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OURIQ

Um diário trasladado

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Um diário trasladado

04
Abr19

"Grupo de trabalho defende que Censos pergunte origem étnico-racial de cidadãos"


Eremita

Seguem-se os quatro grandes grupos: “Branco/Português branco /De origem europeia”, “Negro/Português Negro/Afrodescendente/De origem africana”, “Asiático/Português de origem asiática/de origem asiática”, “Cigano/ Português cigano/Roma/ De origem cigana”. E, dentro destes, uma diversidade de hipóteses: origem portuguesa, outra europeia ocidental, Europa de Leste, brasileira. Na categoria de negro, pergunta se é de origem de algum dos países africanos de língua oficial portuguesa, timorense ou brasileira. Na asiática se é de origem chinesa, indiana, timorense, goesa, paquistanesa, macaense, bangladesh. Na de cigano se é português cigano ou de origem romena.

Todas as opções permitem a inscrição de uma outra origem não elencada, em resposta aberta, e no final há ainda a hipótese de escolher outro grande grupo não especificado ou se é de origem mista. Esta definição de “categorias compósitas” pretende que o máximo número de pessoas se possa identificar e apresenta várias alternativas quanto à forma como os membros de determinada comunidade se autodenominam, justificam os membros do Grupo de Trabalho. 

A formulação da pergunta não refere explicitamente termos como “raça”, “cor”, “etnicidade”, “ancestralidade”, ou “línguas faladas em casa” para evitar conotações negativas e problemas de rigor científico, justifica o GT. Isto porque as categorias em causa são entendidas como categorias sociais, e não biológicas ou genéticas — algo que deve ser explicado no enunciado, recomenda o GT. Joana Gorjão Henriques, Público

 

Veremos se é desta que começam a recolher estes dados nos censos. É oportuno repescar uma crónica sobre este tema em que se defende de forma convincente a recolha destes dados.

 

04
Abr19

Pub em questão


Eremita

Os anúncios de elevada componente dopaminérgica (jogo e sexo) obrigam-me a ter de ouvir os meus companheiros mais uma vez no próximo sábado. Vamos repensar a estratégia e discutir a opção dos referral banners, que me parece dar algum controlo sobre os anúncios que passam. Voltaremos a ter novidades na segunda-feira. Só espero ter tempo no sábado para discutir também o conceito do post acústico. E espero que os meus companheiros não apareçam de colete reflector à Gilets jaunes.

Entretanto, retirei a publicidade associada à chegada ao blog. A publicidade deverá agora apenas surgir associada a alguns dos links do blog, o que torna as visitas um pouco menos desagradáveis. 

 

04
Abr19

ACÚSTICA


Vasco M. Barreto

Screen Shot 2019-04-20 at 08.01.51.png

ACÚSTICA: qualidade do som dependente da sua frequência. No linguajar comum, a ~ a que se fala corresponde, na verdade, ao volume de som (definido pela amplitude), mas é de recordar o famoso "high-pitch" das gaiatas e mulheres americanas, que funde a definição técnica com a popular . 2. Astronomia: o ângulo (de 0 a 90 graus) que a direcção com que vemos o astro faz com o plano do horizonte, medido no sentido horário. Pode ser determinada com um astrolábio quando a expressão the sky is the limit nos parece algo vaga. . 3. Estatura: é a ~ do indivíduo, medida do chão ao cume da cabeça, quando na posição erecta, de preferência sem sapatos nem excessiva cumplicidade com o funcionário do Arquivo de Identificação Civil, e ignorando os cabelos dos que ainda os têm. Admite a variante estatura moral, cuja unidade é o "escrúpulo", não homologada pelo S.I., talvez devido à sua raridade. 4. ~ barométrica: ~ de um lugar acima do nível do mar, válida ainda para Ducados e Condados. 5. Mundo Transcendental: a melhor ~ é sempre a de ficar calado, e é por isso que Deus (nas ~s) não tem feito outra coisa desde o famoso sétimo dia.

03
Abr19

Apontamento de um editor


Eremita

Ter vindo para Ourique obrigou-me a aceitar trabalho que noutras cirscunstâncias recusaria, como a edição de manuscritos científicos. Mas ao longo dos anos tenho aprendido a retirar algum prazer desta actividade. Há a sensação trivial e frequente do dever cumprido (cada vez que envio um manuscrito editado para uma empresa). Mas por vezes, não sempre,  sinto-me invadido pela ilusão de que, a uma escala pequeníssima, trouxe alguma ordem ao mundo. Curiosamente, o anonimato parece potenciar esta sensação, como se se tratasse de um acto de altruísmo enobrecido pela recusa do reconhecimento ou um daqueles gestos de perfeccionismo intrínseco, como o do relojoeiro que decora a engrenagem de um relógio que jamais será vista, quando na verdade sou uma das partes de uma transacção comercial e o meu trabalho é controlado por alguém da empresa que me contratou como freelancer. OK, back to the outbreak of paragonimiasis in Japan.

02
Abr19

Como parar o lobby das medicinas alternativas?


Vasco M. Barreto

Screen Shot 2019-04-02 at 11.42.48.png

Fonte

Com a ajuda da Organização Mundial de Saúde, dos nossos partidos, da RTP e da indiferença da população, o lobby dos aldrabões das medicinas alternativas continua a vencer. No Prós e Contras de ontem, voltou a acontecer o que sempre acontece nestes debates: quem tem toda a razão e sensatez do seu lado perde. David Marçal e João Júlio Cerqueira são inteligentes e informados, mas pouco importa a qualidade argumentativa e preparação de quem critica as medicinas alternativas. A derrota pode ser declarada mesmo antes da primeira intervenção, porque quando se dá palco a uma corja de aldrabões o público fica com a impressão de que eles estão ao nível dos médicos e dos cientistas. Não estão, trata-se de uma equivalência tão falsa como pôr astrólogos (outro lobby de aldrabões) a discutir com astrónomos. Mas até esta simples constatação é contraproducente, porque soa arrogante. Os aldrabões enredaram-nos num catch 22. Parece até que temos de ser cordiais e evitar descrevê-los como aldrabões. 
 
É impossível convencer quem já teve uma experiência positiva com as medicinas alternativas de que não há nexo de causalidade (além de um eventual efeito placebo) entre a intervenção a que foi sujeito e a cura. Estas pessoas passam a funcionar como autênticos convertidos, mais fervorosos e empreendedores do que uma testemunha de Jeová na promoção das agulhas, mezinhas e comprimidos de coisa nenhuma, animados pela sua experiência e a desconfiança de raiz conspirativa que os põe contra as farmacêuticas e a medicina convencional. É também praticamente impossível convencer os indecisos. Estes estão predispostos a acusar os cientistas de cientismo, são presa fácil da pseudociência dos aldrabões, não percebem como se gera consenso na ciência, nem como funcionam as publicações científicas, e até vêem a aceitação das medicinas alternativas como um exemplo virtuoso de multiculturalismo (basta ler as propostas do Bloco de Esquerda). Não sei sinceramente o que fazer, mas com debates não vamos conseguir reverter o mal entretanto feito.
 
A nossa República branqueou as medicinas alternativas ao legitimar cursinhos e certificações da treta. Neste momento, não só temos aldrabões a formar futuros aldrabões, algo que antes só acontecia em estabelecimentos prisionais, como temos aldrabões encartados com vontade de ir ao pote do Serviço Nacional de Saúde. Que esquizofrenia republicana é esta que faz com que um país defenda políticas e medicina com base na evidência, mas também a homeopatia, que não tem qualquer hipótese de funcionar segundo as leis da Física e da Química, mais não sendo do que uma teatralização da intervenção médica? E que autoridade resta a um Estado cúmplice desta aldrabice? 
 
Não é com debates que vamos a tempo de reverter o mal entretanto feito. Os aldrabões ficam mais fortes a cada novo debate e vão-se propagando como vampiros. Do que precisamos é de uma mobilização geral contra esta gente. A luta não é para ser travada apenas pela Ordem dos Médicos. É para ser travada por todos: todas as corporações que se guiam pela evidência, dos engenheiros aos biólogos, todas as associações que se interessam pela promoção e preservação do conhecimento, todos os cidadãos que querem viver numa sociedade que respeita a verdade. Esta luta precisa também de bom jornalismo de investigação, não do habitual Pôncio Pilatos que se lembra de moderar mais um debate sobre o tema. Encontrem casos em que a acupunctura correu mal, casos em que a naturopatia e homeopatia foram perdas de tempo que atrasaram intervenções médicas que poderiam ter salvo vidas, o raríssimo caso do aldrabão que tem vontade de desabafar porque algum problema de consciência lhe tira o sono. Precisamos de histórias pois os números não têm chegado para mudar as opiniões. Não façam é a enésima reportagem neutra com depoimentos de um homeopata e um médico, nem vão à procura do médico que adoptou as medicinas alternativas, sobretudo se não frisarem que se trata de uma excelente oportunidade de negócio. É preciso criar uma cultura em que as pessoas terão vergonha de dizer que foram ao homeopata ou que são homeopatas. Chega de cordialidade. 
 
Sabemos qual o contributo das medicinas alternativas para o bolso de quem as pratica. E para a humanidade, quais foram os contributos da acupunctura, homeopatia e naturopatia? Num programa de entretenimento que antecedeu o Prós e Contras, uma das perguntas era sobre a varíola, uma doença terrível que poderá ter provocado cerca de 500 milhões de mortes e conseguimos erradicar devido à ciência e a práticas de saúde pública baseadas na evidência. Ver logo a seguir um trio de charlatões com muitos minutos de propaganda pagos pelo contribuinte foi absolutamente revoltante. 
01
Abr19

AMAZONAS


Vasco M. Barreto

Screen Shot 2019-04-20 at 08.01.51.png

AMAZONAS (do Lat. amazon < Gr. amázon: a, sem + mazós, seio) 1. Lendárias mulheres guerreiras que mutilavam o seio direito para melhor manejar o arco, facto que torna enigmático o destino que davam às canhotas. Viviam num reino só de mulherese e não há relatos de partenogénese, o que terá levantado problemas de renovação intergeracional e posto em causa a sustentabilidade da segurança social. Consta que as Amazonas acasalavam com homens de outras tribos e depois guardavam apenas as meninas. O esquema talvez lhes trouxesse as vantagens do vigor híbrido, mas só se cada tribo ficasse de pousio durante pelo menos uma geração, caso contrário a mana Amazonas podia, sem querer, acasalar com o mano dela apartado à nascença (vide endogamia e Habsburgos ). A lenda das Amazonas é particularmente apreciada entre feministas e lésbicas, servindo de inspiração a uma iconografia  quasi-erótica onde é patente que as guerreiras entretanto terão desenvolvido uma técnica de tiro com arco menos invasiva do que a original (ver foto) 2. Megalomania fálica Após o abandono do projecto da "Transamazónica", uma longa faixa de alcatrão penetrando a densa e frondosa floresta, só uma benévola explicação psicanalítica salva agora os seus responsáveis (ver também coitus interruptus) 3. Amazonas (rio): O mais caudaloso rio do mundo foi assim baptizado por Francisco Orelhana, porque ao descê-lo, em 1541, encontrou uma tribo de mulheres guerreiras cujos seios, na azáfama da batalha, não chegou a ter tempo de contar. Sendo duro de ouvido, Orelhana (ver hereditariedade) julgou que os indígenas logo adoptaram o seu nome, quando na verdade o nome Tupi do rio é "amassunu", para "ruído das águas". Por seu turno, os índios cedo se deram conta da tremenda falta de jeito que os espanhóis revelam para línguas, pelo que lhes pareceu que ao dizer ~ Orelhana estava a adoptar a toponímia local. Esta história prova que o multiculturalismo funciona sobretudo quando dois equívocos se complementam. O problema actual do multiculturalismo é que o número de equívocos aumentou e tende a ser ímpar.

 

 

... )

 

01
Abr19

Bach (Variações Goldberg) por Jean Rondeau


Eremita

0:07 Aria 4:39 Variation 1 6:56 Variation 2 8:29 Variation 3 10:33 Variation 4 11:59 Variation 5 13:59 Variation 6 15:34 Variation 7 17:28 Variation 8 20:48 Variation 9 23:02 Variation 10 25:13 Variation 11 27:52 Variation 12 31:39 Variation 13 37:54 Variation 14 40:21 Variation 15 45:49 Variation 16 49:06 Variation 17 52:21 Variation 18 53:41 Variation 19 54:53 Variation 20 57:35 Variation 21 1:00:13 Variation 22 1:02:00 Variation 23 1:05:06 Variation 24 1:08:17 Variation 25 1:16:28 Variation 26 1:19:01 Variation 27 1:22:04 Variation 28 1:24:08 Variation 29 1:26:29 Variation 30 1:29:27 Aria

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