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OURIQ

Um diário trasladado

OURIQ

Um diário trasladado

14
Set19

Xanana e Habibie


Eremita

Nenhum vídeo de gatinhos alguma vez me comoverá mais do que o adeus de Xanana a Habibie (presidente reformista da Indonésia de 1998 a 1999). Sugestão: cortar o som do pianinho. 

13
Set19

"Recurso da Operação Marquês nas mãos de juiz Rui Rangel"


Eremita

Não sei que fruta usar para qualificar a nossa República. Caro Valupi, alinhas três parágrafos em defesa do teu querido Estado de Direito?

Adenda: Entretanto, o Valupi já mordeu o isco e comentou esta notícia, que diz ser "falsa" (não é), aproveitando para escrever umas coisas sobre os inimigos do seu herói e engordar a novela da vitimização. Ora, o que choca na notícia não é o arguido em causa, mas a natureza da acusação. É evidentemente motivo de chacota e de algum desespero republicano ver um recurso de um caso de corrupção ser atribuído a um juiz que ainda não se livrou da suspeita de ser corrupto. O problema, independentemente da existência de mecanismos que permitem afastar Rangel do caso, se lhe faltar o bom senso de pedir escusa do processo, foi Rangel ter voltado ao activo. Em resumo: o assunto não é a Operação Marquês, é a Operação Lex. Mas os comentadores monotemáticos observam a realidade sempre através do mesmo óculo e o do Valupi tem um kalkitos na lente com a silhueta de Sócrates.  

12
Set19

Guerrear


Eremita

Filipe Nunes Vicente (FNV) criou um novo blog e continua a guerra cultural. Um dos alvos fáceis da direita é a hipocrisia de esquerda. Reconheça-se que existe uma hipocrisia de esquerda e que muitos esquerdistas deixariam de o ser se os seus interesses começassem a ser seriamente ameaçados pelos interesses daqueles que defendem⁠ — nesse sentido, há um paralelo óbvio entre a solidariedade de esquerda e a caridade das famílias ricas católicas. Mas os alvos fáceis fazem com que o atirador se torne desleixado. 

Ainda a propósito de uma discussão recente sobre os censos, FNV lembrou-se de apresentar um "inventário" para provar que os adeptos do anti-racismo não praticam o que andam a pregar, pois o Público , entre outros órgãos de informação, não emprega negros e os partidos de esquerda não têm deputados negros. 

Sabe-se que são poucos os negros que chegam e ainda menos os que terminam o ensino superior, hoje uma condição praticamente essencial para se exercer jornalismo, pelo que não se percebe o reparo quanto à proporção de negros no jornalismo. Os órgãos de informação com inclinações de esquerda deviam fazer exactamente o quê para não serem hipócritas na sua exposição do racismo? Atenuar os critérios de selecção e meter uns negros nas redacções para efeito decorativo? Não ficariam depois à mercê do FNV, que afinfaria com a crítica do paternalismo? É o caso típico de ser preso por ter cão e não ter. 

Quanto ao "inventário", sem deixar de lembrar que o caso de Hélder Amaral (PP) apresentado por FNV é tão raro que não será (estatisticamente) significativo, a verdade é que as omissões de FNV mostram que "Ideias Feitas", o nome do blog, é uma descrição rigorosa. O único Governo em democracia a ter um primeiro-ministro que não é branco e uma ministra (Francisca Van Dunem) negra, que ocupa inclusive uma pasta importante, é o actual. Salvo erro, todos os ministros dos governos de direita (AD, Cavaco Silva, Durão Barroso, Santana Lopes e Pedro Passos Coelho) eram brancos. Não posso afirmar o mesmo em relação a secretários de Estado, mas também não me recordo de nenhum pertencente a alguma minoria. Creio que o único partido a ter uma deputada (Idália Serrão) com ascendência cigana (o avô) é o PS. O secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel (PS), é filho de um cigano. E julgo que também foi este Governo o primeiro a entregar uma secretaria de Estado a uma cidadã cega (Ana Sofia Antunes). Mais recentemente, a primeira negra a apresentar-se como cabeça de lista é do Livre. O PSD fez o quê nos últimos tempos? Que me lembre, inventou André Ventura. E quanto ao Público, é provavelmente o único jornal português em que se pode ler opinião escrita por negros como alguma regularidade.

Raras vezes vi tamanha distorção da realidade. E para quê? Para um remate que na cabeça de FNV soa a estocada final: "Se os cavaleiros do anti-racismo se portam desta maneira, mais uma incómoda pergunta tem de ser feita: em nome de quem, e com que autoridade moral ou política defendem eles as vítimas do racismo? " Vimos já que a pergunta se desmonta com uma resposta empírica. Mas o mais extraordinário é FNV não considerar a hipótese de não ser necessária autoridade moral para defender vítimas de racismo, pois o gesto basta. Levando o argumento ao extremo, um comportamento anti-racista de um empedernido racista vale mais como acto decente do que como contradição ou novidade. Enfim, o Alberto Gonçalves também pertence a esta escola de irreverência, mas ao menos tem graça.

11
Set19

Onzes de Setembro


Eremita

Há precisamente 18 anos, em Nova Iorque, pouco depois de as Torres Gémeas terem sido atacadas, pensei no meu amigo Rui. O Rui morava na Midtown, a suficientes quarteirões de distância para não ter ainda acordado, mas como os pais dele estavam de visita e o Rui não atendia a chamada, comecei logo a imaginar que talvez tivessem todos madrugado para subir às Torres. 18 anos depois, o Rui continua a não atender a minha chamada. Mas hoje sinto uma impaciência serena. Não quero confirmar que ele não morreu, quero felicitá-lo de viva voz pelo nascimento da querida Madalena, que o fez pai pela primeira vez. Parabéns, amigo! E parabéns à mãe!

10
Set19

Um energúmeno


Eremita

A Direita tem de criar corpo cultural — em revistas e jornais, nas redes, nas artes e entretenimento, em suma, na vida — que rejeite a estética esquerdista que consiste em vender "glamour" na desgraça. Vítor Cunha, Observador

É só para saber se a freira agredida, mulher do sexo feminino e género não especificado, violada e morta em São João da Madeira vai para a lista das vítimas de violência doméstica a ser lida pela Maria do Céu Guerra no próximo congresso do PS. Vitor Cunha, Blasfémias

Eis a noção de guerra cultural do ousado Vitor Cunha: o mau gosto gratuito na desgraça. 

 

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Comentários recentes

  • Anónimo

    Epá, não me digam que o Eremita amuou, perdão!, co...

  • Anónimo

    Não percebo nada disto.

  • Anónimo

    Ah, só para unir as pontas. Depois disto é que sur...

  • Anónimo

    olha o escroque que dá pelo nome entre outros "rfc...

  • Anónimo

    Ó Eremita, pá, alegra-te também que tu que, afinal...

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