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OURIQ

Um diário trasladado

OURIQ

Um diário trasladado

11
Dez16

J.S. Bach - Partita em Mi maior, BWV 1006


Eremita

8.11.2016
 

Esta peça, escrita originalmente para o violino, tem sido tocado na guitarra clássica pelos melhores intérpretes, pelo menos desde Julian Bream. Quando tiver tempo, conto comparar as melhores versões que estão no Youtube

 

 

Adenda a 11.12.2016 (depois do comentário de Xilre) 

Violino barroco

 

 

 Guitarra clássica (de 6 ou 8 cordas)

 

 

Alaúde

 

 

 

08
Dez16

...


Eremita

Poucas coisas haverá mais belas no mundo do que uma mulher entre juncais a apontar a uma ave em liberdade. José Cardoso Pires, O Delfim

07
Dez16

Alberto Velho Nogueira


Eremita

[actualizado]
 
24.11.16

Só ontem li com alguma atenção o blog Homem à Janela, do escritor Alberto Velho Nogueira (AVN). Encontrei crítica literária séria e demorada, que não se lê nos jornais. Não vão lá hoje, se estão a trabalhar; passem por lá no sábado.

Adenda a 28.11.16

Além do textos originais que o autor publica no blogs, eis o que de essencial se encontra na internet sobre AVN: uma entrevista à Ler, que teve uma reacção elogiosa, uma curta biografia, capas de livros seus publicadas por um fã que o considera "o maior prosador português" e também pela Fundação Troufa Real, um lote de 15 livros seus que um cidadão escalabitano vende por 50 euros, uma notícia do Diário Digital de Castelo Branco sobre um encontro a 27 de Maio de 2014 com o escritor, 11 registos de obras suas no portal Bibliografia Nacional Portuguesa, cinco no DocbWeb e três na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, o livro Grafites Rougets à venda por 30 euros na Bibliofeira e no "shopping online" Coisas, uma entrada ainda sem comentários para o livro Brilhantes no Good Reads, livro também à venda na Bulhosa, juntamente com Câmara Escura, e ainda um exemplar da primeira edição (1987) de Autofagias, que um cidadão de Massamá classificou como "invulgar" e vende por 25 euros no Olx, recensões críticas na Colóquio Letras de obras do autor e três obras suas no Google Books

 

Tirando as duas já muito antigas recensões na Colóquio Letras, a extensa bibliografia do autor não desperta o interesse de ninguém. Parece tratar-se de um escritor "difícil" e hesito em começar um dos seus livros, embora por interesse mercantilista esteja a ponderar investir 50 euros na compra dos 15 títulos de AVN disponibiizados pelo cidadão escalabitano referido no parágrafo anterior. Por outro lado, recomendo sem hesitação e até alguma revolta os textos de crítica que o autor tem vindo a publicar na série "O uso da língua e a sua relação aos leitores". Abarcando sobretudo parte da literatura romanesca de referência dos últimos 50 anos, e também todo o sistema, isto é, os escritores, os editores, a crítica e os leitores, AVN revela-se um crítico marginal (vantagens de viver em Bruxelas há décadas) e exigente, mesmo nos casos mais difíceis, como quando questiona a prosa de Agustina Bessa-Luís. A leitura destas críticas, ainda que atrapalhada por conceitos que o autor define noutros textos seus (o hipertexto seria uma ajuda) e pela falta de um trabalho de edição que elimine muitas redundâncias, é uma experiência nos antípodas da leitura da habitual crítica de semanário, criadora de "mitos literários locais que nada contêm" (AVN). Qualquer leitor interessado nos romancistas tratados por AVN não dispensará a leitura destes textos. Como planeio continuar a (re)ler estes textos nos próximos tempos e o blog de ANV é de navegação difícil, tomei a liberdade de elaborar um índice. Have fun.

Adenda a 7.12.16

 

Entretanto, Alberto Velho Nogueira teve a amabilidade de responder com elegância e inteligência a alguns dos comentários feitos neste post e na caixa de comentários. Volto a recomendar os seus ensaios; um dos meus planos para a pausa do Natal é comparar a crítica de AVN com a  que João Barrento publicou recentemente no livro A Chama e as Cinzas (discutido nesta entrevista). 

 

Alguns textos do blog Homem à Janela, de Alberto Nogueira Velho

Conceitos recorrentes

Os "actos de linguagem" são signos do mental do escritor 

A Literatura Profissional

O funcionamento ficcional de uma língua dominada 

O que é o sentido literário, a leitura ficcional dos "actos de linguagem" 

A escrita e o mental 

A relação entre literatura profissional e literatura "artista"

A escrita e a narração 

A literatura útil como teoria da literatura industrializada ou pós-industrializada - Definição progressiva 

 O ritual

 

Agustina Bessa-Luís

Antes do Degelo

Embaixada a Calígula 

O Manto

O comum dos mortais

Conversações com Dmitri e outras fantasias  

Os incuráveis

Elogio do inacabado

Correspondência: Agustina-Régio

 

Mário de Carvalho

Ronda das mil belas em frol

A liberdade de pátio

O Varandim seguido de O caso em Carvangel

Quando o Diabo Reza

O Homem do Turbante Verde

 

Vergílio Ferreira

Para sempre

Promessa

Nítido nulo

 

Herberto Helder

Servidões

A morte sem mestre

 

Maria Gabriela Llansol 

Um Arco Singular

 Onde vais, drama-poesia?

 

António Lobo Antunes

Para aquela que está sentada no escuro à minha espera 

Conhecimento do inferno

Sôbolos Rios que Vão

Comissão das Lágrimas

Não é Meia Noite Quem Quer

Caminho como uma casa em chamas

Da Natureza dos Deuses

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

Contos exemplares

Obra poética

 

Rui Nunes

Barro 

 (ou, transigindo, de que lado passarás a morrer, a clarear?)

Nocturno Europeu

 

Fernando Pessoa

Prosa de Álvaro de Campos

Ibéria - Introdução a um imperialismo futuro

Associações secretas e outros escritos

Argumentos para filmes - Fernando Pessoa 

 

Gonçalo M. Tavares

Uma Viagem à Índia

Uma menina está perdida no seu século à procura do pai 

                                                                                                                                                                             

Teresa Veiga

Uma aventura secreta do Marquês de Bradomín - Teresa Veiga

Gente melancolicamente louca - Teresa Veiga 

 

Outros

Adoecer - Hélia Correia 

A Cidade de Ulisses – Teolinda Gersão  

O Porco de Erimanto - A. M. Pires Cabral

O Murmúrio do Mundo - A Índia Revisitada - Almeida Faria 

O Neo-realismo 

O Retorno - Dulce Maria Cardoso

Pedro Tamen e Tomas Tranströmer 

Objecto Quase - José Saramago

O Lago - Ana Teresa Pereira 

Quando os lobos uivam - Aquilino Ribeiro 

O teu rosto será o último - João Ricardo Pedro 

O físico prodigioso e Os Grão-Capitães - Jorge de Sena 

Fausto - Fernando Pessoa 

Casas pardas - Maria Velho da Costa

As areias do Imperador - Uma trilogia moçambicana - Livro um. Mulheres de cinza - Mia Couto 

Era uma vez em Goa-Paulo Varela Gomes

Impunidade - H. G. Cancela 

Retrato de rapaz - Um discípulo no estúdio de Leonardo da Vinci - Mário Cláudio 

  

Reacções à imprensa

João Tordo e Ricardo Dias Felner 

O Bom Inverno - João Tordo

A literatura "pós-industrial" e de intervenção do "investimento financeiro" - O artigo de Clara Ferreira Alves sobre "O homem de Constantinopla, por José Rodrigues dos Santos 

Uma conversa "doméstica" no Câmara Clara de 19 de Fevereiro de 2012 

Mário Cláudio e o prémio Nobel 

"José e Pilar" – DVD - Filme realizado por Miguel Gonçalves Mendes.

 

 

 

 

 

05
Dez16

Da deontologia do leitor


Eremita

retorno.jpg

Julgava que a deontologia do leitor se resumia a uma regra: nunca dês a impressão de teres lido o que não leste ("nunca dês a impressão de teres lido o que não existe" não chega a ganhar autonomia, é apenas uma violação extrema da regra enunciada). Não estou em falta, pois às muitas pessoas a quem ofereci o livro O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, só transmiti a opinião elogiosa que li na imprensa. Sucede que ontem li a crítica de Alberto Velho Nogueira, que é demolidora. Para o crítico, Dulce Maria Cardoso é um clone de Lobo Antunes de segunda categoria, que escolheu exprimir-se sobre a (des)colonização e os retornados através do discurso de um adolescente, primário na forma e conteúdo. Junte-se então uma segunda regra: nunca ofereças um livro que não leste. E esta sentença: penitencia-te lendo todos os livros que já ofereceste sem os teres lido. Alberto Velho Nogueira começa a complicar-me a existência. 

 

 

02
Dez16

Fidel e três cronistas de esquerda portugueses


Eremita

fidel-castro-united-nations-1979.jpgNações Unidas, 1979 NY Daily News 

A resposta estereotipada, que abre com uma falsa equivalência grotesca (a soberba não ajuda):

"Dizer de Fidel Castro, após a sua morte, em artigos de jornal que pretendem (e deveriam) ser de balanço, de avaliação ou de análise da sua vida, que era um ditador e ficar-se por aí é quase a mesma coisa que fazer uma entrada de enciclopédia sobre Einstein dizendo que era um tipo de cabeleira branca e ficar-se por aí." José Vitor Malheiros

A resposta decente (a idade ajuda): 

"Esse aparelho de estado foi Fidel que o criou, como foi Fidel que decidiu as execuções, a repressão, a censura e a prisão política. Sim, em tempo de guerra fria, quando a brutalidade era a norma. Mas também em plenos anos 2000 quando já nem a guerra fria o justificava. Por isso recuso a lógica de reconhecer o lugar de Fidel na história sem ter hoje uma palavra de solidariedade para quem seja reprimido por tentar organizar trabalhadores ou lutar por ideias como Fidel defendia que se pudesse fazer noutros países que não Cuba." Rui Tavares

A resposta inteligente (a cultura ajuda): 

"... Enquanto o luto é um sentimento causado por uma perda real que se supera com o tempo (uma vez feito o “trabalho do luto”), a melancolia é causada por uma perda fantasmática, pela relação com um objecto que nunca teve existência real. A presente circunstância faz-nos ver que a melancolia de esquerda é uma disposição que continua a manifestar-se através de sintomas." António Guerreiro

 

 

 

 

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