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OURIQ

Um diário trasladado

OURIQ

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31
Mar19

Podcasts


Eremita

[Actualização permanente]

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Fonte

Estes são os podcasts que costumo ouvir (a ordem é alfabética). Os imperdíveis estão assinalados com um marcador laranja. A 27.3.2019 publiquei uma lista de 50 podcasts, entretanto enriquecida por sugestões de alguns leitores (que ficam associados ao podcast sugerido). A fotografia mostra David Plotz (a cores) e a restante equipa do Political Gabfest, para mim − mas não deve ser excentricidade − o melhor podcast sobre política norte-americana. Se conhecerem mais alguns podcasts que se encaixem nestes, segundo o princípio I'll be as progressive as I can possibly be, as long as I don't have to try too much (Loo Reed), usem a caixa de comentários e eu depois farei o resto (se gostar da sugestão). Estou particularmente interessado em podcasts espanhóis e italianos, mundos que desconheço. Quando ultrapassarmos os 100 introduzirei uma organização temática. Conto também associar um parágrafo de comentário a cada podcast. Depois haverá uma sondagem. A seguir venderei rifas. E assim sucessivamente. 

Este post é uma capitulação. Cedi aos apelos do capital e da sociedade de consumo. Os links têm publicidade e - num mês bom - conto ganhar $1 com a estratégia que montei, o que traz a comicidade a esta pequena tragédia. Para preservar alguma auto-estima, não farei publicidade com links para páginas sem dimensão comercial imediata (como blogs sem publicidade). Também não terei publicidade em links sobre causas humanitárias. Ganhos eventuais em links para o Observador serão investidos em literatura esquerdalha para as minhas filhas.

 

Art of Manliness

Audio Long Reads (Guardian)

The Ben Shapiro Show

Bloco Central

Bookworm (sugerido por popkin)

The Book Review

Les Chemins de la Philosophie

Comissão Política

Conan O'Brien Needs a Friend

Conversations with Tyler (sugerido por popkin)

Culture Gabfest

Les Chemins de la Philosophie

Discovery (BBC)

The Documentary (BBC)

Durma com Essa (sugerido por Joãoc)

Entitled Opinions

The Ezra Klein Show

Foro de Teresina (sugerido por Joãoc)

O Esplendor de Portugal

The Economist

Fan's Notes (sugerido por andré)

Fresh Air

The Gist

Governo Sombra

The Guilty Feminist

Hardcore History

Hi-Phi Nation (sugerido por Joãoc)

The Infinite Monkey Cage

La Méthode Scientifique

L'Esprit Public

In Our Time

Guys we Fucked

The Joe Rogan Experience

The Jordan B. Peterson Podcast

Lexicon Valley

Making Sense

Mindscape

The Moth

Perguntar não Ofende

Philosophy Bites

Philosophize This

Political Gabfest 

Portal Flamenco

Public Lectures & Events (LSE)

Quem Nunca?

Radiolab

Rationally Speaking (sugerido por popkin)

Répliques

Revisionist History

Savage Love

Seriously (BBC)

Slow Burn

Stuff You Should Know

Sunday Baroque Conversations

Talking Politics

This American Life

The Weeds (Vox) (sugerido por Joãoc)

Very Bab Wizards (sugerido por popkin)

WTF

45 graus (sugerido por andré)

 

 

 

 

31
Mar19

MOV5.7: se conduzir, não funde movimentos


Eremita

Screen Shot 2019-04-01 at 102505.png

[Publicado a 25.3.2019;  actualizado a 31.3.2019]

Pacheco Pereira envelheceu mal: não fosse uma Aula Magna ou esta generosa referência e a sua irrelevância resumir-se-ia à de “figura que em tempos foi conhecida não se sabe bem porquê e que agora vende Fá Fresh em anúncios televisivos”. Vitor Cunha, cofundador do Mov5.7

O Mov5.7 tem pessoas capazes, mas também alberga uns cínicos cuja valia para o movimento é um mistério. O que anda lá a fazer Alberto Gonçalves, por exemplo, um tipo cujo talento é escrever sempre a mesma crónica a bater nos socialistas e nos adeptos da política identitária? E Vitor Cunha, o blasfemo de prosa masturbatória que se deve imaginar como o Chuck Palahniuk da teoria política à portuguesa, que papel cumpre? O Vitor fundou um movimento mas nem sequer consegue dizer o que o movimento é, preferindo o exercício pela negativa. Não se esperando outra coisa de quem se define pela reacção contra a esquerda, da leitura do texto só se aprende que ele está numa ego trip. O Mov5.7 ainda não fez nada, mas este homem anda tão embriagado que  trata o principal (o único?) intelectual público do país com a sobranceria de um alucinado.*

 

ADENDA a 31.3.2019. Já sóbrio, mas provavelmente ainda diminuído pela ressaca, Vitor Cunha explicou-se finalmente. Sabem qual é a grande ideia? Retirar o poder à esquerda passa por "criar corpo cultural". Percebe-se que a aliteração expurgada do artigo indefinido foi pensada não só para soar bem, mas para funcionar como uma linha de código que porá em movimento uma nova geração de iludidos. No Blasfémias, o Cunha escreve de forma atrevida e juvenil. Na imprensa, é um intelectual cheio de gravitas. Portugal encontrou o seu Antonio Gramsci invertido. Em rigor, há sempre um gajo destes na direita a sonhar com uma Spectator portuguesa como se fosse o primeiro, incapaz de aceitar a realidade crua que condenou a revista K a acabar ao fim de 3 anos. Estamos pois perante uma fé inabalável e transmissível. Por mim, bem podem surfar ilusões por convição ou até simplesmente tratar da vidinha e ganhar uns cobres na criação de corpo cultural. Podem até fazer o corpo cheio de curvas sinuosas e apelativas - ou musculado e com pilosidade q.b., pois eu sou um pobre coitado que bebeu nas tetas túrgidas do corpo cultural da esquerda e sinto-me obrigado a usar a linguagem e o pensamento inclusivos. Deixem-me apenas contar-vos a história de uma conversão. Quando trabalhei nos Estados Unidos, conheci uma aluna russa com uma inteligência e capacidade de trabalho invulgares que, por algum motivo, começou a ler Ayn Rand. O Objectivismo subiu-lhe então à cabeça, tornando-a progressivamente mais antissocial e bizarra. Ainda acabou o doutoramento, mas incompatibilizada com toda a gente, vindo a perder-se por aí. Cuidado com os corpos culturais criados convictamente ou calculados. 

*  Este comentário não teria sido publicado aqui se me deixassem comentar no Blasfémias, mas aparentemente fui tão chato que passei a ser censurado pelo "liberal" Vitor Cunha. Imaginem o que este tipo faria se tivesse algum poder...

30
Mar19

Biblioteca Universal


Eremita

Actualização permanente

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Fonte

Jamais revelarei o número de livros da minha biblioteca ou tirarei fotografias às minhas lombadas. As grandes bibliotecas, como sabemos, começam por ser herdadas. Foi assim com Pacheco Pereira, por exemplo, que teve depois o mérito de a aumentar, organizar e divulgar. Há muito exibicionismo na divulgação do tamanho de uma biblioteca pessoal, como quando o viril Vasco Graça Moura se referiu aos seus "500 metros lineares". O cuidado em mencionar que o metro é linear, por oposição a um eventual metro encaracolado, só reforça o paralelismo com o exibicionista de pénis erecto, pois a erecção, apesar da diversidade anatómica que se encontra na nossa espécie, tende para a linearidade. A minha biblioteca é pequena e prometo abandonar o paralelo óbvio e juvenil que me vem entretendo, mas também o tamanho das bibliotecas conta, inclusive o das secções de teologia. Como não prevejo grande folga orçamental para investir na minha biblioteca, passei a alimentar uma ambição de remediados: montar uma boa biblioteca digital. 

Quem leia em inglês - e são cada vez mais  - tem hoje gratuitamente à sua disposição pdfs de quase todas as grandes obras da humanidade. Mesmo obras recentes que ainda não caíram no domínio público podem por vezes ser encontradas. Não partilharei as várias obras deste tipo que fui coleccionando porque seria um incentivo à pirataria, mas não resisto a fazê-lo, só parar dar um exemplo, com um livro de 2006 do filósofo Slavoj Žižek, que deve estar bem na vida. Ao longo do fim-de-semana irei acrescentando alguns links. Antes de chegar aos 100 volumes, a organização será alfabética e depois tratarei de introduzir uma organização temática ou cronológica. Será um trabalho de longo curso. Darei preferência a links para edições na língua original se as línguas forem o castelhano, o francês, o inglês e o português, e a preferências nas traduções será para aquelas em inglês. Não haverá publicidade nestes links.

Confissões, de Santo Agostinho

Obras completas de Freud

Suma Teológica, Tomás de Aquino

O Tempo e o Vento parte I, O ContInente vols. I e II, de Erico Veríssimo

...

29
Mar19

Um país de castas, como a Inglaterra


Eremita

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OCDE, via El País, via crónica de Nuno Garoupa no Público

 

O gráfico mostra a diferença salarial entre filhos de pais com curso superior e filhos de pais sem curso superior. Em Portugal, os primeiros ganham 67-68% mais do que ganham os segundos. Onde está o elevador social? Onde está o socialismo que o Mov5.7 tanto teme? Na Europa, só a Inglaterra nos faz sombra, o que deve ser um motivo de orgulho para os muitos anglofílicos (sim, é uma doença) que existem por aí. Quando vamos admitir o óbvio? Este problema não se discute ou qualquer discussão é imediatamente neutralizada porque quem domina os media, as corporações, as universidades, os partidos e o governo pertence às castas. Devemos até admitir que, se alguém das castas der a entender que pretende discutir o problema, poderá ser apenas bluff consciente ou inconsciente. Só as redes sociais poderão manter o assunto na agenda. Que sirvam finalmente para alguma coisa...

 

 

29
Mar19

Ourik


Eremita

Grandes novidades para segunda-feira

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Paul Newman em Cool Hand Luke

O último post só ainda rendeu $0,012, mas o organigrama do Ouriquense estremeceu como não se via desde o Primeiro Grande Plenário (a 13 de Maio de 2018). Vamos reunir de novo no sábado e prevejo anunciar grandes mudanças na segunda. Iremos discutir as seguintes questões:

1. Além de megalómana, anacrónica e profundamente ridícula, a mais recente tentação de um dia ganhar dinheiro com o blog será a perdição do Ouriquense  que o condenará a uma morte por asfixia no vómito da corrupção moral? Como todos sabemos, trata-se de um vómito verde com fauna própria e bolhas de formação lenta. Ou será que a necessidade de assegurar tráfego revitalizará o blog e me permitirá concluir os vários rascunhos seriados entretanto iniciados?

2. O bilinguismo, que dito assim soa a categoria do Pornhub, mas infelizmente descreve apenas um blog com posts em inglês e português, seria uma mais-valia para o Ouriquense?

3. Admitindo uma resposta positiva à pergunta anterior, vale a pena mudar o nome do blog para "Ourik", tendo em conta a desadequação de "ouriquense" à anglofonia? Se sim, haverá variações mais felizes? Ourik, Ouriq, Ourik!, Ouriq!, Ourika! ?

4. Como chegar às 1000 visitas diárias? Vale a pena pensar numa grelha semanal de posts pré-escritos que assegurem o tráfego?

5. Podemos violar a proibição não-escrita que nos impede de apagar e reciclar posts antigos para assim alimentar durante uns bons meses um Ouriquense com 3 posts diários e conseguir alguma fidelização? 

6. Além dos temas de micro-nicho, deverá o Ouriquense lançar-se nos posts para turistas, na avaliação de produtos para massas, nas fotos sexualmente apelativas e na curadoria semanal dos melhores textos e programas? 

7. Tendo em vista a preservação da harmomia familiar, seria ético não mostrar mulheres despidas e concentrar-me antes em homens, numa série cujo refrão seria  "homoeroticism for all"?

8. Podemos transformar a série Lições da planície em posts de auto-ajuda e life coaching? E como chegar ao lifestyling?

9. Fausto Gomes deverá dar indicações de votos nas eleições e fazer campanha?

10. Como chegar aos jovens? 

10. Em suma, será viável um registo híbrido com os posts habituais para os 100 do costume e novos conteúdos para os 1000 que pretendemos atrair sem que pareçam conteúdos  forçados mas textos que tive vontade de escrever?

 

26
Mar19

O nepotismo do governo PS e a incapacidade dos jornalistas


Eremita

Infografia para jornalistas

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Imagem adaptada da Wikipedia

Já se percebeu que o PS vai ser cozinhado em lume brando por causa dos vários casos de nepotismo assistido. Como não restam outros trunfos à oposição, vamos andar nisto muitos meses. Mas se é assim, vale a pena fazer a coisa bem feita. Como não é possível reiterar a infografia com as relações de parentesco entre os membros do governo todas as semanas, como continuar a alimentar esta fogueira? É preciso trabalhar os dados. Há muita literatura técnica sobre relações de parentesco e poder, abarcando um espectro que vai das comunidades de chimpanzés à actual composição da Casa Branca. Há fórmulas matemáticas que podem ser usadas. Há antropólogos e primatologistas com barbas impressionantes, de braços cruzados diante de um fundo de lombadas e prontos para testemunhos suculentos. Distribuindo-se no tempo e no espaço, há centenas de governos que podem ser comparados quanto ao grau de nepotismo (assistido ou não), o que nos daria a infografia que realmente urge. Mas tudo isto dá trabalho e as redacções estão no estado miserável que se conhece. 

 

25
Mar19

Falemos de cortiça


Eremita

Pitch dialéctico

 

Kosinski: Quer escrever sobre uma casca de árvore? Entende o meu receio?

Eu: O seu receio só reforça a minha vontade de vos esclarecer.

Kosinski: Não tem nada mais actual? Houve "me too" em Portugal? Há terrorismo? 

Eu: As mulheres que trabalham no arranque da cortiça ganham menos.

Kosinsi: Não chega. Há assédio sexual?

Eu: Imagino que haja, mas não tenho elementos concretos. Eu vejo a cortiça como...

Kosinski: Escute. Ponha-se no meu lugar. Tenho um sírio que me propõe uma ode trágico-cómica à broca do dentista, por ser o único som que o distraía do barulho das bombas. Top that...

Eu: Sustentabilidade, vale? Já pensou na imoralidade da rolha de plástico?

Kosinski: A rolha de plástico é imoral?

Eu: O seu uso é imoral. Destruirá o montado e os oceanos. 

Kosinski: Já fez a matemática? Soa a demasiado vinho...

Eu: Tenho os números.

Continua

 

 

22
Mar19

Neblima sobre a demissão de Pedro Santos Guerreiro


Eremita

Pedro Santos Guerreiro deixa de ser o director do Expresso, por decisão tomada entra a administração do Grupo Impresa e o próprio. O director-geral de Informação da Impresa, Ricardo Costa, assume a direcção do Expresso de forma “interina e temporária”.

A notícia vem na sequência do pedido de demissão formulado por Vítor Matos, editor de Política daquele semanário, que contestou o facto de uma recente edição da newsletter  ter aparecido assinada por si, quando  - por esquecimento seu -  tivera de ser redigida por outros elementos da redacção.  

Segundo o Público, que aqui citamos, Pedro Santos Guerreiro disse que “não foi esse episódio que motivou a sua saída”, mas que quis abandonar o cargo porque “deixou de sentir o apoio da redacção”. Clube de Imprensa

Quando a notícia é o jornalista, o jornalismo torna-se críptico. Jerónimo de Sousa acharia esta regra pateta e diria muito simplesmente:  "em casa de ferreiro, espeto de pau". Neste momento, há por aí notícias que nos dizem que Pedro Santos Geurreiro (PSG) foi demitido e outras que dizem que ele se demitiu. É possível que ambas as notícias estejam correctas, sendo de admitir o cenário em que, pressentindo o veredicto do grande chefe, PSG tenta antecipar-se e diz que se demite exactamente no mesmo momento em que é demitido. Também é verdade que sabemos agora que no Expresso de PSG houve pelo menos um episódio em que o jornalista que assinou a notícia não a escreveu. Isto é muito relevante. Quantas vezes esta prática se repetiu para que as páginas ficassem bem compostinhas? Não sabemos. Mas o mais frustrante é que, segundo PSG, "não foi esse episódio que motivou a sua saída". Então foi que "episódio"? Alguma vez se saberá? PSG vai explicar-se na sua próxima coluna do Expresso com uns trocadilhos e umas aliterações, naquele estilo tiki-taka da prosa travadinha de frase curta mas tão a rebentar de pathos que ao segundo parágrafo começamos a ouvir na cabeça uma banda sonora pastosa e épica? Ou estará o caso arrumado?  Se PSG não quer alimentar os boatos sobre os Panama papers e o Expresso que tanto despreza, é bom que se explique.  

21
Mar19

“Never tell a lie when you can bullshit your way through”


Eremita

Mesquita Nunes, defendendo a carreira profissional fora da política, diz que "tem de haver espaço nos partidos para quem tem vida profissional”, como se quem o escolheu para a Galp não tivesse tido em consideração o seu percurso políitico, incluindo o brilhante futuro político de que todos falam. A Pedro Nuno Santos coube dizer que a mulher "não merece ser menorizada no seu percurso profissional" por causa dele, pelo que ter ido para o Governo (como chefe de gabinte do amigo Duarte Cordeiro) é natural. Destas afirmações podemos concluir que a promiscuidade entre a política e os negócios, bem como o compadrio e nepotismo sob o manto da "confiança política", estão para durar pelo menos uns bons 30 anos, que é o período de vida activa que Mesquita Nunes e Nuno Santos têm pela frente. 

 

Sócrates, por ser um caso extremo, habituou-nos mal. Os políticos não tendem a ser tão mentirosos como o ex-PM, pois geralmente chega-lhes a arte da tanga. As duas recentes afirmações da nata política da minha geração são apenas isso, duas grandes tangas. Mas a tanga é muito mais difícil de combater do que a mentira. Deixo-vos com duas passagens de um livrinho que fez muito sucesso há uns anos e se lê em menos de uma hora: On Bullshit, de Harry Franfurt:

The liar is inescapably concerned with truth-values. In order to invent a lie at all, he must think he knows what is true. And in order to invent an effective lie, he must design his falsehood under the guidance of that truth. On the other hand, a person who undertakes to bullshit his way through has much more freedom. His focus is panoramic rather than particular. He does not limit himself to inserting a certain falsehood at a specific point, and thus he is not constrained by the truths surrounding that point or intersecting it. He is prepared to fake the context as well, so far as need requires. This freedom from the constraints to which the liar must submit does not necessarily mean, of course, that his task is easier than the task of the liar. But the mode of creativity upon which it relies is less analytical and less deliberative than that which is mobilized in lying. (...)

What bullshit essentially misrepresents is neither the state of affairs to which it refers nor the beliefs of the speaker concerning that state of affairs. Those are what lies misrepresent, by virtue of being false. Since bullshit need not be false, it differs from lies in its misrepresentational intent. The bullshitter may not deceive us, or even intend to do so, either about the facts or about what he takes the facts to be. What he does necessarily attempt to deceive us about is his enterprise. His only indispensably distinctive characteristic is that in a certain way he misrepresents what he is up to.

 

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