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OURIQ

Um diário trasladado

OURIQ

Um diário trasladado

20
Nov20

Bem-vindos à pocilga


Eremita

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A propósito disto, Henrique Pereira dos Santos escreveu isto.

Respondi-lhe assim:

Ou o Henrique ainda é mais idiota do que eu pensava ou é apenas um pequeno sacana. Avaliarei se vale a pena ou não perder tempo consigo na justiça. 

Entretanto, meta duas ou três coisas nessa sua miserável cabeça:
 
1. Não há qualquer necessidade de declaração de interesses. Declarar o quê? Que tive projectos financiados na área? Mas em que medida a minha opinião sobre o acórdão está influenciada pelo financiamento? Só estaria se eu tivesse escrito precisamente o contrário, ou seja, se concordasse com as juízas para me promover denegrindo a técnica, pois o projecto financiado visa melhorar o método existente. O que tenho eu a ganhar em defender na imprensa o método que pretendo melhorar, pode dizer-me? A PCR é uma técnica estabelecida há décadas e não é por começar a ser de repente discutida por leigos que se transforma numa tecnologia de mérito incerto, em busca de mercado e à qual podemos associar interesses obscuros. Não há controvérsia nenhuma em relação à PCR. As juízas exarcerbaram o erro e esqueceram o teste negativo 6 dias antes, o que elimina grande parte do erro de ter sido um resultado obtido quando a pessoa já não representaria um perigo. É tudo tão idiota, francamente...
 
2. Escrevi o que provavelmente qualquer biólogo molecular escreveria. A minha opinião é a de um especialista em PCR, não a de um autor com projectos de PCR na área da COVID-19. 
 
3. A única informação importante é minha afiliação ao Centro de Estudo de Doenças Crónicas, pois menciono os dados do nosso serviço. Essa informação surge no artigo: "Biólogo e Investigador FCT do Centro de Estudos de Doenças Crónicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa". Mas importa frisar o seguinte: não assinei assim por ter sentido o toque na consciência que geralmente associamos aos conflitos de interesses; assinei assim como assinaria qualquer outro artigo. Por isso, mesmo dando o desconto que aprendi a dar à desonestidade do Henrique e mesmo tendo em conta a sua notória sede de me tramar, há algo mais que explica o seu texto absurdo. Parece que existe hoje na sociedade uma luta entre dois campos, que a dúvida alastra ainda mais do que o SARS-CoV-2, que devemos suspeitar de todos, pois toda a gente tem segundas intenções, e que vale tudo para diminuir o adversário. Há nisto alguns traços de loucura e paranóia, estando criadas todas as condições para as mais inspiradas teorias. A sua contribuição para a degradação do espaço público merecia um livro. 
 
As críticas que lhe fiz, e que mantenho, baseiam-se nas asneiras repetidas que escreveu (não sei se ainda as escreve porque deixei de o ler e só vim aqui por ter suspeitado que o meu artigo no Público o teria tentado). A sua acusação de que fui desonesto ao não revelar os meus financiamentos, além de ignorante pelos motivos expostos, revela o estado mental de permanente guerrilha em que o Henrique se viciou. 
 
4. A ética deficiente que vejo aqui é a sua, pois um ataque tão vil, disparatado e forçado só pode vir de quem ficou com muitos anticorpos depois das nossas discussões. Não as lembrar no seu post é enganar os leitores e oculta um conflito de interesses (olha que curioso), pois o único propósito desse texto é atascar-me na lama e para isso recorre a difamações embrulhadas numa aparente defesa da salubridade do espaço público. O Henrique dorme bem? Ainda mantém a luz acesa quando está diante do espelho?
 
5. A comparação com Centeno leva-me a recomendar que procure ajuda médica. 
 
6. O Henrique e provavelmente o amiguinho André Dias (contaram-me que também montou um tiro ao boneco no estaminé dele) aproveitam-se da ignorância dos membros da claque acenando-lhes com a expressão "conflito de interesses", sem terem pensado minimamente no assunto, assim denegrindo a minha imagem e a do Público. A forma como tratam a informação e o ataque mentiroso ao meu carácter dão pena. 

 

 

 

 

09
Out20

Recuperar o Ouriquense


Eremita

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fonte

Vou voltar a usar o blog para devaneios literários. Não tenho tempo para alimentar discussões aqui. Deixará de haver comentários e recuperarei as séries e as personagens de Ourique. Quem quiser continuar a açoitar o Vasco M. Barreto com os números da Suécia e coisas afins poderá fazê-lo no Twitter. Acaba a tourada e volta o toureiro (Ricardo Chibanga). 

 

 

 

02
Out20

Paulo Pedroso e André Ventura


Vasco M. Barreto

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A entrevista de Paulo Pedroso ao Observador, além de explicar algumas nuances fundamentais aos nossos histéricos do Estado de Direito viciados em amálgamas absurdas, coloca um desafio curioso ao leitor. Nós sabemos que a sua reputação e carreira política foram destruídas pelo processo Casa Pia e que a justiça, primeiro precipitada e depois morosa, falhou. Mas este nosso conformismo é desolador. Porque não basta dizer que a Justiça falhou; precisamos  ainda de concluir que o povo não presta. 

Ao lançar um cartaz em que acusa Paulo Pedroso de pedofilia, o Chega de Ventura expôs o que vai na cabeça desse povo. Porém, criou também uma oportunidade provavelmente irrepetível. Não sou jurista, mas se aquele cartaz não é um caso de calúnia, difamação e injúria, o que é uma calúnia? A associação da pedofilia a Paulo Pedroso que surge na imagem só será apenas subliminar, vaga e inatacável segundo uma leitura hiper-formalista e alucinada que fizesse equivaler a vitória de Pedroso no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) contra o Estado a um reescrever do passado, como se aquela indemnização ridícula de sessenta e tal mil euros tivesse não apenas restaurado a imagem do ex-ministro mas apagado a sua associação ao caso Casa Pia e a ninguém fosse dado o direito de se lembrar do necessário para estabelecer a relação inequivoca e terrível que não aparece no cartaz, pois Pedroso surge junto de outros políticos. Em Portugal, a acusação a anteriori, fruto das fugas ao segredo de justiça, já era costumeira; o cartaz do Chega inaugura a acusação a posteriori, infinitamente mais grave e inaceitável. 

Pedroso já disse que não vai dar troco a Ventura durante a campanha, mas o povo tem aqui uma segunda oportunidade, se Pedroso permitir: participar numa campanha de crowdfunding para processar o Chega e pedir uma indemnização milionária que deixasse Ventura sem um tostão. Se nada for feito, a Justiça em Portugal passará oficialmente a ser uma piada e fica demonstrado que o povo realmente não presta. 

Para mim há uma linha de fronteira muito clara entre Ana Gomes e outras pessoas que falam de certos problemas. Os populistas tendem a ver-se a si próprios como salvadores de um regime. Como quem quer mudar de regime e, para isso, coloca-se de fora. Ana Gomes não tem nenhuma destas características. O que ela diz é que há um conjunto de problemas sérios que não podem ser ignorados e é necessário melhorar o sistema para que eles sejam eliminados. E, portanto, se vamos falar de corrupção, sim, há corrupção e devemos trabalhar dentro do Estado de direito para a eliminar. Não é a mesma coisa que fazem aqueles que dizem que há corrupção e vamos tentar destruir o Estado de direito para chegar ao poder através desse mecanismo. Este é um oceano de diferença. Há desfuncionamentos? Há. Há falta de transparência do Estado? Há. Agora o que há a fazer é aperfeiçoar a democracia para responder melhor a estes problemas. Não pegar nestes problemas para tentar destruir a democracia. E essa é para mim a linha de separação das águas e acho que, usando a sua expressão, os eleitorados não se tocam. (...)

Não. E eu não aceito essa ideia de que Ana Gomes faz julgamentos na praça pública. Não é isso que nós vemos. Aliás, se reparar, em quase todos os casos em que Ana Gomes apareceu do lado da denúncia, há um momento em que ela aparece a levar as provas ao Ministério Público e a fazer queixa ao Ministério Público. Portanto, não podemos comparar isso com julgamentos na praça pública. (...)

Há uma linha de fronteira ténue que todos nós temos de definir pelos nossos critérios. Vocês sendo jornalistas de certeza que já sentiram esse problema. Há uma questão que é participar num processo usando uma lógica acusatória ou defensiva no momento em que o processo está em investigação, e outra coisa que é haver elementos que estão em discussão e que têm interesse público e que devem ser discutidos. E que, se não forem discutidos, não facilita que a justiça se exerça. Em Portugal, este problema é agravado por um aspeto que, de algum modo, agrava tudo isto, que é a morosidade da justiça. Porque, se a justiça fosse mais rápida, estes processos não se alongavam. E há outro aspeto que me parece extremamente preocupante que é o uso das partes processuais pela comunicação social para procurarem ter vantagens processuais e isso é que é, do meu ponto de vista, absolutamente condenável. Aquilo que nós assistimos, e que é verdadeiramente condenável, é as partes processuais terem verdadeiras alianças com órgãos de comunicação social para difundirem as suas teses. O que está errado não é discutir os problemas, é criar uma narrativa que visa, na minha opinião, uma das posições em presença. Dito isto, é claro que Ana Gomes é muito vocal e tem sido muito firme na denúncia de certo tipo de criminalidade e promiscuidades que, se não fossem denunciadas, podiam de alguma forma ser banalizadas, ser consideradas normais.(...)

Paulo Pedroso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

01
Out20

Will Self


Vasco M. Barreto

Não terei sido o  primeiro a reparar que o nome "Will Self", do escritor e personalidade mediática, é o equivalente intelectual dos nomes descritivos dos índios norte-americanos na tradução inglesa, como Crazy Horse, Touch the Clouds e Sitting Bull

The family is surrounded by Jews—but they are “colourless English Jews” like the Smith-Simonses “two doors down, with their absurd and recently acquired hyphen—imagining they can somehow pole-vault their way into the upper-middle classes with this little typographic stick.” Mardean Isaac citando Will Self

 

28
Set20

Sobre a imunidade de grupo


Vasco M. Barreto

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fonte

Anda por aí gente incapaz de fazer contas (mas citada nos jornais) e a delirar com modelos de imunidade de grupo que, tomando em conta a heterogeneidade da população, baixam a percentagem mínima de seroconvertidos necessária para acabar com a epidemia. Escrevem como se o custo em mortos para atingir essas percentagens (20%, 30%, 40% ou 50%? É à escolha) não fosse assustador e como se replicar Manaus à escala global fosse uma opção sensata. Seria bom que essas pessoas lessem as notícias e não apenas prosa libertária.

"Something that became evident in our study - and that is also being shown by other groups - is that antibodies against SARS-CoV-2 decay quickly, a few months after infection," one of its authors, Lewis Buss, said in a statement by the São Paulo research foundation FAPESP that accompanied the paper. Reuters

 

 

 

 

28
Set20

Juristas, magistrados, Miguel Sousa Tavares e o feminismo


Vasco M. Barreto

Às vezes Portugal parece um país decente, a anos-luz do que era há 50 anos. Mas a semana que passou foi particularmente notória em exemplares cavernícolas, como o do já conhecido professor de Direito que gritou, no seu julgamento por violência doméstica, “morte a todos os feminismos”.

É possível alguém dizer o que o professor Aguilar diz nos seus mestrados e continuar a dar aulas na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa? Até hoje, sim. O homem compara o feminismo ao nazismo e diz que a violência doméstica é um atentado à família. E escreve no programa de Direito Processual Penal III: “Dizem os psis que as empresas devem contratar mais mulheres, designadamente para cargos dirigentes, porquanto as mulheres são, na linguagem pós-moderna, mais emocionalmente inteligentes do que os homens, a saber, são ‘pessoas emocionalmente muito inteligentes’, i.e., precisamente aquilo que na Antiguidade, na Idade Média e ainda no Antigo Regime mas já na Idade Moderna, se chamava a pessoas desonestas, de ‘espertas’, em suma, de ‘canalhas’.” 

O professor citado é um exemplar raro de machista histérico. Mas infelizmente Portugal ainda está cheio de machistas-não-tão-histéricos-assim, como o inevitável Sousa Tavares que, na crónica deste sábado do Expresso, se insurge contra a possibilidade de um imposto extraordinário, esperando que só tenha acolhimento “naquele clube de histérico-feministas-bloquistas da Universidade Nova”, universidade onde trabalha a nossa colunista Susana Peralta que respondeu à letra, nas redes sociais, ao machismo só-razoavelmente-histérico de Sousa Tavares. Por acaso, nesse dia, o caderno principal do Expresso, onde escreve o cronista, era dirigido pela feminista Leonor Beleza.

Esporadicamente pensamos que este mundo acabou. Pode passar-nos pela cabeça que as pessoas, nomeadamente as que escrevem para os jornais, dão aulas em faculdades e são juízes nos tribunais, sabem o significado da palavra “feminista”, um movimento que remonta ao princípio do século XX – e o século XXI já vai com 20 anos. Mas não. Na reserva protegida do machismo lusitano ainda não se conseguiu perceber o significado da palavra “feminista”. Um exemplo disso foi o julgamento do citado professor de Direito por violência doméstica. A juíza Joana Ferrer, depois do arguido várias vezes irromper contra o feminismo e as feministas, disse: “Excelentíssimo senhor professor doutor, o senhor insiste em chamar-me feminista, mas eu não sou.”

O machismo histérico tem uma vantagem – é possível agir em conformidade com a Constituição da República. Esperemos que a Faculdade de Direito o faça. Ana Sá Lopes

 

26
Set20

"Não há coincidências"


Vasco M. Barreto

Um surto de Covid-19 no Hospital de Egas Moniz levou ao condicionamento dos serviços de Radiologia e Neurorradiologia. Em causa estará o número de casos positivos para o novo coronavírus entre os profissionais de saúde, o que deixou o serviço sem técnicos para realizar os exames. 25-9-2020, Observador

 

As máscaras são para ser usadas por pessoas doentes em contacto com pessoas saudáveis, pelos cuidadores de pessoas doentes e por quem desinfeta zonas hospitalares referenciadas, por mais ninguém. 6-06-2020 Gabriel Branco, director do serviço de Radiologia e Neurorradologia do Hospital Egas Moniz

É bem possível que só uma pandemia e o embrião de uma profunda crise me levassem a citar Margarida Rebelo Pinto sem qualquer fim jocoso. Vejamos. Não sei quantos serviços hospitalares existem no país, quantos já passaram pela situação descrita na notícia que cito, quantos directores de serviço expressaram opinião idêntica à do Dr. Gabriel Branco (figura de proa do movimento Médicos pela Verdade), e se algum nexo de causalidade pode ser estabelecido entre eventuais procedimentos idiossincráticos no serviço em questão e o número de casos positivos, mas se esta coincidência se revelar tão extraordinária como parece ser, talvez seja o momento ideal para os Médicos pela Verdade e outros libertários primários iniciarem uma profunda e longa reflexão. Porque numa praça pública polarizada, o que é válido para a mulher de César também é necessário, embora na versão negativa, para afastar a hipótese de uma mera coincidência: não basta não ser aquilo que parece, é mesmo preciso que não pareça ser aquilo que não é*. Por outras palavras, a mera coincidência deixou de ser uma possibilidade, o que só podemos entender como um retrocesso civilizacional.

* Também eu fiquei com dores de cabeça ao reler esta frase. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

26
Set20

Ouriq com João Ferreira


Vasco M. Barreto

Screenshot 2020-09-26 at 10.37.46.png

Adaptado daqui.

O PCP anda a levar cacetada de todos os lados há algum tempo. Não sobra respeito pelas posições do PCP sobre política internacional, são mesmo vergonhosas. Também não sobra dúvida para ainda considerar o comunismo uma boa ideia e vejo algum delírio entre as superstars intelectuais de esquerda que parecem ter embarcado numa terapia de grupo sob o pretexto de inventar uma alternativa ao capitalismo. Estarei talvez demasiado embebido no capitalismo para imaginar uma alternativa, como aquele peixinho que pergunta what is water? Aliás, a melhor prova desta minha convicção não é resistir ao génio argumentativo de Alain Badiou no texto The Communist Hypothesis, mas não me sentir sequer ofendido pela acusação de cobardia que a sua bela mas imprecisa definição de coragem implica ("the virtue which manifests itself through endurance in the impossible"). Cada vez mais me convenço de que a organização da sociedade, uma vez desinsufladas as causas identitárias, apenas tem de resolver dois problemas: as desigualdades de berço (anulando-as o mais possível sem dar cabo da célula familiar) e as desigualdades na capacidade inata (respeitando-as o mais possível sem levar a distorções extremas ou conflitos e universalizando as oportunidades de adquirir mérito). Mas reconheço a luta de classes e creio que o PCP desempenha um papel importante no nosso panorama político e na concertação social. Se o PCP desaparecer, como está a suceder, não creio que a migração dos seus apoiantes para o Bloco, a mítica ala esquerda do PS ou a abstenção seja vantajosa para os mais desfavorecidos. Como também me parece que a eleição será ganha na primeira volta e Ana Gomes está confortavelmente à frente de André Ventura, votarei em João Ferreira. Curiosamente, João Ferreira é um colega biólogo, mas creio que sou ainda menos corporativista do que comunista. Força, João!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

25
Set20

A reductio ad André Venturum


Vasco M. Barreto

Vejamos, o nosso Ricardo faz humor a partir de crimes de violação do segredo de justiça, aproveitando para os legitimar e expandir no dano potencial ao celebrar a exploração mediática da privacidade, e até da intimidade fragilizada, e espalhando e reforçando calúnias sobre os alvos. Esta é uma actividade a que se entrega na imprensa escrita e na TV com afinco e proveitos invejáveis. E o nosso André faz humor a partir da violação dos direitos humanos, permitindo-se gozar com qualquer valor e instituição que tenha relação com o cânon da tradição greco-romana, cristã, iluminista e liberal que sustenta aquilo a que chamamos civilização ideal ou ideal cívico. Valupi 

Tenhamos alguma esperança: se o Valupi sentiu a obrigação de decorar o texto com umas carinhas de palhaço em jeito de ressalva, é por ainda lhe sobrar algum bom senso para perceber que faz uma equivalência absurda. Não está sozinho. Outros pensadores da praça já equipararam o populismo de Ana Gomes ao de André Ventura. Animadas por ódios de estimação e obsessões doentias, o resultado destas tentativas de conspurcar alguém por associação é o branqueamento progressivo de Ventura, como se isto fosse um zero-sum game. É provável que seja. Por vezes, dentro das muralhas só encontramos uma pocilga. 

 

 

 

 

 

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