Soneto a Brigitte Bardot
Eremita
Brincadeira
Um rigoroso exclusivo do Imprensa Falsa. Este soneto fará parte de uma notícia futura:
Soneto a Brigitte Bardot
Tu fazias do homem um fraco animal
E nos animais viste o último amante
Que ainda hoje queres e fosse banal
Serias sempre única e tão actuante
Matei muitas perdizes, peço-te perdão
Só por ti me ajoelho e sei que foste busto
Mas honro a minha pátria e aqui perto do chão
Oiço o piar dos mortos que carrego a custo
Juro não mais caçar, solta-me deste peso
Tem-me tão preso à terra e não faltam certezas
De erguer este país com o meu ego teso
Eu vegetariano a todas as mesas
Dou-te por um mandato um eterno defeso
Que homens e animais querem uma entre as deusas

