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OURIQ

Um diário trasladado

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10
Mai10

Um pedido


Eremita

Este vídeo prova que a infalibilidade papal não se aplica à música.

 

 

 

 

Mas o vídeo seguinte deixa-nos alguma esperança. Bento XVI tem swing. É possível que, em vez de apenas reciclar as suas encíclicas em linguagem simplificada, em alguma das suas missas campais - ou durante uma pequena conversa no beberete com um dos 1400 (!) intelectuais - Bento VXI dedique umas palavras à decadência da música sacra.

 

 

Eu ainda me lembro e talvez esteja aí a génese do meu ateísmo: domingo após domingo, jovens de pullover aprisionavam melodias aborrecidas em harmonias de quatro acordes, sem qualquer intenção de sincopar o ritmo ou de introduzir uma nota mais marota. Palestrina, Bach, Pergolesi, Fauré, Messiaen e... o Zé Manel aos coices na viola, na Igreja do padre Janela, nos Olivais. What went wrong? Bento, salva a Igreja e traz de volta a grande música.

 

 

 

10
Mai10

Contra a corrente


Eremita

Devo ser o único português a não apreciar as crónicas de Ricardo Araújo Pereira (RAP) na revista Visão. Para que nos entendamos: as crónicas não são más. RAP é incapaz de fazer alguma coisa má; até quando Odete Santos lhe deu um demorado raspanete num programa televisivo de grande audiência, cenário que é da ordem do pesadelo, ele conseguiu ouvir a ex-deputada com uma expressão facial de enorme integridade. RAP é um homem decente, inteligente, culto, corajoso, divertido, imaginativo, bonito e alto. É esse o problema. Ao pé de RAP, as crónicas de RAP fazem fraca figura. Consigo perceber a tentação do humorista de reduzir esse nobre género que é a crónica a um combinado de parágrafos invariavelmente rematados com uma punchline - só pode ser deformação profissional de alguém que escreveu tantos sketches. Mas perceber não é tolerar e as crónicas de RAP sabem quase sempre a pouco. Não são criativas, porque tresandam a técnica e porque RAP prefere movimentar-se no universo das ideias, o que é um problema para um homem de esquerda, pois a visão de esquerda, sendo a correcta, é necessariamente aborrecida. É claro que sai um produto enxuto e por vezes um produto muito bom (sobretudo quando ele usa a linguagem como matéria-prima). Mas são textos que respiram mal, em que nunca se sente a longa arcada capaz de transportar o leitor numa viagem,  da primeira à última palavra. RAP não se transcende na crónica e a literatura existe para que um homem se transcenda.

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