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OURIQ

Um diário trasladado

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08
Abr11

Dois artistas


Eremita

Acabo de receber o The Istanbul Manifesto. Os manifestos dos artistas costumam ser textos em que se procura compensar a fragilidade da tese com o impacto da performance e a falta de originalidade com revisionismo indulgente. Invejo-lhes o privilégio que é ganhar uma vida de adulto a escrever disparates. Mas há limites. Estes dois senhores, Leonel Moura e Henrique Garcia Pereira,  tiveram uma ideia. A ideia deles ("our idea") é fazer arte que faça arte. Parece que são os primeiros a pensar nisto, pois a única referência histórica que apontam é Duchamp e Duchamp, como sabemos, fazia outra coisa. Duchamp - Moura e Pereira. Keep it simple, but big.

 

Estes dois artistas não iluminam. O que eles fazem é apagar os holofotes que há décadas apontamos à inteligência artificial, deixando apenas um ligado, a incidir sobre o caso particular da arte ex machina. Deve ser uma nova forma de raciocinar. Chamemos-lhe indução por negligência - Induction by neglect or Ouriquense's rebuttal  to the Istambul Manifesto  (in preparation).

 

Estou tão irritado que só sobra tempo para sublinhar esta sequência: "Art is everywhere. Natural life do it. Artificial life do it too." O que é isto?  Cole Porter em Spanglish? A rebelião do corrector do Word? A gramática emergente dos autómatos? Judeu, meu amigo, vamos fazer as pazes. Como posso abdicar da tua amizade perante esta indigente exportação do pensamento criativo burocratizado? Vamos pôr essa tua máquina do movimento perpétuo a funcionar. É uma ideia bonita, artesanato intelectual genuíno, modesto, honesto. Tu fazes com as mãos, na tua oficina, o que estes dois artistas são incapazes de fazer com a imaginação. Ou então alinhamos no jogo e escrevemos uma cena que nos devolverá ao mundo. Deixa ver... Hum... Pursuing the Perpetual Motion Machine: can the aesthetization of unworkable devices rescue the quixotic quest?

 


 

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