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OURIQ

Um diário trasladado

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12
Set08

...


Eremita

"No seu último álbum ('Night Eternal'), os Moonspell reforçam a vocação gótica. Na faixa 'Scorpian Flower', esta banda portuguesa ensaia a sonoridade característica dos góticos escandinavos: o duelo entre uma voz masculina diabólica e uma voz feminina angelical. Sem medo do fantasma dos insuperáveis 'Theatre of Tragedy', os Moonspell atacaram bem esta fórmula nórdica. E ao regressar à companhia do metal, volto a confirmar uma velha tese: a música clássica e o metal partilham a cadência (os tempos) e a trepidação (as intensidades). A orquestra dos penteadinhos e a banda dos guedelhudos não são dois planetas separados por uma galáxia de colcheias e semibreves. Muitos metaleiros desenvolvem um labor circular barroco; outros preferem a aceleração temporal do Romantismo. Para sentir isto, basta usar um cotonete para retirar os preconceitos dos tímpanos. Henrique Raposo

 

Como terão percebido, está praticamente tudo errado. Os termos, a matéria de facto, a análise, a pertinência, o registo encriptado, aquele tom afectado de quem está convencido de que nos revela algo de novo, só ultrapassado pelas tiradas sobre maternidade de Catarina Furtado aquando de sua gravidez, que levaram alguém a perguntar com acerto: será que a Catarina sabe que já houve mulheres grávidas antes dela?

 

O Ouriquense começa a ter os seus puristas, leitores que se sentem horrorizados com a atenção que dispenso a este jovem escriba. Make no mistake: Raposo é um homem inteligente e até bastante criativo. É certo que  cultiva uma coragem algo absurda, imagina-se o Clint Eastwood da crónica, mas daqui a uns 10 anos deve acalmar e ainda irá a tempo de renegar os textos da sua juventude. Será então um competentíssimo analista de política internacional. Daí o meu fascínio pelo seu universo musical, pois começa a ser óbvio que só aí ele nos abre a porta de um mundo que permanecerá imutável. Ler o que ele  escreve sobre música é como dar com um artigo da Caras em que o pararazzi tivesse involuntariamente vendido o seu auto-retrato. Bem, estou tonto, estive a manhã toda a rachar lenha, talvez volte depois da sesta, mas solto uma máxima. Para que serve uma pátria? Serve para exacerbar sensações. Se não tivesse a que tenho jamais vibraria de um modo tão intenso, tão trepidante, com um texto tão banal. É bom viver em Portugal sobretudo por isto, as coisas sentem-se mais. E o gaspacho de pacote do Pingo Doce também não desmotiva.

 

 

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