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OURIQ

Um diário trasladado

OURIQ

Um diário trasladado

16
Fev17

Escolher os inimigos é uma arte


Eremita

Screen Shot 2017-02-16 at 11.07.52.png

 

Lobo Antunes foi vencido por Saramago e sofre, sofre, sofre, incansável como o coelhinho da Duracell. Aqui no Ouriquense, somos mais sábios a escolher os nossos adversários. No que toca à métrica das visitas e coisas afins, andamos há anos num mano a mano com a Escola de Condução Ouriquense Lda., invejável dona do domínio "Ouriquense.com", o que nos condenou a uma carreira provinciana. Nas últimas semanas, conseguimos ultrapassar a escola, mas é uma glória a prazo. Obviamente, tenho os instrutores da escola por profissionais eticamente irrepreensíveis que cumprem uma vocação e imagino que ressaquem a derrota  apontando dardos ao brasão do Ouriquense colado no centro de um alvo. Mas acertar no Lucky Luke deve ser fraco consolo. Man up, boys. Catch me if you can... 

15
Fev17

Os virtuosos do amor


Eremita

[Em actualização permanente até 26.2.2017]

 

Sem tempo para a bloga, deixo apenas uma entrada, ao correr da dactilografia e em registo de note to self, sobre a declaração de amor de Miguel Esteves Cardoso (MEC) a Maria João, sua mulher, publicada ontem, muito possivelmente por ter sido o dia de São Valentim. A Portugal não têm faltado intelectuais públicos especializados no amor, como o mencionado MEC, a explicar o amor desde para aí 1984, Pedro Paixão, um escritor e figura pública muito apreciado nos anos 90 e princípio deste século, hoje algo desaparecido e a escrever livros (como um ensaio sobre Darwin que apenas eu li) ignorados pela crítica,  o inevitável Lobo Antunes das cartas à mulher enviadas de África, e o poeta e serial blogger (nova paixão, novo blog? A doutrina divide-se) Pedro Mexia, só para não sair de Lisboa, nem ir buscar grandes amantes mortos, como o O'Neill. Também haverá mulheres, mas - como se perceberá - estou-me nas tintas para elas. Trata-se de um grupo muito heterogéneo no culto que fazem da mulher, que pode ir do amor puro, simples e generoso de Esteves Cardoso ao amor pontuado pela misoginia e o ressentimento, algo entre um Pavese mais soft e um Houellebecq mais pudico, como se lê em alguns texto de Pedro Mexia.  Escrever coisas...

 

Será que nós, os simples de espírito sem o ofício da paixão por escrito, que não voltámos a arriscar um verso depois da pós-graduação, lemos as declarações de amor dos virtuosos do amor sem sobressalto? Sem sermos tomados pela dúvida? Como não, se podem ser tantas? A mais clássica, domesticada pelo intelecto, ainda sem revelar grande fragilidade, apesar de erguida como um dique holandês: amará ele o ser amado ou o seu estado de enamoramento? E logo depois todas as outras, rompendo irremediavelmente o dique: seria eu capaz de amar como ele ama? Alguma vez alguém me amou como ele ama? O que pensará o meu amor ao ler o que eu estou a ler? Mas por quem se tomam estes gajos, para andarem pelos jornais a exibir arrebatamento e provas de extrema sensibilidade? Julgam que tamanho amor os eleva? Ou será que até lhes agrada a equiparação ao homem avantajado que adora passear-se no balneário nu e demoradamente, consciente do impacto do seu caralho bamboleante na cabeça dos outros homens?   Usar um comentário à crónica de MEC como exemplo da reacção dos "simples de espírito". Complexificar.

 

Juntar algo mesmo desconcertante (ajuda-me, Senhor). Concluir frisando o apreço por MEC, Paixão e Mexia (revelar as fugazes interacções com cada um deles? Para quê?). 

 

Continua

11
Fev17

Fausto também dá a cara


Eremita

Fausto.jpg

Ao contrário do Judeu, Fausto é um puro produto da minha imaginação. Esta criatura surge mencionada pela primeira vez num Quo vadis (a série do metadiscurso) de Janeiro de 2010, em que revelo vontade de criar no Ouriquense "um braço politicamente armado". A personagem é um citadino que, como eu, se instalou no campo e teria características do Pessoa empreendedor e outros traços de Bouvard e de Pécuchet. Há seis anos, planeava uma personagem menos estúpida do que os dois franceses, "mas apenas por chauvinismo - ou então porque Flaubert era infinitamente mais inteligente do que eu e só o génio ser capaz de criar o seu contrário". Em seis anos, sendo verdade que Fausto quase não apareceu, uma frase bastou para o distinguir das outras figuras do Ouriquense, que em 2012 se pronunciaram sobre o dia de São Valentim: "Entre o amor e o controlo dos meios de produção, o alentejano não pode hesitar". Fausto assinou apenas um texto na coluna Contra Lisboa, em Maio de 2011, intitulado "Uma Solução para as Desigualdades Sociais", em que propõe - creio que com uma originalidade que vai beber ao jogo Monopólio  - uma ritualização do capitalismo a partir de um tecto salarial de 10 000 euros. Apesar da aura de empreendedor, até hoje, no Ouriquense, Fausto apenas tentou desenvolver duas ideias. A primeira foi um projecto editorial que não chegou sequer à edição zero, cujo insucesso Fausto atribui a uma qualquer justiça divina que o puniu por ele ter traído o voto popular ao manipular a sondagem para o nome da revista; Fausto já me garantiu que quer "relançar" [sic] a revista e, desta vez, o nome não será plebiscitado, pois já foi escolhido: "A Grande Ogiva do Sul", palavras pela primeira vez combinadas por Hernâni Lopes, que foi economista, embaixador e ministro das finanças. A segunda ideia foi criar perto de Ourique um cemitério que fosse um montado. Escrevi então (versão revista e aumentada): "Ourique ficaria com o maior cemitério do território nacional e ali seria sempre Primavera, pois Fausto está seguro da existência de uma variedade de trigo rasteirinho que está verde e espigado todo o ano. Em qualquer altura do ano uma parte da seara estaria a ser ceifada, para que os pequenos roedores e répteis ficassem desprotegidos e as águias de asa redonda nunca abandonassem aquele céu, de resto também rico em planadores, asas delta, balões de ar quente e até parapentes vindos de lugares longínquos, como a serra de Monchique, o castelo de Marvão e a pousada de Palmela, porque os estreitos caminhos serpenteantes que ligavam os sobreiros-jazigo de família desenhariam o mais belo dos labirintos, quase hipnótico quando vistos das alturas, tornando-se aquele aquele espaço aéreo um local de culto muito estimado pelos praticantes da aeronáutica, nunca invadido por máquinas ruidosas e drones. Veremos então se Fausto confirma em 2017 o que andou a prometer nos últimos anos. E talvez se esclareça de uma vez por todas se Fausto é o homem que aparece nos sonhos de toda a gente. Não que eu acredite em arquétipos, pero que los hay, los hay. Ou não

10
Fev17

O Judeu dá a cara


Eremita

judeu.jpg

 

Um dia detalharei como os seus pais chegaram a Portugal e ele criou raízes em Ourique. Sem pretender adensar o mistério, chamo a atenção para as parecenças do Judeu com o escritor Joseph Brodsky, quando já homem feito e algo calvo. O que se segue não é novidade, apenas revisão da matéria dada: o Judeu não é sefardita, mas asquenaze, por muito que as más-línguas insinuem que o Ouriquense denota uma das afectações mais involuntariamente provincianas do ficcionismo luso contemporâneo, a saber, povoar histórias ocorridas em geografias incertas de personagens com nomes de cidadãos da Europa Central; o Judeu é pai de Adriano, um jovem adulto que acumula a condição de gay de Ourique e homossexual instrumental do Ouriquense; o Judeu foi cientista e hoje persegue a máquina do movimento perpétuo, mas com lucidez, ou melhor, para que não fiquem dúvidas, como performance; como tantas vezes sucede com os homens bons, o Judeu fez-se misógino para não odiar a mulher que lhe causou tanta tristeza; ao contrário do que escrevi em tempos na tábua de personagens do Ouriquense, ele não é uma mistura do cigano Melquíades (Márquez) com o velho Atílio (da telenovela O Casarão) que pretendia fazer ouro a partir do esterco que remexia numa banheira - essa opinião só a terá quem não o conheça bem, como sucedia comigo em 2011; aproveito também para emendar o ano: não foi em 2011 e será em 2017 que o Judeu transita de personagem a autor do blog. Com tanta emenda, é oportuno confirmar que ele possui uma boa biblioteca

 

09
Fev17

7


Eremita

Sétima entrada de Canhotismo: a Coligação das Minorias ou simplesmente A Coligação das Minorias ou A Educação de um Revolucionário ou Julião: um Percurso Político ou outro título qualquer.

Screen Shot 2017-02-09 at 10.27.08.png

 

 

Apesar do vício da internet, Julião também foi influenciado por livros. Todos mentem sobre as obras que marcaram as suas vidas e Julião confirmaria esta regra numa daquelas entrevistas televisivas de consagração, mas antes de ser famoso ele teria reconhecido que o livro da sua vida não é nenhum clássico da literatura e nem sequer pertence a uma categoria nobre, pois trata-se de uma obra de vulgarização científica publicada no princípio dos anos 90 por um médico canadiano que nunca atingiria o estatuto de estrela do firmamento académico. O que chamou a atenção de Julião no título The Left-Hander Syndrome: The Causes and Consequences of Left-Handedness foi a palavra "syndrome" - uma síndroma; ou síndrome, palavra ainda feminina. Ele já lera sobre o canhotismo e adquirira uma sólida cultura de Trivial Pursuit em livros simpáticos escritos por jornalistas, curiosos ou reformados empreendedores: era capaz de enumerar os canhotos mais famosos da História, sabia que "sinistrismo" é um sinónimo revelador do estigma em tempos associado ao canhotismo, deslumbrava os amigos com relatos do clã Kerr, guerreiros escoceses exímios no manejo da espada com a mão esquerda, que construíram nos seus castelos escadas de caracol em que os degraus torneiam o eixo central com a orientação adequada a que um canhoto ganhasse vantagem nas espadadas contra os inimigos (em regra, dextros) que tentassem subir, e a presença de qualquer animal de estimação servia-lhe de pretexto para explicar que, ao nível da espécie, apenas o homem e o papagaio mostram um desequilíbrio claro na proporção de dextros e canhotos, com predomínio daqueles no homem e destes nas aves que falam. Julião sabia isto e muito mais, mas no fundo desprezava a cultura do facto deslumbrante e desgarrado. Sempre que não resistia à tentação de encantar os amigos com a sua canhotologia, Julião ressacava na cama, ainda acordado, para ser depois visitado em sonhos por um papagaio de peito viril e kilt escocês em pandã com as penas verdes, que o arranhava na cara enquanto recitava o início do Gettysburg Address, num timbre desagradável e sempre a mesma coreografia: "Four score and seven years ago [arranhadela com a pata esquerda] our fathers brought forth [arranhadela], upon this continent [arranhadela dupla], a new nation, conceived in liberty, [arranhadela] and dedicated to the proposition that "all men are created equal".

 

Continua

 

 

08
Fev17

Sedução e disciplina


Eremita

 

No meu trabalho de tradutor de segunda categoria (sou um nègre de cientistas brasileiros explorado por uma empresa norte-americana) uso uma Computer Assisted Tool, ou seja, o texto é vertido na língua de chegada por um programa informático e o que depois faço é corrigir a máquina. Há uns dias, a máquina interpretou "Verão temperado" como "Summer clavier", o que só pode ter sido um acto de sedução. Senti-me tentado a deixar passar, o que teria sido um acto de revolta. Curiosamente, não conheço melhor música para aumentar a produtividade do que O Cravo Bem Temperado

07
Fev17

Estão de passagem as cegonhas do mundo novo


Eremita

Por pressão ideológica, o Parlamento mostrou-se incapaz de aproveitar o desejado avanço nos direitos procriativos das mulheres para corrigir a aberração que é negar a crianças geradas com recurso a bancos de gâmetas o direito a conhecer a identidade dos progenitores biológicos. A ideologia que sustenta esta violação ululante do direito de personalidade diz-nos que a parentalidade é uma construção social. Mas a contradição salta à vista: se a parentalidade é uma construção social, então os pais de verdade não deveriam sentir-se ameaçados pela possibilidade de o filho que educam querer conhecer a sua ascendência biológica, nem precisariam de uma mentira caucionada pelo Estado e o negócio da procriação: a de que os seus filhos surgem por geração espontânea, sem ascendência. Naturalmente, um projecto ideológico bem gizado prevê formas de apaziguar as consciências, pelo que andamos há décadas a ser convencidos  de que é por se atender ao superior interesse da criança que se exclui o progenitor biológico da sua existência, mesmo que a criança, ainda criança, jovem ou já adulto expresse o desejo de o conhecer.

 

Causa surpresa. A criança não estranha pais homossexuais; são inúmeros os estudos que o provam. Aparentemente, só não se adaptará à coexistência de pais verdadeiros e pais biológicos. Mas porquê? Onde está o Q.E.D? Será que o estudo empírico desta questão não é do interesse dos pais verdadeiros (receosos de uma variável a mais nas suas vidas), nem do Estado e das clínicas de fertilidade (receosos da escassez de dadores de gâmetas voluntários)? Alguém duvida da existência de famílias homossexuais que optaram por não negar aos seus filhos o direito a conhecer os progenitores biológicos, que poderiam ser objecto de estudo? Alguém acredita que a reinvenção dos modelos de família com apoio do Estado atingiu a perfeição, assente numa mentira? Duvido. Como em quase tudo, é só uma questão de tempo - provavelmente uma geração ou menos - até se corrigir a lei sem comprometer o muito que entretanto se avançou. Do que precisaremos é de outros protagonistas, gente de um pós-feminismo, porque quem fez a luta dos direitos reprodutivos das mulheres deslumbrou-se com as conquistas recentes e não é sequer sensível ao problema que levanto. 

06
Fev17

A influência da ansiedade


Eremita

Tenho um carinho de tipo corporativo por académicos em que é grande o desajuste entre a tese e o exemplo apresentado para a sustentar. Se há toda uma literatura que pode ser explicada pela ansiedade da influência, isto é, a ideia (cristalizada por Harold Bloom) de que cada escritor sente o peso dos escritores que o precederam, existe também uma literatura que se explica pela influência da ansiedade. Que esta brincadeira com as palavras não nos distraia: percebe-se que o autor está mais refém da sua ansiedade de partilhar ideias que o habitam (influência da ansiedade) do que da reputação de autores passados (ansiedade da influência) quando recorre à actualidade para as catapultar o mais longe possível, falhando de modo absurdo, como quem arma a catapulta com um fardo de algodão.

 

silence-movie5-1024x576.jpg

O caso mais recente, que roça o paroxismo, é o de uma crítica de José Miguel Pinto dos Santos a Silêncio, o último filme de Martin Scorcese, no cada vez mais incontornável Observador. Para não complicar a discussão, aceitemos que vivemos num tempo novo, marcado pela "pós-verdade", ainda que a propaganda e a mitificação actuais não sejam novidade (pensemos no amor cego dos intelectuais do Ocidente pela União Soviética). Ora, a "pós-verdade" é a catapulta de Pinto dos Santos. O que há de extraordinário no artigo é o autor interpretar o acto de ficcionar parte de um episódio histórico como um sinal de que a "grande falha civilizacional hoje é epistemológica". Qual foi o crime de Scorcese e de (creio) Shūsaku Endō, que escreveu o romance em que se baseia o filme? Escreve Pinto dos Santos:

"... é lamentável que (...) [se tente] sub-repticiamente passar por realidade o que não passa de ficção usando uma técnica ardilosa: juntando a um [sic] personagem histórico de carne e osso duas figuras fantasiosas de padres que nunca existiram. O autor poderia ter escrito a mesma estória sem lá ter posto o personagem histórico Cristóvão Ferreira e a novela seria só novela; também poderia ter feito um relato fatual, com o [sic] personagem histórico Cristóvão Ferreira acompanhado de outros personagens históricos, como Chiara ou Cassola, e teria então escrito História. Mas escolheu misturar tudo."

Parece, então, que misturar factos e ficção é um pecado e um pecado do nosso tempo, o que nos levaria a concluir que o relato de Fernão Mendes Pinto, só para não sairmos do Japão, onde decorre a acção de Silêncio, é absolutamente fiel aos factos ou então pura ficção. Enfim, a opinião de Pinto dos Santos só pode mesmo ser explicada pelo fenómeno da influência da ansiedade. Enquanto a ansiedade da influência é um fenómeno global, a influência da ansiedade caracteriza sobretudo culturas periféricas pouco habituadas aos holofotes. Tendo antes escrito um artigo de História algo obscuro sobre os Jesuítas no Japão do século XVII, que aproveitou - e bem - para divulgar no seu texto no Observador, seria injusto e primário ver na ansiedade de Pinto dos Santos um desejo de protagonismo. O que a sua ansiedade denuncia é um desejo de recuperar aquilo que ele julgava pertencer-lhe por mais ninguém o reclamar, como se o usucapião também se aplicasse às ideias. Desta vez foi Pinto dos Santos, mas qualquer académico honesto vos diria que calha a todos. 

 

 

 

05
Fev17

O Ouriquense e a nova ordem mundial


Eremita

[Amadurecimento em curso]

Reuni de emergência com o Judeu (in loco) e Fausto (por videoconferência).

 

A situação interna é precária. Esgotado o programa da Geringonça, há o risco de o tacticismo de circunstância prevalecer sobre uma estratégia para a legislatura. Não podemos ficar indiferentes.

 

A situação internacional deteriorou-se. A Europa não sabe lidar com o isolacionismo de Trump. E se Marine Le Pen ganhar as presidenciais francesas, deixará de haver União Europeia, qualquer que seja o resultado das eleições na Alemanha. Precisamos de agir. 

 

Vim para Ourique em 2008, retirando-me do mundo. Em 2008, o mundo começou a funcionar mal. Coincidence? Creio que sim, mas até a coincidência pode ser galvanizadora. Não posso mais aconchegar-me no niilismo escapista que tem sido este blog

 

Distribuímos pelouros. O Judeu fica com a ciência, a tecnologia, a educação, o nature versus nurture e o conflito israelo-palestiniano. Fausto ocupar-se-á da política autárquica e da viabilização económica do Cotovio, a nossa propriedade, tendo imposto como condição ir publicando a sua poesia no Ouriquense (cedi, porque sou um cidadão do mundo). A literatura em prosa, o metabloguismo, a marcação colunista-a-colunista, todas as séries que têm feito o Ouriquense e as relações internacionais, nomeadamente com a Região Autónoma da Madeira e o Japão, serão as minhas tarefas.  

 

Por Portugal. Contra Trump. Por Ourique. Por uma suinicultura sustentável, com consciência social e recursos intelectuais para rebater Peter Singer.  Pela memória de Vitor Silva Tavares. Pelas minhas filhas. Pelas filhos dos outros. Até pelos filhos dos colunistas do Observador.  

 

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