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OURIQ

Um diário trasladado

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Um diário trasladado

16
Jun09

Um prefácio premonitório


Eremita

 

Há uns anos, fui abordado por um jovem editor que pretendia publicar uma colectânea de prefácios sobre livros inventados. O projecto agradou-me e, naturalmente, nunca chegou a ver a luz do dia, mas por uma vez a culpa não foi minha. Em Maio de 2006, escrevi um prefácio sobre um livro supostamente da autoria de J.D. Salinger, o escritor recluso e autor de The Catcher in the Rye, que teria sido roubado de sua casa por um homem perturbado. A explicação para a perturbação deste homem era o seu nome, Holden Caulfield,  idêntico ao nome da personagem principal do The Catcher, tendo esta coincidência condicionado toda a sua existência - algo a que chamei tropismo de homonímia. Pareceu-me oportuno retirar esse texto da gaveta, pois acabo de ler a enésima especulação sobre o que terá Salinger andado a escrever desde que deixou de publicar, há mais de 40 anos. Reparei que Rosenbaun consegue transformar um texto sobre Salinger numa obra sobre Rosenbaun, o que é notável, mas aprendi também que não só foi recentemente publicado um livro intitulado J.D. - The Plot to Steal J.D. Salinger's Manuscripts, como Salinger processou os editores que se preparam este Outono para publicar uma sequela do The Catcher. Confirma-se que não fui muito original, mas o prefácio ganhou actualidade.

 

 


Um tropismo de homonímia

 

Lê-se na tabuleta: “PRIVATE PROPERTY. Hunting, fishing, trapping or trespassing for any purpose is strictly forbidden. Violators will be prosecuted.” Noutras circunstâncias, o incidente teria passado despercebido. Quantos adolescentes não estarão neste preciso instante a vandalizar casas de subúrbios abastados pelo simples gozo da transgressão, de tocar com a palma da mão no fundo de uma piscina, como quem espeta uma bandeira? Sucede que Holden Caulfield não era um adolescente e cumpria um plano detalhado. Sem álibi e sem demência, a sua honra ficou presa por um fio e o fio era o próprio nome.

 

Nascido numa cidadezinha da Nova Inglaterra, em 1974, não se sabe o que passou pela cabeça dos pais no momento de escolher o nome, mas um raio de luz não terá sido. Talvez a ignorância os desculpe: eram, como agora, gente humilde e de poucas leituras além da Bíblia. Também revelaria fervor persecutório assacar hoje responsabilidades a quem soube do nome antes do seu registo oficial, admitindo que a alguém se lhe avivou a memória. Quanto ao pároco, consta que só em plena cerimónia de baptismo se lembrou dos desabafos de uma das beatas da congregação sobre a cena do rapaz de 16 anos no quarto com uma prostituta. Talvez por julgar que quem leva o paramento vestido não deve sequer pensar em tal assunto, quanto mais discuti-lo, terá feito um sinal da cruz com a mão, encadeado com um movimento brusco do braço. E assim, como quem enxota uma mosca, se pôs em marcha um destino. Em rigor, para excluirmos a hipótese de uma fantástica coincidência, seria preciso enumerar os Holden Caulfield que andam por aí à solta, o que não seria difícil, e apurar se levam vidas normais, tarefa mais complicada. Sem ter folheado a lista telefónica, arrisco dizer que não existe outro. Sei-me refém da falácia da análise a posteriori, mas são várias as forças que nos EUA afastarão da órbita da normalidade alguém chamado “Holden Caulfield”.

 

É provável que Holden tenha crescido sem percalços de maior. Em todo o caso, a sua vida só lhe começou a fugir em Dezembro de 1980, no dia em que John Lennon foi assassinado. Recordemos: o criminoso, depois de disparar cinco tiros sobre o músico à porta de sua casa, sentou-se tranquilamente no lancil do passeio a ler o The Catcher in The Rye, de J.D. Salinger. A cópia do livro tinha uma inscrição manuscrita: “To Holden Caulfield from Holden Caulfield”, um sinal de que este desequilibrado mental se identificava com a personagem do romance. Alegadamente, Lennon fora morto por se ter deixado corromper pelo sistema, transformando-se num “phony”. O crime teve ampla cobertura mediática e os nomes de Salinger e Caulfield foram ouvidos como nunca, ainda que nenhum deles houvesse caído no esquecimento, longe disso. À época, o Catcher era vendido às 200 000 cópias por ano nos EUA, apesar de a primeira edição ser de 1951. E Salinger, fruto da sua intransigente reclusão e das obras que publicara vinte anos antes, conservava o estatuto de figura de culto. Só que a tragédia de Lennon daria ao livro uma dimensão quase maldita. Como se não bastasse, menos de 4 meses depois deste incidente, um outro demente, desta vez para impressionar Jodie Foster, tentou assassinar o presidente Reagan. Num dos bolsos, levava uma cópia do Catcher, maltratada pelo uso. A rematar esta série negra, em 1989, encontrou-se o mesmo livro entre os pertences do homem que mataria uma jovem actriz de televisão. Os anos oitenta não foram fáceis para o jovem Holden Caulfield.

 

Menos por iniciativa dos seus amigos do que dos pais destes, o rapaz começou a ser pouco apreciado. Não o votaram ostensivamente ao ostracismo, mas abriu-se caminho para uma existência solitária, interrompida por provocações pontuais, tão frequentes e repetidas que Holden foi construindo uma imagem precisa do seu homónimo pelos reparos que lhe faziam. Ficou a saber como ele usava o boné de basebol porque no dia em que resolveu pôr para trás a pala do seu, alguém lhe perguntou: “Não te chegava teres o mesmo nome?” Foi o suficiente para que, no futuro, desenvolvesse o reflexo condicionado de rodar a pala para a frente sempre que o apresentavam a alguém, num gesto curioso que desiludia os mais velhos, por instantes convencidos de que ele descobriria a cabeça. Esta era apenas uma das muitas idiossincrasias condicionadas de Holden. Todos sonhavam ficar altos e alguns até o pediam nas orações, menos ele, que estremecia quando um dos rapazes do bairro voltava espigado do campo de férias, porque sabia que, aos 16 anos, o outro Holden media mais de 1.85 m. E o seu hábito de fumar às escondidas não era sentido como transgressão e vício naturais, antes lhe pesando na consciência como mais uma aproximação incontrolável à personagem da ficção, que passa o livro a acender cigarros. Qualquer informação sobre o outro Holden punha em marcha uma sucessão de eventos que os aproximava. A consciência do paralelo parecia reforçá-lo, como se Holden estivesse sob efeito de uma força misteriosa, um tropismo de homonímia.

 

Por volta dos 14 anos, Holden desenvolvera uma relação estranha com o Catcher. Passeava-se com um exemplar do livro, mas era incapaz de avançar além da primeira página, que decorara e recitava a sós: “If you really want to hear about it, the first thing you´ll probably want to know is where I was born, and what my lousy childhood was like, and how my parents were occupied and all before they had me, and all that David Copperfield kind of crap, but I don´t feel like going into it, if you want to know the truth...”. Estava também a par da história, sabia que se tratava das desventuras de um miúdo de 16 anos, narradas na primeira pessoa, com uma capacidade de observação apurada, descrença e cinismo, mostrando-nos um duplo náufrago, num espaço – Nova Iorque – e num tempo próprio – a adolescência. Holden conhecia todos os episódios. Ganhara estima pelas freiras que encontrava na rua, e logo raiva, só porque o outro Holden as descreve com especial ternura. Mas o que conhecia era por dedução ou por prosa interposta. Temia, embora não o quisesse admitir, vir a ser possuído pelo livro se avançasse na leitura, quando era evidente que o livro já o dominava. Não terá reparado que, no hábito de se deslocar para todo o lado com o Catcher num dos bolsos, assemelhava-se aos criminosos que o marcaram.

 

O Catcher é a obra emblemática de Jerome David Salinger, uma figura de culto e o exemplo máximo do escritor recluso. Nascido a 1919, no seio de uma família nova-iorquina da classe média alta, viveu a infância e adolescência em Nova Iorque e arredores, abandonou os estudos universitários, esteve na Europa em 1937, fez nova passagem fugaz por outro College e frequentou um curso de escrita criativa em 1939, o que lhe deu menos os rudimentos da arte do que os contactos necessários para começar a publicar. Os seus contos não demoraram a ser notados, ao ponto de a prestigiosa New Yorker aceitar uma história sua para publicação em 1941. A história, Slight Rebellion off Madison, marca o nascimento literário de Holden Caulfield, mas não para o grande público. O ataque japonês a Pearl Harbor arrastaria os EUA para a Segunda Grande Guerra, adiando a publicação dos caprichos de um adolescente revoltado de um bairro fino. A personagem autobiográfica – como Holden – e o seu autor são um pouco como gémeos siameses. Têm uma convivência sobreposta e só quando separados pelo bisturi da escrita pode cada um ir à sua vida. Enquanto Holden se entediava na penumbra de uma gaveta dos escritórios da New Yorker, Salinger vivia o dia D, o desembarque nas praias da Normandia, e meses passados em França a contar pesadas baixadas entre os parceiros da Quarta Divisão. Regressado aos EUA, vê finalmente a sua história publicada na New Yorker. O fascínio de Salinger por Holden é evidente, pois a personagem voltará a aparecer noutras histórias ao longo da década de 40. O Catcher, publicado em 1951, recicla e expande alguns desses relatos e fará de Salinger um escritor célebre. Já nos anos 50, diz-se que em consequência da quebra de um acordo de cavalheiros, começam a ser notórios a intolerância e o desprezo do escritor pelo mundo editorial, comportamento que dura até hoje. O escritor deixaria de publicar em 1964, embora já antes houvesse começado a ausentar-se do mundo, ao proibir notas biográficas e fotografias suas nas edições dos seus livros. Sobre as causas profundas da decisão de Salinger, as opiniões dividem-se, havendo umas mais conspiratórias ou cínicas – incapacidade de lidar com a crítica? Truque publicitário? – e outras mais psicanalíticas, com referências à infância, aos traumas da Guerra, aos fantasmas sexuais “and all that kind of crap, but I don´t feel like going into it, if you want to know the truth”.

 

Interessa mais recuar a 1992, quando o jovem Holden Caulfield, regressado da Guerra do Golfo, vê uma fotografia de Salinger publicada num jornal. O escritor mudara anos antes para New Hampshire e fora já alvo das investidas de alguns paparazzi, mas era a primeira vez que o surpreendiam. A foto mostra um Salinger acossado, visivelmente incomodado, e é uma imagem poderosa, hipnótica quase, apesar da comiseração que também inspira. Para Holden foi um choque. Os crimes mediáticos dos anos oitenta já tinham ido na enxurrada da actualidade noticiosa, pairando apenas entre os aficionados de Salinger, gente que não se encontra ao virar de cada esquina. Holden abandonara o hábito de andar com o Catcher e poucas vezes pensava no livro que, de resto, continuava por ler. Arranjara forma de o tratarem por “H.C.” ou apenas “H.” A própria maioridade terá sido o melhor dissuasor para os reparos jocosos ou de simples surpresa que antes surgiam quando alguém associava o seu nome ao Catcher. Fizera-se, pois, homem com o trauma do seu nome atenuado. Só que nessa noite a imagem de Salinger parecia não o querer abandonar e ele viu-se tentado a abrir o Catcher, com a urgência de quem quer acalmar um remorso reavivado e a curiosidade de quem responde a um chamamento. Procurou então a sua velha cópia, de cantos quebrados e lombada pelas costuras. E de manhã ainda estava agarrado ao livro.

 

O Catcher é um romance sem resolução, com um final anticlimático, mesmo se o relato na primeira pessoa de uma experiência passada assegura o leitor de que nenhuma tragédia irreversível sucederá ao narrador antes do fim. Uma obsessão começou, nesta altura, a tomar conta de Holden. A obra de Salinger não oferece pistas quanto ao destino do Holden ficcional, antes pelo contrário. No conto This Sandwich Has No Mayonnaise, o irmão de Holden informa-nos que ele foi umas das baixas americanas da Segunda Grande Guerra. Mas seria impossível que, em 1949, o adolescente Holden tivesse participado na Segunda Grande Guerra, que terminou em 1945, como é improvável que andasse a deambular por Nova Iorque uns anos depois de ter morrido no Pacífico, mesmo sendo do conhecimento de todos que esta cidade tem o seu quinhão de excêntricos. Holden teve assim uma morte literária literalmente prematura que se explica sem dificuldade: o conjunto da ficção de Salinger sobre a família Caulfield forma um todo anacrónico e em que a mesma personagem pode trocar de nome. Ora, para Holden, o Holden genuíno era o de o Catcher. O que lhe teria acontecido, afinal? “O que acontecerá que lhe aconteceu?”, terá talvez brincado. Em 1992, o Holden do livro teria 59 anos e ele, 20.

 

Foi apenas há uns meses que escapou para as páginas da imprensa um depoimento de Holden Caulfield feito às autoridades americanas. O que se sabe dele e aqui se contou vem exclusivamente desse documento, mas os últimos dez anos são um mistério. Parece que, aos poucos, a ideia de descobrir a história da sua personagem o foi dominando, ao ponto de perder o emprego e abandonar os estudos a que regressara depois da Guerra do Golfo, bem como de quase cortar relações com a família e com os amigos por nenhuma razão aparente. Não sabemos como chegou perto da casa de Salinger, apenas que por lá deixou dedadas. “Nunca pretendi assustá-lo, nem sequer falar com ele. Queria apenas encontrar o manuscrito, trazê-lo comigo para o ler e devolvê-lo mais tarde.” É verdade que Salinger afirma não ter visto Holden Caulfield. O escritor acrescentou depois que este novo Caulfield de que lhe falavam parecia ser uma personagem de ficção e que, como sucedia há mais de 40 anos com o Holden que criou, também não o interessava. Holden expressou outra opinião: “Quem inventa Holden Caulfield não o pode abandonar. Não tem essa opção. Eu nunca acreditei que Salinger se tivesse desinteressado dele. Salinger queria apenas que o deixassem em paz e mentiu. Vocês não viram o que eu vi”. Fez depois uma detalhadíssima descrição do estúdio de Salinger e das resmas de folhas dactilografadas que estavam cuidadosamente arrumadas nos favos amplos de um móvel a toda a altura de uma das paredes. “Demorei tempo a encontrá-lo. Há muitos textos sobre os Glass [uma outra família do universo ficcional de Salinger], mas por fim dei com o Holden e antes de fugir certifiquei-me de que tinha a história completa, lendo as últimas páginas na diagonal”. Ao todo, Holden terá estado umas duas horas no estúdio de Salinger, uma espécie de bunker afastado da casa principal. As breves declarações do escritor confirmam que naquele dia só saiu de casa depois de almoço, altura em que deu com o estúdio vasculhado e chamou a polícia. O que Salinger não confirmou foi se Holden lhe levou ou não um manuscrito. Não soube responder e quando interrogado especificamente sobre Holden, Salinger percebeu mal e foi como se repescasse um comentário seu numa das raras entrevistas que deu nos anos 70: “Read the book. It´s all in the book. There´s no more to Holden Caulfield. Over and over... I´ve just let it all go. I don´t know about Holden anymore”.

 

Não tendo sido dado como provado que levara algo da casa de Salinger, em pouco tempo Holden se viu livre das autoridades. What Took You So Long? (A Longa Espera, na tradução que agora se apresenta) surgiu meses depois, publicado por uma pequena editora e sem trabalho de promoção prévio. J.D. Salinger surge como o autor e, na versão original, o livro tem uma decoração espartana e nenhuma informação adicional sobre o escritor ou a obra, tal como as outras edições dos livros de Salinger. Depressa o livro foi notado pela crítica literária e pela imprensa, não demorando a esgotar. Desde então, têm sido publicadas novas edições. Salinger não fez qualquer declaração pública sobre o livro (ou sobre o que quer que fosse) após a sua publicação, o que só aumentou a especulação sobre a verdadeira autoria da presente obra. Há quem veja no seu silêncio uma legitimação do livro visto que, no passado, lutou com vigor contra uma publicação pirata de contos seus da juventude. Mas há também quem pense que, aos 87 anos, está apenas cansado, deixando que alguém aproveite o putativo roubo de sua casa para explorar o seu nome, uma acusação que os editores refutam, lembrando que Salinger receberá aquilo a que tem direito. E não faltam inclusive os especialistas do costume, que vêem Holden e Salinger como cúmplices num esquema arquitectado para assegurar a divulgação de um livro efectivamente de Salinger, mas num contexto que deixaria o escritor com a opção de rejeitar a autoria caso as críticas fossem negativas ou o sucesso comercial ficasse aquém do esperado. A hipótese, dizem, ganha algum peso dada a dificuldade de Salinger em lidar com a crítica e o hiato de mais de quarenta anos entre a publicação deste livro e a da anterior obra do escritor. Chegam depois ao ponto de sugerir que Salinger criou ambos os Holden, o que é da ordem do disparate. O certo é que a polémica cresceu e até psicólogos foram chamados à televisão. Como nada se pode esperar de Salinger e dos seus supostos editores, a chave deste mistério está com Holden Caulfield, que entretanto deixou os EUA e foi visto pela última vez no México. Ao contrário do Holden ficcional e invertendo a ordem natural da coisas, dir-se-ia que o Holden de carne e osso concretizou o plano de se evadir da sua vida, deixando-nos reféns de um mistério.

 

Se o interesse de A Longa Espera se esgota na rocambolesca história da sua autoria, a decisão pertence, em última instância, ao leitor, que se pode sentir incomodado com esta incerteza ou, pelo contrário, deixar-se seduzir pela oportunidade rara de ler uma obra cuja autoria é apenas uma probabilidade, com tudo o que isso traz de libertador. Sobre o livro, adiante-se somente que, ao escolher a narrativa na terceira pessoa, o autor parece ter tido algum pudor em entrar de novo na cabeça de um Holden Caulfield trinta anos mais velho. Persistem alguns dos vícios de linguagem do jovem Holden, entretanto filtrados pelo tempo e temperados por uma existência que foi cedendo à lei da gravitação social, fazendo dele o burguês previsível. Há em A Longa Espera uma tensão latente, uma espécie de energia potencial elástica que se acumulou em quem tanto se foi vergando e que faz deste livro uma obra potencialmente menos desencantada e mais explosiva do que o contemplativo e submisso Catcher. A pergunta que o livro coloca, e a que responde no fim, é esta: haverá uma solução de compromisso para Holden, uma bissectriz entre a demência e a acomodação que possa funcionar como um caminho para uma existência feliz? Não é certamente questão para fazer deste livro obra de culto entre a gente de meia-idade, até porque o putativo Salinger usa as ferramentas da literatura e deixa de lado a prosa de auto-ajuda e o seu, em tempos tão comentado, misticismo. Esta é a ressurreição possível para Holden e para Salinger, ensombrada pela dúvida e com uma sugestão de intemporalidade e omnisciência, três características próprias das ressurreições, incluindo a canónica.

 

 

Maio de 2006

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