Ontem de tarde, ao fundo da rua, o inventor conversava com Tatiana. Fiquei atónito, pois não sabia que se conheciam. Nessa noite, o inventor revelou-me que Tatiana faz a lide doméstica de sua casa à segunda-feira e experimentei uma súbita vontade de acariciar os talheres. Mas de tarde nada ainda sabia e quando ambos me viram, a metros de distância, o meu impulso foi arrepiar caminho. O inventor ainda acenou e eu retribuí o cumprimento. Nesse momento, Tatiana também me fez adeus. E logo uma parede os retirou do meu campo de visão. Como provar a Tatiana que o meu adeus não era para ela, se não consigo explicar este esforço por evitá-la misturado com o desejo de esbarrarmos um no outro ao virar de cada esquina?