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OURIQ

Um diário trasladado

OURIQ

Um diário trasladado

11
Mai12

Letra e música, Jacques Brel. Canta: Jacques Brel!


Eremita

 

Bien sûr, nous eûmes des orages

Vingt ans d'amour, c'est l'amour fol
Mille fois tu pris ton bagage
Mille fois je pris mon envol
Et chaque meuble se souvient
Dans cette chambre sans berceau
Des éclats des vieilles tempêtes
Plus rien ne ressemblait à rien
Tu avais perdu le goût de l'eau
Et moi celui de la conquête

{Refrain:}

Mais mon amour
Mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore tu sais je t'aime

Moi, je sais tous tes sortilèges
Tu sais tous mes envoûtements
Tu m'as gardé de pièges en pièges
Je t'ai perdue de temps en temps
Bien sûr tu pris quelques amants
Il fallait bien passer le temps
Il faut bien que le corps exulte
Finalement finalement
Il nous fallut bien du talent
Pour être vieux sans être adultes

{Refrain}

Oh, mon amour
Mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore, tu sais, je t'aime
Et plus le temps nous fait cortège
Et plus le temps nous fait tourment
Mais n'est-ce pas le pire piège
Que vivre en paix pour des amants
Bien sûr tu pleures un peu moins tôt
Je me déchire un peu plus tard
Nous protégeons moins nos mystères
On laisse moins faire le hasard
On se méfie du fil de l'eau
Mais c'est toujours la tendre guerre

{Refrain}

Oh, mon amour...Mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore tu sais je t'aime.


 

Brel era mulherengo, mas o que conta mesmo é fazer versos de grande efeito. Enfim, segundo a escala passional em unidades de chançon française, até se começar a citar Léo Ferré ainda há esperança.

09
Mai12

20


Eremita

Screen Shot 2019-05-04 at 10.40.36.png

(pub) A brief history of romance comics

- Como define a nossa relação?

- Nós temos uma relação?

- Você já não pode passar sem mim.

- Olhe que posso.

- Olhe que não.

- Posso.

- Não.

- Sim.

- Não.

- Sim.

- Não.

- Vai rir primeiro. Posso, sim.

- Nã...ai, você é tão divertido.

- Ganhei.

- Mas ficou triste.

- Não leve a mal.

- Fui eu?

- Não.

- Fui eu, não fui?

- Não.

- Fui.

- Não.

- Fui, sim.

- Não foi.

- Fui.

- Isto é cansativo. Não foi, pensei noutra pessoa. 

- Parecida comigo?

- Não. Alguém de quem gostei.

- Discutiam muito? 

- Era o meu ioiô vaivém.

- Isso é querido.

- Eu sei.

- Posso ser o seu ioiô vaivém?

- Não.

- Deixe lá.

- Não.

- Porquê?

- Porque não se atura.

- Quem?

- Não se atura sem amor. 

- Eu sei que me atura.

- Eu não a suporto.

- Não.

- Não.

- Não.

- Não.

- Não?

 

04
Mai12

"As namoradas"


Eremita

 

Se o valor da vida de um homem se medisse pela importância que os media dão à sua morte, um extraterrestre concluiria que Miguel Portas foi um grande homem e Fernando Lopes um homem muito mais pequeno. Mas todos sabemos que o valor que os outros dão à nossa morte diminui a partir da meia-idade, para não perder mais tempo com outros considerandos - o que seria deselegante. Em todo o caso, houve algo de anormal nos elogios fúnebres a Miguel Portas. Se não estou em erro, foi a primeira vez que o colectivo "as namoradas" entrou na enumeração do círculo restrito que  tradicionalmente só inclui a família, os amigos e a mulher (esposa, companheira, namorada, etc.).

04
Mai12

O stress e a sesta


Eremita

Quase toda a gente deseja morrer a dormir e eu não serei excepção. Mas como suspeito que morrerei a dormir por ter adormecido, não retiro daí nenhum consolo. Não preciso de grandes condições de conforto físico para conseguir um sono profundo e revigorante; também não preciso de grande conforto psíquico, porque as aflições só atrasam o sono, sem que depois o perturbem. Se é certo que milhões de anos de evolução deram às espécies o coice de adrenalina que lhes permite reagir com rapidez ao stress, poucos anos bastaram para o meu corpo se dar conta de que o seu melhor instinto de sobrevivência é a sesta. Sobre esta mania do meu corpo, ocasionalmente intensificada por algum fármaco, não tenho nenhum controlo. Por isso sei que aquilo que me tem salvo tantas vezes dos exageros a que me forço, esta força da homeostasia que é o sono, também me matará um dia, apenas por capricho. Há um vasto espectro de situações em que adormecer nos complica a vida: adormecer durante um acto sexual, adormecer ao serão na presença de convidados, adormecer à psiquiatra, quando alguém nos faz uma qualquer confissão, adormecer... Enfim, creio que condensei estes temores num exemplo extremo, que por vezes me ocorre: se um dia estiver num grupo a que falte comida, sei que as minhas adormecidas e indefesas nádegas inaugurarão as refeições canibais que nestas circunstâncias marcam a passagem de homens a simples bichos. Mas não julguem que se trata de um pesadelo. Como compreenderão, é algo em que penso apenas quando estou acordado.

 

 

 

03
Mai12

A vida hipotecada


Eremita

Estou mais endividado do que a nação e continuo a consumir acima das minhas possibilidades, como a nação. A ideia de que é possível uma existência frugal no campo deve ser anterior à The Criterion Collection, que custa uma fortuna. E está tudo cada vez mais caro, até o sexo em Espanha. Mais umas semanas assim e sinto-me legitimado para iniciar o novo neo-abjeccionismo. Entretanto, podem divulgar: faço traduções, faço tartes, faço o que for preciso.

 

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