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OURIQ

Um diário trasladado

OURIQ

Um diário trasladado

20
Abr19

ACADEMIA


Eremita

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ACADEMIA (s.f.; do gr. Akademía, referente a ´Akádemosª, n. pr., pelo lat.academia). Clube recreativo para sábios 1. Etimologia A palavra deriva do nome do lugar escolhido por Platão para ensinar, a "Escola do jardim de Academo", perto de Atenas. Todos os académicos carregam hoje o nome do herói grego Academo, embora este seja mais delator que descobridor, e a matéria em questão - o esconderijo de Helena de Tróia - muito pouco académica. Tenhamos presente, porém, que a classe seria hoje ainda mais gozada caso Platão se tivesse instalado com a sua trupe noutro jardim, nomeadamente no de Teseu 2. Academias Famosas ~ des Sciences: Venerável instituição francesa, dirigida por dois Secretaires Perpetuels que só são eleitos após uma longa e notável carreira. Dada a inexorabilidade do curso da natureza, a insistência nessa regra torna o cargo paradoxalmente efémero. ~ Française: Tentou resolver o paradoxo anterior de uma forma original: a sua elite de 40 membros recebe o titulo de (pub) "Immortels". Só que a História, hélas, encarregou-se de provar até à exaustão que o título é apenas vitalício. National Academy of Sciences: Aqui não só os seus membros são mortais, como chegaram ao ponto de fundar uma revista, a P.N.A.S., que acelera a sua senescência académica. Académica: Clube da cidade de Coimbra que pratica um futebol de interesse exclusivamente académico 3. Bizantinices e Hopeful Monsters A discussão académica por excelência é a que trata de saber do sexo dos anjos. O assunto nunca chegou a ser esclarecido porque a queda de Bizâncio provocou a interrupção desta interessante linha de investigação. Nos tempos modernos, Joshua Lederberg teve acesso a uma péssima tradução das actas que restaram e conseguiu depois demonstrar que ao menos as bactérias não só o têm, como o usam amiudadamente. Para o QED desta querela seria agora útil encontrar uma Salmonella alada que tocasse harpa, corneta, ou ambos os instrumentos 4. Grau académico Título conferido por uma universidade aos que a frequentam com aproveitamento e não usaram cheques carecas para pagar as propinas. Em certos países, tende a ser atribuído por qualquer um a qualquer pessoa, por automatismo cortês, normalmente em regime de troca por troca. Na versão honoris causa o título é ainda atribuído a uma figura pública que a Universidade pretenda explorar.

20
Abr19

ALOMETRIA


Eremita

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ALOMETRIA s. f. 1. Ciência que estuda o crescimento diferenciado das estruturas que compõem o organismo. 2. Contrariamente ao que os preformacionistas pensavam, partes diferentes do corpo crescem de maneira diferente e, a fazermos uma retrogressão alométrica, jamais o homúnculo teria as formas equilibradas com que aparece dentro de um espermatozóide; o exercício inverso - a projecção alométrica - não é aqui aconselhado a pessoas facilmente impressionáveis. 3. Fruticultura: é a diferenca no crescimento da banana em relação ao seu caroço que torna esta fruta a favorita das crianças e de outros preguiçosos. 4. Cultura popular: relativamente ao tamanho do pénis, diz-se que a alometria é negativa com a altura do corpo e positiva com o tamanho do nariz, dois rumores até hoje não confirmados e que terão sido postos em circulação por (pub) Dustin Hoffman.

20
Abr19

AUTOCLAVE 


Eremita

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AUTOCLAVE  (s.f.do Gr. autós, próprio + Lat. clave, chave) máquina usada para cocções sem evaporação. 1. Culinária: é popular nos pubs Ingleses, mais a julgar pela consistência dos vegetais do que pelo seu asseio... ou o dos seus clientes. 2. Catch 121: há apenas um organismo capaz de resistir às altas temperaturas da autoclave (121 C), a "estirpe 121" (arqueobactéria). Alguns alentejanos de Beja contestaram este dado. 3. Uso desaconselhado e luta sindical: a esterilização é total; curiosamente, no caso do doutorando remediado que se lembrou de reciclar preservativos usando a ~ , o efeito foi o oposto. As associações estudantis hesitaram em fazer deste episódio bandeira na luta para a obtenção de regalias sociais. A criança nasceu bem. 4. Pasteurização radical e prevenção do pecado: é muito útil para esterilizar objectos e soluções que resistam a altas temperaturas, mas o seu uso para fins didácticos, como modelo portátil do Inferno, tem encontrado resistência nos corredores do Vaticano. Aqui prefere-se o (pub) Conclave, com propósitos ligeiramente diferentes, apesar do fumo que também se solta.

20
Abr19

ABERRAÇÃO


Eremita

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ABERRAÇÃO s. f.; do Lat. aberratione 1. Anomalia, irregularidade. 2. Astronomia: desvio aparente da posição de um corpo celeste, causado pela velocidade finita da luz e pelo movimento do observador, mas que não explica que na baixa mar o veraneante se sinta perseguido pelo reflexo do sol enquanto caminha (vide paranóia e egocentrismo). 3. Óptica: propriedade de um sistema óptico que leva à formação de imagens irreais. As aberrações podem ser causadas pela não convergência dos raios luminosos (aberração esférica, astigmatismo, coma), pela deformação geométrica da imagem (curvatura de campo, distorção), pela dispersão produzida pelo vidro das lentes (aberração cromática) e por especialistas em telegenia com (pub) impacto eleitoral (aberração catódica). 4. Genética: desvio na estrutura e/ou número de cromossomas. Note-se que no Homem um cariótipo normal não garante que o indivíduo não venha a ser considerado uma aberração da natureza (vide genótipo e fenótipo).

19
Abr19

AVOGADRO


Eremita

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AVOGADRO, Lorenzo Romano Amedeo Carlo (conte di Quaregna e Cerreto ) cientista italiano, (1776-1856) 1. Autor da lei homónima: em condições de pressão e temperatura idênticas, volumes iguais de gases contêm o mesmo número de moléculas. A lei demorou a ser aceite, em parte devido à confusão existente na época entre átomos e moléculas, um problema hoje circunscrito às escolas secundárias. 2. Número de Avogadro: número de átomos de Carbono-12 em 12 grama de Carbono-12, aproximadamente 6.022 x 10 23 (vide mole). Foi calculado por Loschmidt e é uma homenagem adequada ao pai do atomicismo, que respeita ainda a idiossincrática tendência dos italianos para números astronómicos, notória no seu sistema monetário anterior ao euro. O n. de A. corresponde ao número de moléculas ou átomos que perfazem uma massa de valor idêntico (em grama) à massa molecular ou atómica de uma substância. Este conceito é pouco útil na cozinha, mas deita por terra as pretensões dos homeopatas, que aplicam factores de diluição muito superiores a 1: 1023. 3. Diz-se que o cientista era um discreto quebra-corações. Olhando para o seu (pub) retrato, haverá quem receba este factóide com cepticismo, mas outros ficarão esperançosos.

18
Abr19

AMBAR


Eremita

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AMBAR s.m. ; do ¡r. anbar 1. Substância fossilizada que resultou da perda dos compostos voláteis de uma resina vegetal ancestral. 2. Paleontologia: nenhum mamute se levantou ainda dos glaciares, mas estão na moda as (pub) tentativas de ressurreição de espécies desaparecidas. A serem bem sucedidas, um género novo cortará transversalmente o grande edifício taxonómico: Lazarus s. Há toda uma fauna e flora com milhões de anos paralisada nos calhaus de âmbar, à espera do sopro vital. Infelizmente, a realidade tem sido pouco miraculosa. Por enquanto os cientistas vangloriam-se apenas de haver reavivado esporos de microorganismos, mas não se sabe ao certo se os esporos vieram do Mesozóico ou da mesa que alguém se esqueceu de esterilizar. 3. Cinema: o âmbar foi o ponto de partida para o filme Jurassic Park (1993), um clássico no género absurdo científico. Insectos que tiveram o último repasto no lombo de dinossauros e ficaram depois aprisionados na resina que se transformou em âmbar são uma fonte preciosa de ADN de dinossauro; do ADN renasceram depois os répteis gigantes. O dia chegará em que bastará soletrar o genoma para gerar o organismo, mas ainda não estamos lá. Outro detalhe aborrecido: quando os insectos foram preservados no âmbar os dinossauros já não existiam. E mais: não se percebe como ficaria preservado o sangue no âmbar, ao ponto de ser possível separar as células de dinossauro das do insecto por citometria de fluxo. Mais verosímil teria sido o isolamento do ADN de dinossauro juntamente com o do insecto, o que, de resto, abriria o leque de possibilidades narrativas. O problema é o filme The Fly (1986), que já explora a temática dos cocktails genómicos. Curiosamente, Jeff Goldblum, o actor de The Fly, aparece também em Jurassic Park. Coincidence? I think not.

18
Abr19

ARQUIMEDES


Eremita

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ARQUIMEDES Matemático, físico, astrónomo, inventor, exibicionista inimputável e engenheiro grego, 287 a.C. - 212 a.C. 1. Foi o maior matemático da antiguidade. Só viria a ser ultrapassado por Newton, e a coisa pede photofinish. Nasceu em Siracusa (uma cidade-estado grega, na Sicília) e por lá viveu a maior parte da vida, apesar de uma estadia no Egipto, que possivelmente incluiu o package Pirâmides de Gizé e cruzeiro no Nilo. . 2. Arquimedes deixou uma vasta obra, mas o incêndio na biblioteca de Alexandria destruiu parte do seu legado e os estudantes de cálculo ainda hoje têm pesadelos quando pensam no que seria a matemática se os escritos completos de Arquimedes tivessem sobrevivido. Ainda assim, Arquimedes influenciou o ressurgimento da matemática mais de mil anos após ter dito "não toques nos meus círculos" ao soldado romano que o importunou - e acabaria por matá-lo - quando brincava nas areias de Siracusa. Esta é apenas uma das muitas expressões de Arquimedes que penetraram na cultura popular e que o matemático nunca terá dito. Como, de resto, o famoso "eureka!" ("descobri!"). Não há hoje cientista que não sonhe com o momento em que fará soltar os botões da bata de uma assentada, se livrará depois de toda a roupa e, pelado como veio ao mundo, desate a correr pelo instituto, soltando sonoros eurekas. É contudo extremamente improvável que Arquimedes tivesse descoberto o princípio homónimo enquanto se banhava; a acreditar no relato de Plutarco, o matemático era pouco amigo do sabonete (aceite-se o anacronismo) e quando o lavavam à força ele ficava absorto a desenhar bonequinhos geométricos no óleo que lhe passavam pelo corpo, o que não deixa ninguém em condições de se aperceber de transbordos de água, e muito menos de alterações subtis no nível da água da banheira. 3.Princípio de Arquimedes: todo o corpo imerso, total ou parcialmente, num fluido em equilíbrio, dentro de um campo gravitacional, fica sob a acção de uma força vertical, com sentido ascendente, aplicada pelo fluido; a intensidade desta força é igual à do peso do fluido deslocado pelo corpo. Esta lei fundamental da hidrostática surge no seu Tratado dos Corpos Flutuantes, obra que em tempos mais recentes gozou de imensa popularidade entre as (pub) famílias mafiosas, pelo menos enquanto durou o hábito de despachar gente incómoda em docas mal afamadas. A história de que Arquimedes teria aplicado este princípio para testar se a coroa do rei Herão era de ouro puro ou feita de uma liga metálica (que teria uma densidade diferente da do ouro puro e, consequentemente, um volume diferente para o mesmo peso) é provavelmente verdadeira. 3. Valor de pi: Arquimedes foi o primeiro a apresentar um cálculo formal e bastante aproximado do valor de pi. 3.1418, o valor por ele calculado, é curiosamente o valor que pessoas minimamente informadas retêm na cabeça, mas há hoje quem seja capaz de enumerar (pub) milhares de casas decimais deste número. 4. Invenções: Arquimedes foi o Leonardo da Vinci do seu tempo. Esta formulação é algo estranha, mas a verdade é que as parecenças entre os dois são inegáveis, sobretudo quando pensamos na maquinaria de guerra. Há uma explicação psicanalítica para a atracção por este tipo de inventos: todo o grande criador preserva a curiosidade das crianças, essas adoráveis criaturas que metralham perdigotos, simulam explosões, declaram unilateralmente a morte dos amiguinhos e obrigam os pais a gastar fortunas em arsenais de plástico. No caso de Arquimedes, há outra explicação: os Romanos à porta de casa. As catapultas e a diabólica (pub) garra de Arquimedes terão atrasado a capitulação de Siracusa. A história de que Arquimedes teria incendiado navios a milhas de distância com espelhos côncavos e lentes que concentravam a luz do sol num raio é provavelmente ficção, mas ficção plausível, sobretudo no pino do Verão siciliano.

18
Abr19

ANFÍBIO


Eremita

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ANFÍBIO s. m., adj; do Gr. amphí, dois elementos + bíos, vida 1. Ser vivo pertencente à classe Amphibia, que inclui todos os tetrápodes que não possuem ovos amnióticos, desprovido de adaptações para uma vida exclusivamente terrestre. Há um teste rápido e barato para identificar um anfíbio num grupo de outros tetrápodes (répteis, aves e mamíferos) mas que implica ter um deserto por perto e a ausência de laços afectivos com o animal. 2. Popular: diz-se dos seres vivos (ou veículos) que vivem (ou se deslocam) tanto na terra como na água. Segundo esta definição algo imprecisa, são exemplos: as rãs, os sapos, as salamandras e (pub) Patrick Duffy. 3. Há cerca de 5700 espécies de anfíbios, todas razoavelmente ignoradas; de resto, o anfíbio mais famoso do planeta teve de ser (pub) inventado. Note-se que o Marsupilami, apesar da sua prodigiosa capacidade anfíbia, é tecnicamente um mamífero, bem como um produto da escola belga de banda desenhada. 4. Um outro indicador da relativa indiferença com que esta classe e os seus estudiosos são tratados é o nome dado à sua ciência, pois os mais desprevenidos pensam que a Herpetologia é a discipina que estuda o herpes labial.

17
Abr19

ALTRUÍSMO


Eremita

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ALTRUÍSMO s. m. 1. Comportamento em que o indvíduo diminui a sua fitness em benefício de outro indivíduo. 2. Objecto predilecto da análise cínica dos sociobiólogos, uma prática passível de merecer o aplauso dos adeptos do pessimismo antropológico se o snobismo destas criaturas tolerasse explicações do comportamento humano que recorram a analogias com formigas e abelhas. 3. (pub) W.D.Hamilton e (pub) Maynard Smith inventaram jogos matemáticos para explicar comportamentos altruístas que o senso comum não alcança, como os que ocorrem numa colónia de pequenos mamíferos sob ataque de uma ave de rapina (entre outros exemplos enternecedores devidamente documentados em (pub) vídeo) ou num congresso de advogados (não foi possível documentar este exemplo).

16
Abr19

ABIOGÉNESE


Eremita

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ABIOGÉNESE s.f.; do Gr. a priv + bíos, vida + génesis, geração 1. Geração de vida a partir de matéria não viva. Exclui, por exemplo, a génese de Eva a partir da costela de Adão. 2. Numa perspectiva histórica, inclui as teorias de geração espontânea, populares a partir de Aristóteles e obsoletas depois dos trabalhos de Spallanzani e Pasteur, apesar de serem objecto de um revivalismo episódico, cuja causa próxima é a prática da pastelaria em deficientes condições sanitárias. 3. No sentido moderno do termo, designa a origem dos primeiros organismos vivos a partir de compostos químicos. Sobre o assunto, escreveu Darwin em prosa epistolar: "...but if and oh what a big if, we could conceive in some warm little pond with all sorts of ammonia and phosphoric salts, light, heat, electricity, etc. present, that a protein compound was chemically formed, ready to undergo still more complex changes." Oparin e H.B.S. Haldane teorizaram sobre o assunto. Stanley Miller fez aminoácidos a partir de hidrogénio, metano, amónia, água e uma faísca. Para os mais entusiastas, foi como se Miller tivesse sintetizado uma amiba, e da amiba facilmente se chegará à (pub) Scarlet Johanson, bastando ter cuidado e paciência no momento de dosear os ingredientes do caldo primitivo. Outros apontam algumas dificuldades; a montante: como chegar à auto-replicação?; a jusante: que personalidade jurídica teria a criatura? A síntese de ADN e de ARN à la Miller e, sobretudo, a descoberta das ribozimas têm sido pedradas no charco dos pessimistas, mas ainda há quem tente paralisar os ânimos agitando o espectro da complexidade irredutível. 4. Perante a pergunta: "é possível criar vida no laboratório?", o cientista deve ignorar os costumeiros rumores sobre o aproveitamento da câmara escura de revelação para os prazeres da carne entre o (pub) chefe e subordinados.

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