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OURIQ

Um diário trasladado

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05
Jul13

Homens e mulheres de minha mãe


Eremita

A palavra não está para o escritor como o mármore para o escultor. O mármore do escritor é o tempo e a palavra apenas o seu escopro. Mas eu não sou escritor, faço engenharia de pontes, e nunca antes tive as chamadas ambições literárias, que no meu caso seriam sempre veleidades. Não escrevi poemas na juventude, nunca entrei em concursos de contos, não alimentei correspondência com aquele instinto de quem parasita a intimidade alheia no intuito último de engrandecer a sua imagem póstuma com um acervo epistolográfico que, havendo sorte, algum descendente menos filistino e mais diligente que os demais publicaria, fosse a autoria das minhas pontes reconhecida no país. Na verdade, eu nem cartas escrevi, sou do tempo do correio electrónico; raro foi o dia em que terei enviado uma mensagem privada com mais de quatro frases e as minhas fórmulas de despedida, ainda que variadas e até originais, são sempre abreviadas. Alguma leitura terei. Devorei biografias, convivi com os clássicos e creio que, pelo menos entre engenheiros, encontro-me entre os que mais romances psicológicos terão lido, como o A Educação de Zeno, de Italo Svevo, que apenas menciono para que não haja dúvidas sobre o que entendo por "romance psicológico". Enfim, nunca tendo antes escrito, não deixo por isso de  ser um leitor acima da média; mas duvido sinceramente que isso transpareça nestas palavras e, por vaidade, tratei logo de vos avisar. Enfim, o que me trouxe à escrita não foi a viuvez, mas a lembrança de minha mãe. Podemos começar. 

 

Continua. 

 

PS: entretanto, a escola de condução Ouriquense voltou a roubar-nos a primeira posição no ranking do Google para "ouriquense". Estou triste, mas continuo a ser pela meritocracia.





 

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