A Sibila, de Agustina Bessa Luís
Eremita
A princípio, são os verbos: ensarilhar (pág. 10), gorgolejar (pág. 11), denastrar (este nem aparece nos dicionários online, mas significa "destrançar") (pág. 11), engatinhar (pág. 13), enovelar (pág. 13), estrupir (pág. 14), enrubescer (pág. 15), corricar (pág. 15), embuçar (pág. 17), esbeiçar (pág. 18), enfarruscar (pág. 18), repicar (pág. 23), supurar (pág. 23), caçoar (pág. 24), aboletar (pág. 26)...
Aqui vai nascer um texto com alguma literatura comparada (mas pouca), em que se defende a tese de que apenas o limitado sentido de humor da autora impede o romance A Sibila de ser uma obra-prima. A propósito, para este texto reli as primeiras 25 páginas de Os Cus de Judas e de Os Sinais de Fogo. A conclusão parece óbvia. A pirotecnia estilística do primeiro envelheceu muito mal (chega a enjoar) e o segundo é muito divertido. Mas seria desonesto não admitir que a cadência do jovem Lobo Antunes, muito mais do que as metáforas, era irresistível.