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OURIQ

Um diário trasladado

OURIQ

Um diário trasladado

18
Set20

As "400 mil mortes" na Itália inventadas por um incansável aldrabão


Vasco M. Barreto

Claro que na discussão se omitiu o facto de, na mesma altura, os modelos usados para tomar decisões sobre a gestão da epidemia preverem 400 mil mortos para Itália, ou seja, dez vezes mais que a realidade. Henrique Pereira dos Santos

O que fazer com um viciado na manipulação de dados? É muito frustrante ter perdido tanto tempo com este senhor e perceber que não fez a menor diferença. Mesmo depois de desmascarado, continua a aldrabar à grande. Sobre os 400 mil mortos na Itália, escrevi em tempos isto.

 

 

 

 

 

18
Set20

Um óbvio ululante sobre a corrupção


Vasco M. Barreto

Esta crónica de Susana Peralta não vai incendiar as redes sociais, mas é um dos textos sobre corrupção mais luminosos que se publicaram em Portugal nos últimos tempos. É ainda um texto de enorme pertinência, tendo em conta que casos de grande mediatismo como a operação Marquês colocam a discussão sobre o combate à corrupção sempre nos planos da corrupção da justiça e da judicialização da corrupção. Ponham uma coisa na cabeça: se a corrupção não baixa para níveis escandinavos, não é pela falta de recursos para combater os complexos crimes de colarinho branco, mas pela ausência da cultura e vontade política necessárias. Ficamos deprimidos ao texto de Susana Peralta mostra sobre a visão que Costa tem do problema. E tendo em conta que na calha de sucessão a Costa temos dois homens formatados pela vivência partidária e o país se viciou em arguidos famosos, nada de essencial mudará nos próximos 20 anos por iniciativa dos políticos que nos governam. 

Vamos por partes. A corrupção combate-se em dois momentos. O primeiro é no momento da decisão de atribuir determinado contrato ou de aplicar certo fundo europeu. Esta parte garante-se com transparência, processos claros e participados. Os tribunais entram em jogo no segundo momento, que é posterior à atribuição dos contratos, no caso de haver suspeita de atos ilícitos. As propostas que referi acima estão sobretudo focadas no primeiro momento. Era bom que o Governo percebesse isso. Susana Peralta, Público

 

 

 

 

 

 

18
Set20

Sobre os testes em medicina


Vasco M. Barreto

O artigo que cito a seguir está muito bem escrito. Apenas me pergunto se a população (leia-se: a franja que lê a The New Yorker) precisa de mais ansiedade nesta altura. Em tempos de enorme polarização e aproveitamento ideológico de qualquer brecha, quando, na praça pública, fazemos um reparo que transforma uma reconfortante certeza numa angustiante probabilidade, estamos a educar os cidadãos ou a alimentar a polarização? Já tive uma resposta mais assertiva a esta questão. 

As we stood near the back of the room, the obstetrics resident told me that the laboring woman had undergone some of these more advanced tests. The results had been reassuring, and the team had told the parents that the fetus was most likely normal. But the tests couldn’t say for sure, and neither could we. The neonatal-I.C.U. team was there on standby because, despite our most sophisticated tests, the nature of the child would remain a mystery until the moment of its birth.

In the room, that moment unfolded in stages. First, we glimpsed the child’s head; then the shoulders, then limbs, then a body. The room was strung on a wire as the crowd of nurses and doctors watched the delivery in silence. The obstetrician lifted the newborn free of the birth canal. The cord was clamped and cut, and the newborn opened its mouth, filled its lungs, and cried. The exhausted mother beamed as she held her child in her arms. She didn’t hear what everyone else heard. The cry was not a normal cry. Shrill and plaintive, it sounded like the mewing of a cat. The New Yorker

 

 

17
Set20

Da indignação perpétua


Vasco M. Barreto

Depois de assistir nos últimos dias a uma das campanhas mais hipócritas e demagógicas de que tenho memória, entendo ter chegado o momento de reagir. Vivemos tempos em que a justiça passou a ser feita no Facebook, nas redes sociais e nos media.  Luís Filipe Vieira

Depois de tudo o que já veio a público sobre a relação entre Rui Rangel e Luís Filipe Vieira, a lata do presidente do SLB é desconcertante. Mas vamos lá a saber: foi Costa que pediu a Luís Filipe Vieira que retirasse o seu nome da lista?

 

 

17
Set20

O que acontecerá à gripe este ano?


Vasco M. Barreto

A COVID-19 apanhou-nos já a gripe estava de saída. Uma das maiores curiosidades deste Outono-Inverno é saber se, à boleia das restrições e novos hábitos criados pela COVID-19 e também de uma eventual campanha de vacinação mais eficaz do que é costume, os casos de gripe registarão mínimos históricos. Para os novos estóicos que defendem que os vírus aparecem e desaparecem nas populações segundo uma dinâmica própria, a gripe este ano será como nos anteriores. Para os outros, haverá menos gripe e os números de 2020-21 serão outliers em relação à última década. Na Primavera fazemos as contas.

 

 

17
Set20

"Passar pano"


Eremita

O Valupi está a marimbar-se para a presença de Costa na lista de honra de Luís Filipe Vieira, mas sentiu necessidade de escrever esta propaganda. É um texto que se classifica como um panegírico q.b., coisa só ao alcance de um spin doctor profissional ou de alguém mesmo muito manhoso. Aprendam a branquear ou, como dizem os brasileiros, a "passar pano". Ficou reluzente para quem não estava a encontrar nos jornais aquilo que acredita ser a sua verdade.

 

 

15
Set20

So true


Eremita

Screenshot 2020-09-15 at 09.17.15.png

Amis is uninterested in Hitchens’s political trajectory, which he basically attributes to a “rebel” gene that expresses itself differently according to circumstances, and while this can probably be chalked up to the fact that one is often incurious about curious aspects of one’s own friends – that incuriosity can be part of the seal of a friendship – it seems like something Amis would be quite good at illuminating. New Statesman

 

15
Set20

Os idiotas inúteis


Eremita

O caso é um óbvio tão ululante que, vários dias passados, não apanhei ainda ninguém a dar o nome e a honra por Costa e Medina, nem sequer aqueles contrarians de ocasião que andam por aí em busca de protagonismo; a propósito, aqui em Ourique acusam-me de tal fraqueza, isto é, de pôr o ego à frente das causas com frequência, mas desta vez nem eu explorei a oportunidade de capitalizar na defesa de Costa. Os casos que são óbvios ululantes põem os cronistas em confronto directo: sendo o conteúdo das crónicas comum a todas, porque não há complexidade nem nuance capaz de gerar dissenso, quem consegue a melhor forma? Dos vários textos que li sobre a presença de António Costa (e Fernando Medina) na lista de honra de Luís Filipe Vieira, o melhor – de longe – é o de Rui Tavares e podemos concluir que ter leitura faz a diferença. Mas quando adornamos o argumento com alusões históricas ou literárias, logo surge a acusação de pseudo-intelectualidade ou elitismo da parte daquela malta insegura ou ressentida. E não é certo que a elegância aumente a eficácia do texto, sobretudo naqueles momentos em que mais vale optar pelo curto, grosso e simples.

Operação Lex é um dos episódios mais graves da história da democracia portuguesa. O seu impacto é difícil de estimar. Não só porque atinge a cúpula da Relação de Lisboa – ou seja, envolve a compra de vários juízes de um tribunal superior, algo absolutamente inédito –, mas também porque tem implicações em dezenas, senão centenas de acórdãos, que poderão ter sido forjados, com a consequente denegação de justiça. É neste inconcebível caso que Luís Filipe Vieira está envolvido, neste momento como arguido, e muito em breve como acusado.

Ora, como é possível que António Costa aceite fazer parte da comissão de honra de um homem que daqui a dias vai ser acusado pela justiça de comprar um juiz? Será que não lê jornais? Aos poucos, Costa tem vindo a ultrapassar linhas vermelhas impensáveis há apenas cinco anos, quando a sombra de Sócrates pairava sobre o PS. Esta é mais uma dessas linhas – e das grossas. É certo que Costa está acompanhado de Fernando Medina, que fez em Lisboa a mesma triste figura que Rui Moreira já tinha feito no Porto, ao integrar as listas de Pinto da Costa. E também dos deputados Duarte Pacheco (PSD) e Telmo Correia (CDS). Todos ajudam a descredibilizar a actividade política. Só que um primeiro-ministro é um primeiro-ministro.

Operação Lex deverá produzir a primeira acusação formal da justiça contra Luís Filipe Vieira. Mas nos últimos anos o nome do presidente do Benfica esteve envolvido em inúmeros escândalos: o caso e-toupeira, o caso Mala Ciao, uma alegada burla ao BPN, o buraco de 600 milhões da Promovalor no BES, a estranhíssima reestruturação da dívida da Promovalor já com o Novo Banco, as recentes suspeitas da Doyen, a OPA ilegal sobre as acções da SAD do Benfica, o papel do “rei dos frangos” no meio de tudo isto. A lista poderia continuar.

Luís Filipe Vieira chegou a 2020 no estado em que José Sócrates se encontrava em 2010. São demasiados casos, demasiadas suspeitas comprometedoras, demasiados indícios sólidos e nenhumas boas explicações. Só um idiota – e deixem-me sublinhar a palavra “idiota” – pode achar neste momento que Vieira é um homem impoluto, que está a ser vítima, para usar as suas palavras, de “uma campanha ofensiva e caluniosa”. E se por acaso pensam que estou a chamar idiotas a António Costa, Fernando Medina, Duarte Pacheco ou Telmo Correia, posso garantir que estão enganados. De idiotas eles não têm absolutamente nada. João Miguel Tavares, Público

 

 

 

 

13
Set20

Stung


Eremita

Ando há muitas décadas a pensar num plano para destruir a reputação de Sting, talvez pela primitiva razão de ele um dia ter dito que gostava de vir tocar a Portugal porque as nossas mulheres eram fáceis (já não sei onde li isto, nem se tresli). Mas é impossível não concluir que o homem sempre foi um músico do caraças...

 

 

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