ironia, acho que é mais fácil elogiar um artista passados cinquenta ou mais anos.Temos toda umas gerações de críticos nas nossas costa sustentando a "nossa opinião".Mais difícil é avaliar o que ainda está a crescer(nascer?) e ter uma opinião que pode obviamente mudar de acordo com a evolução da obra Aliás o facto de vermos uma obra na maior parte dos casos significa que alguém a escolheu entre outras..Em todas as Artes há canones e eles servem para serem por sua vez rompidos senão ainda não haveria perspectiva.
    Depois há a gloria patriótica ou patrioteira que se afirma sempre que um dos seus ganha um Nobel ou outro premio .Vejamos o Centeno.
    Nelson
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    Anónimo

    24.01.18

    Não creio que os nomes canónicos passem facilmente de moda. Há quantos anos Homero e os dramaturgos gregos estão no cânone? E Shakespeare? E os grandes do século xix - Dostoievski; Tolstoi; Flaubert; Rimbaud, e outros? Kafka, Joyce e Proust alguma vez passaram de moda? Na música sucede o mesmo. Nem vale a pena apresentar nomes. É por isso que o relativismo qualitativo é uma treta.
    Alberto Costa
  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    24.01.18

    Alberto, não se prenda à palavra "cânone"; é apenas uma convenção e a literatura não precisa disso para nada. Qualquer escritor que se reivindique do "cânone" merece ser ridicularizado. O Eça e alguns grandes russos já escreveram boas páginas sobre isso... o Kafka, o Flaubert, etc não são eternos por pertencerem ao cânone; são eternos, porque são bons e sobretudo porque eles próprios romperam com cânones anteriores, transcendendo a sua época, muitas vezes com sacrifício pessoal, por causa da incompreensão dos sumo-sacerdotes do cânone de plantão. De resto, como diria o outro, são eternos enquanto duram e se não é assim é a própria lógica da criação artística que é desafiada. Afinal, para que serve a arte, a música e a literatura, já pensou nisso? De qualquer forma, se quer cânone, com carimbo e assinatura reconhecida por notário, já tem imenso na lista dos nobeis.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    24.01.18

    Não nos entendemos nos conceitos, o que costuma ser comum. Faz de mim um básico. Quando refiro o autor canónico não o entendo como académico, nem como patriarca de uma escola. Seria uma foleirice. O que já escrevi já explica.
    Alberto Costa
  • Sem imagem de perfil

    caramelo

    24.01.18

    Alberto, eu percebi bem o que entende por cânone e nunca o tomaria como básico por isso, até porque está muito bem acompanhado. Talvez o Alberto não me tenha entendido a mim. Queria eu simplesmente dizer que quem escreve, compõe, pinta, quem cria, não está verdadeiramente interessado no cânone, talvez muito pelo contrário.
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