Back to the basics
Eremita
A crise, o meu insucesso profissional em todas as actividades que iniciei desde que aqui cheguei, o tempo que um sobreiro demora a dar a primeira cortiça e o estado das minhas economias levam-me a pensar que a única solução que me resta é a dois tempos: arrancar com a agricultura de subsistência e depois com a viticultura. Tenho uma horta decadente, tenho um poço desprezado e só me falta uma enxada. Primeiro, sobreviver. Mas se daqui a trinta anos conseguir lançar um vinho feito nas suaves encostas da ribeira do Cotovio, a vida terá valido ao pena.
