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Eremita
A cada trinta gasto um
Não sei que lastro se acumula dia a dia
É como a erosão das noites nas manhãs
A poeira que à tarde se acrescenta ao chão
Veio hoje um desses dias, a prumo no fulcro
Chegam mais pontuais que as regras à mulher
A cada trinta paro e nada, nada faço
Não chega a ser conserto, é só uma afinação
Um modo de ajustar o sonhado ao possível
Bem a salvo do inverso que dá em loucura
Mas nada, nada, nada faço para que fique
O valor corrigido, este saldo aprovado
Ajuste que me anima logo pela manhã
