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OURIQ

Um diário trasladado

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06
Set08

...


Eremita

 

 

 "The truth is that i miss you and have woken up thinking of you"  

 (September 6, 2008 9:12:00 AM )

 

Se a rapariga (P.) que há muitos anos me falava da Rayuela reaparecesse out of the blue, com uma mensagem literalmente out of Africa (digamos, de Zinder, no Níger) que aterrasse na minha caixa de correio electrónico ao meio-dia em ponto e  fosse breve mas simpática, só me restaria mesmo deixar-me de merdas e começar a ler o livro, já que não há voos de Ourique para o Zinder. Tanto me agrada como me preocupa este novo twist na realidade paralela de Ourique: um elemento concreto travestido de suposição tem um impacto  travestido de sinal cósmico na porção menos fictícia desta existência inventada, que é precisamente quando leio ficção. Isto é trepidante, julgo eu, assim pessoalmente. Mas às vezes fico meio  grogue com este jogo. E faz-me pena a Tatiana, apesar de ainda não a ter seduzido, e também o Igor, embora comece agora a pensar em não o matar.  Mas a entrada de P.  abre inúmeras possibilidades e foi inesperada. Deve ser mais ou menos a isto que os romancistas se referem quando dizem que a certa altura as personagens ganham vida própria. Perdoa-me,  P., mas se me levaste para Zinder sem pedir licença também te posso agora fazer aparecer aqui. Pelo menos ficas livre dos insurgentes tuaregues, que aqui as revoltas estão confinadas à pachorrenta malta da CAP.

 

Senti-me bem por alguém em África ter acordado a pensar em mim, o que é uma péssima sensação para um eremita. E vai de recordar, como um mantra, os últimos dias em Lisboa, aquela semana louca de desespero em que nem por uma vez parei o carro diante de um sinal vermelho. Recordar aquilo para me explicar aqui. Zinder. Como serão os semáforos de Zinder?

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