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OURIQ

Um diário trasladado

OURIQ

Um diário trasladado

26
Nov18

Até 2019


Eremita

Aproxima-se um final de ano particulamente intenso e não terei tempo para o blog. Prefiro anunciar uma pausa para voltar ao Ouriquense em 2019 com entusiasmo renovado. Prevejo uma nova série: Esperança Imobiliária, em que darei conta da evolução dos trabalhos de recuperação do monte. 

24
Nov18

Identidade


Eremita

Bibliografia gratuita [em construção]

Metacanhotismo

A série Canhotismo: a Coligação das Minorias ou simplesmente A Coligação das Minorias ou ainda A Educação de um Revolucionário (talvez um subtítulo) ou Julião: um Percurso Político, enfim, esta coisa será sobre a política identitária. A ideia pareceu-me boa e não podia ser mais actual: um canhoto megalómano faz do canhotismo uma identidade e ataca o poder pela via democrática coligando todas as minorias esquecidas. Cheguei aqui pela vontade de escrever sobre a biologia do canhotismo sem repetir o que já se encontra na literatura estrangeira, tendo ainda presente que muita divulgação científica é  aborrecida e irritante por se basear no pressuposto pateta de que a ciência é interessante. A sátira política pareceu-me um exercício útil, em parte por tornar mais difícil a divulgação científica - ainda não descobri a fórmula para o fazer de modo orgânico, mas talvez passe pelo estratagema usado por Coetzee no romance Elisabeth Costello. A outra dificuldade é: como ir além da caricatura óbvia a que a interseccionalidade e a última regurgitação de Foucault se prestam? Como ter sempre presente que um cromo como o blasfemo Vitor Cunha não poderá nunca ser o narrador, mas merece ser uma personagem? Não faço ideia, para ser franco. Entretanto, tenho acumulado leituras, links e pdfs. Continuo surpreendido com a facilidade de acesso à melhor e mais actual informação. É verdade que algumas vias serão ilegais e uma discussão sobre a ética do leitor levar-nos-ia por caminhos tortuosos, mas não deixa de me surpreender que em segundos consiga aceder sem qualquer custo a um artigo do Fukuyama, à útlima diatribe de John Gray contra Fukuyama e até ao pdf de um livro do conceituado Kwame Anthony Appiah publicado em 2005 e que certamente não passou ainda para o domínio público. 

23
Nov18

"O Púlpito dos Charlatães"


Eremita

O que descobrimos quando frequentamos esta vasta bibliografia é que a questão animal, nas suas mais variadas dimensões (morais, antropológicas, legais, etc.), incluindo a questão maior de saber se eles podem e devem ser sujeitos de direito, está presente nos grandes obras de filosofia, desde Aristóteles a Heidegger, de Derrida e Martha Nussbaum. Está longe, portanto, de ser uma questão exclusiva do nosso tempo. Daí que seja chocante ouvir pessoas que são chamadas a falar sobre o assunto porque lhes é conferida, por qualquer razão, autoridade para tal, mas discorrem sobre ele com a maior das ignorâncias. Neste último Pros e Contras destacou-se neste exercício de desinformação e de ignorância um aficionado chamado Luís Capucha, imbuído de filosofia das Lezírias que nem dá para comentar neste espaço. Mas vale a pena revisitar um dos seus argumentos, o de que regime nazi foi muito amigo dos animais e fez legislação que o comprova, para dizer que esse mito com origem na propaganda ( “O nosso Führer ama os animais”) já foi longamente desmentido, em primeiro lugar por Victor Klemperer, o autor de LQI. A Linguagem do III Reich. E, no início dos anos 90, em França, Luc Ferry publicou um livro onde transmitia essa mensagem (e onde traduzia documentos da legislação nazi) que foi muito contestado e deu origem a uma enorme polémica. Ora, o que se passa entre nós é que alguém (na circunstância, um professor universitário de Sociologia) pode dar-se ao luxo de fazer afirmações na televisão como se fossem verdades irrefutáveis, desconhecendo ou fazendo que desconhece a contestação e a polémica que elas suscitaram. Este dispositivo retórico, propagandístico e inimigo do saber e da ciência porque é usado com fins exclusivamente ideológicos é o do discurso político, em relação ao qual já criámos muitas defesas, mas não pode ser a regra numa discussão na televisão pública, sobre um assunto sério, para o qual se convida, para o debate, “especialistas”, gente a quem se confere uma qualquer autoridade. O sociólogo, o aficionado, o propagandista e o inimigo do saber, tudo na mesma pessoa, só na televisão é que é possível. António Guerreiro, serviço Público

18
Nov18

As entrevistas a Jordan Peterson


Eremita

Perguntava se o casal tem de ser heterossexual? 
Não sei. Há pessoas que são criadas pela avó e pela mãe. Por isso, não estou preocupado com isso em termos psicológicos. Não há estudos de confiança que olhem para o efeito nas crianças das famílias de casais do mesmo sexo. O problema são as famílias monoparentais, porque é esmagador para esses pais, pois têm de trabalhar 40 horas por semana e cuidar dos filhos. Bárbara  Entrevista de Bárbara Wong a Jordan Peterson, Público

A entrevista mais famosa a Jordan Peterson, que reforçou a sua glória, foi feita pela jornalista Cathy Newman. Newman esforçou-se por arrancar de Peterson uma resposta misógina, homofóbica, reaccionária, sem o conseguir. As respostas do canadiano foram sempre sensatas, mas a rotina em que uma entrevistadora tenta forçar a caricatura de Peterson como um inimigo do feminismo e de conquistas sociais recentes repete-se um pouco por todo o mundo. É um serviço que lhe prestam.

 

Adenda: no Público, Ana Sá Lopes faz a crítica habitual a Peterson ao referir que o homem só diz banalidades. Intelectuais de fama planetária quase instantânea como Jordan Peterson ou Yuval Harari não podem dizer outra coisa senão banalidades. Mais interessante seria tentar perceber por que motivo são eles e não outros a conquistar o direito a dizer as banalidades do momento. No caso de Peterson, a forma é seguramente tão importante como o conteúdo. 

18
Nov18

Este Natal ofereça!


Eremita

A L. escreveu um livro com desenhos muito bonitos sobre o Pessoa, um rafeiro que viveu com ela 16 anos e eu ainda cheguei a conhecer e passear quando o cão já era velhinho e um pouco mouco. Não é um livro infantil, antes uma prenda ideal para quem aprofundou uma relação com qualquer animal de estimação de um espectro zoológico que vai do peixinho vermelho aos grandes símios. Ou então, pegando na espuma dos dias com um q.b. de demagogia: eis finalmente uma declaração de amor a um cão de alguém que não gosta de touradas nem anda aos tiros às rolas. Compre, ofereça e divulgue. E ser for mesmo importante, consigo arranjar-lhe uma versão autografada pela autora. 

Nota: o cão que aparece no vídeo é a Olívia, que se juntou à família há umas semanas. 

17
Nov18

Peterson digest


Eremita

Não enviei nenhum emissário a Lisboa para ouvir Jordan Peterson (já agora, lê-se "pitêrson" e não "péterson"), nem planeio comprar o Twelve Rules for Life (se propor mais de cinco já revelaria arrogância, mais de dez é pura megalomania). Creio que apanhei de ouvido o essencial do pensamento de Peterson. Mas admito comprar o Maps of Meaning e o Gulag Archipelag, de Solzhenitsyn, na edição que tem um prefácio de Peterson. Aqui podem ouvir uma excelente entrevista e deixo-vos ainda este comentário disparatado de Stephen Metcalf sobre Peterson no Culture Gabfast (a partir do minuto 50) .

15
Nov18

A morte mais estúpida


Eremita

Sempre pensei que morrer vítima de uma bala perdida de uma qualquer rixa irrelevante seria a morte mais estúpida. Entretanto mudei de ideias: a morte mais estúpida acontece quando dois familiares são queimados vivos por uma multidão que acredita em tudo o que lê no Whatsapp, quer fazer justiça pelas próprias mãos e tudo filma". Naturalmente, deposito alguma esperança na possibilidade de esta ser uma fake news sobre fake news, mas só a necessária para ficar a salvo do ridículo. 

14
Nov18

O Ouriquense empreendedor


Eremita

Com uma pulsão empreendedora que me esforçarei por não ser a mesma de Fernando Pessoa ou Bouvard e Pécuchet, o Ouriquense procura um sócio para explorar uma herdade entre a vila de Ourique e a barragem do Monte da Rocha que deverá fica equipada com uma unidade de turismo rural no fim de 2020, princípio de 2021, apostando na prevista chegada da água do Alqueva à barragem. A ideia é conjugar o turismo com outras formas de dinamizar a propriedade, nomeadamente a criação de porco preto alentejano e, a médio-prazo, uma horta, um pomar (além dos sobreiros, pinheiros, azinheiras e oliveiras já existentes) e outros projectos agrícolas. O sócio ficaria a viver numa casa recuperada e a estrear, teria um salário por dois anos, uma percentagem dos lucros do turismo e da agro-pecuária pelo seu trabalho, e ainda a possiiblidade de se tornar sócio nos projectos agrícolas (como co-investidor). O ideal seria encontrar dois "jovens" (menos de 40 anos) com vontade de viver no interior, bons conhecimentos de inglês e capazes de desenvolver a tempo parcial actividades autónomas à distância (via internet) que lhes dessem um complemento salarial. Isto é mesmo a sério. Ainda falta muito tempo, mas se conhecerem alguém eventualmente interessado, divulguem esta mensagem. Contacto por email para eremitadaplanicie@sapo.pt.

 

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Comentários recentes

  • Anónimo

    :-))

  • Anónimo

    Não rola coisa nenhuma. Mas o Ouriquense é o Badoo...

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    A passagem que cita, assim desamparada, serve melh...

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    Epá, está rolando aqui um clima? ❤️

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