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OURIQ

Um diário trasladado

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23
Nov10

A autocitação é um sinal de decadência intelectual


Eremita

O prémio do melhor livro estrangeiro em França foi este ano atribuído ao roman d’idées ambigu et singulièrement riche (segundo Bernard Quiriny, do Magazine littéraire) de Gonçalo M. Tavares, Aprender a rezar na Era da Técnica (2007, quarto da série O Reino), traduzido por Dominique Nedellec para Viviane Hamy, editora fundada em 1990 que tinha já no seu catálogo David Mourão-Ferreira.


(...)


Em 2008, ano em que o livro de Tavares podia ter sido premiado no nosso país, os laureados foram Filomena Marona Beja, Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, por A Cova do Lagarto (Sextante), e Jaime Rocha, Prémio de Ficção do PEN Clube, por Anotação do Mal (Sextante). A caução francesa deve ajudar a corrigir pontaria futura. Da Literatura

Esta pequena última frase de Eduardo Pitta consegue estar errada três vezes, o que é da ordem do episódio bíblico. Primeiro erro: Gonçalo M. Tavares é o escritor mais premiado em Portugal, tendo em conta a sua idade - Prémio Portugal Telecom, Prémio José Saramago, Prémio LER/Millennium BCP, Prémio Branquinho da Fonseca, Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores e o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores; em Portugal, só lhe falta o Camões, o Pessoa e o rumor de que está na lista para o Nobel, mas a institucionalização de Gonçalo M. Tavares só é boa na medida em que é pretexto para Eduardo Lourenço escrever mais uns prefácios. Segundo erro: insinuar que os premiados por instituições portuguesas em 2008 foram más escolhas é potencialmente injusto. Terceiro erro: a acumulação de prémios tende a dizer muito menos sobre a qualidade do premiado  e a qualidade do júri do que geralmente se pensa, se me é permitida a autocitação. Friso ainda que não estou a comentar a qualidade da escrita de Gonçalo M. Tavares, se me é permitida esta outra autocitação.

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