A realidade ultrapassa a ficção
Eremita
Segundo um mito urbano, na noite da passagem do ano as pessoas desatam a beijar estranhos na boca. Isso nunca me aconteceu. Curiosamente, o que sucedeu foi o contrário: percebi que as pessoas que beijei na boca me eram, afinal, completamente estranhas. Esta situação é bem mais bizarra do que a anterior e creio que podemos ver aqui uma ilustração de uma frase muitas vezes dita, mas poucas vezes provada. Enfim, foi há muito tempo. Desde que passo o fim de ano em Ourique, juntamo-nos no cineclube, vemos o fogo de artifício projectado na parede de cal e depois dançamos todos, mas como há mais homens que mulheres e somos convencionais, passamos sobretudo aquela música que não se dança aos pares.




