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OURIQ

Um diário trasladado

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07
Jun10

Valores seguros


Eremita

Vem na capa da Ler:

 

"Quis transgredir os limites da demasiado solenes que ainda existem na literatura portuguesa em relação ao sexo"

Inês Pedrosa

 

Passando ao lado do insondável significado de "limite demasiado solene", que apenas adivinhamos pela redundância que as frases encerram, nomeadamente as frases batidas, o único comportamento eticamente aceitável perante esta borla de Inês Pedrosa é reprimir todos os impulsos para gozar com ela. Limitar-me-ei pois a comprar a revista e  sentir-me peça na engrenagem que a palavra "sexo" faz mover, mas creio que não é preciso ler o romance de Pedrosa para saber que ela só pode estar a mentir. Tal objectivo jamais será cumprido por uma pessoa do sexo, da geração e com os "limites demasiado" burgueses de Inês Pedrosa. Não estamos em França e só com um maluco aquém dos 40 anos é que se chegará à "transgressão" na literatura portuguesa de grande consumo, embora não seja certo que ainda faça alguma falta.

 

Pedrosa parece ser um bom exemplo do problema que pretende solucionar. O problema da literatura portuguesa "em relação ao sexo" não é a falta de transgressão, é a falta de qualidade. No dia em que uma página de um romance português do cânone der tesão, fica tudo resolvido. Philip Roth, por exemplo, consegue fazer isso (Exit Ghost) num diálogo sem referências explícitas a órgãos genitais, erecções portentosas, vaginas luxuriantes, seios voluptuosos ou interjeições libidinosas. Oh yeah.

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